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Segunda-feira, 28 de Julho de 2008

Astronauta da Apollo afirma que armas nucleares não são a melhor forma de parar um asteróide



Armas nucleares poderiam ser usadas para parar asteróides que estejam em rota de colisão com a Terra, mas na maioria dos casos o uso dessas armas não é a melhor opção, afirmou na semana passada o astronauta Russell Schweickart durante uma palestra pública em São Francisco.

No ano passado a NASA publicou um relatório declarando que usar armas nucleares para destruir ou modificar a rota de de asteróides ou cometas é a melhor estratégia para evitar uma colisão catastrófica, mas o respeitado cientista/astronauta explicou que a maior parte dos corpos celestes que venham em nossa direção pode ser redirecionada através de técnicas de reboque por naves não tripuladas (teoricamente, apenas os maiores corpos não podem ser empurrados ou rebocados).

Ele afirmou, ainda, que esse estudo publicado pela NASA foi não apenas equivocado, mas também uma desculpa (motivada por pressões políticas) para "preparar o caminho" para a colocação de armas nucleares no espaço.

O astronauta criou uma organização, a Fundação B612, que estuda táticas alternativas para alterar o curso de asteróides - o que ele acredita ser possível já em 2015.

Atualmente, a maior parte dos corpos que poderiam colidir com a Terra, causando danos catastróficos, não está sendo monitorada, mas nos próximos anos será possível acompanhar o movimento de um número muito maior, graças à entrada em operação de novos telescópios - o que pode nos dar tempo suficiente tanto para prever a probabilidade de impactos (e a estimativa dos danos) quanto para pensar sobre a forma adequada de lidar com eles.

Considerando que o monitoramento de asteróides contém um elemento de incerteza, certamente ocorrerá um grande número de alarmes-falsos - e, nesses casos, a melhor opção será não fazer nada, logicamente. Mas e nos demais casos? Devemos empurrá-los, rebocá-los ou simplesmente explodí-los com bombas nucleares, como prefere a NASA?

O astronauta compara nossa situação atual com um goleiro com os olhos vendados: não podemos fazer nada, mas sabemos que várias bolas estão voando em nossa direção. Mas em poucos anos, essa venda sairá dos nossos olhos, e poderemos decidir - em conjunto - como proceder, ao invés de apenas aceitar que mísseis nucleares sejam enviados ao espaço sem que saibamos quais os efeitos dessa decisão.

Via wired.

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