Aprendendo sobre medicamentos... com os orangotangos

Orangotangos indonésios têm demonstrado um certo grau de conhecimento sobre medicamentos, utilizando anti-inflamatórios naturais para tratar dores, segundo pequisa publicada no International Journal of Primatology.
Quatro orangotangos (Pongo pygmaeus) de Bornéu foram vistos preparando "bálsamos" pela primatologista Helen Morrogh-Bernard, da Universidade de Cambridge. A pesquisadora acompanhou como um adulto selecionou um punhado de folhas de uma planta, que foram colhidas e mastigadas - e como a pasta formada pela planta e pela saliva do animal foi, então, aplicada para cima e para baixo na parte de trás de seu braço esquerdo, desde a base do ombro até o pulso "como uma pessoa aplicando protetor solar".
Morrogh-Bernard observou que o animal "estava concentrado apenas em seu braço e foi metódica na maneira com que aplicava a pasta". Ela intuiu, então, que isso poderia ser uma forma de auto-medicação.
O orangotango finalmente largou as folhas remanescentes, o que permitiu à pequisadora identificá-las como do gênero Commelina. Significativamente, orangotangos não comem essas folhas como parte da sua dieta regular, e os habitantes locais conhecem essas plantas por suas propriedades anti-inflamatórias.
Desde a primeira constatação do uso desse "bálsamo", em 2005, a equipe de pesquisas já presenciou outros três animais utilizando a técnica. Os pesquisadores concluíram que a probabilidade de esses animais terem aprendido sobre esse medicamento ao observar os habitantes locais é remota, ao passo que o contrário é bastante provável.
Ou seja, talvez os humanos que habitam o local tenham aprendido sobre as características anti-inflamatórias daquela planta específica ao observar os orangotangos se auto-medicando...
Fonte: theregister
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Quatro orangotangos (Pongo pygmaeus) de Bornéu foram vistos preparando "bálsamos" pela primatologista Helen Morrogh-Bernard, da Universidade de Cambridge. A pesquisadora acompanhou como um adulto selecionou um punhado de folhas de uma planta, que foram colhidas e mastigadas - e como a pasta formada pela planta e pela saliva do animal foi, então, aplicada para cima e para baixo na parte de trás de seu braço esquerdo, desde a base do ombro até o pulso "como uma pessoa aplicando protetor solar".
Morrogh-Bernard observou que o animal "estava concentrado apenas em seu braço e foi metódica na maneira com que aplicava a pasta". Ela intuiu, então, que isso poderia ser uma forma de auto-medicação.
O orangotango finalmente largou as folhas remanescentes, o que permitiu à pequisadora identificá-las como do gênero Commelina. Significativamente, orangotangos não comem essas folhas como parte da sua dieta regular, e os habitantes locais conhecem essas plantas por suas propriedades anti-inflamatórias.
Desde a primeira constatação do uso desse "bálsamo", em 2005, a equipe de pesquisas já presenciou outros três animais utilizando a técnica. Os pesquisadores concluíram que a probabilidade de esses animais terem aprendido sobre esse medicamento ao observar os habitantes locais é remota, ao passo que o contrário é bastante provável.
Ou seja, talvez os humanos que habitam o local tenham aprendido sobre as características anti-inflamatórias daquela planta específica ao observar os orangotangos se auto-medicando...
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Marcadores: ciencia, curiosidades





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