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Sexta-feira, 25 de Julho de 2008

Cientistas identificam o fator que propicia o aparecimento de auroras



Pesquisadores da NASA, estudando a interconexão de campos magnéticos e partículas carregadas emitidas pelo Sol, identificaram o fator que propicia a ocorrência das belas e coloridas tempestades elétricas nas regiões polares, conhecidas como auroras, e acreditam que essa descoberta possa ajudar no desenvolvimento de previsões confiáveis sobre as tempestades geomagnéticas que podem avariar satélites em órita e causar problemas nas linhas de transmissão de energia aqui na Terra.

Os cientistas sabem há tempos que as auroras (aurora boreal no norte, aurora austral no sul) são geradas pela interação entre partículas vindas do Sol com o campo magnético terrestre, o qual tem sua forma modificada por esse vento solar.

Tempestades violentas no Sol produzem auroras extremamente brilhantes, mas mesmo quando essas tempestades são pouco severas as luzes são produzidas - a Terra absorve e acumula essa energia, liberando-a de repente, e isso causa as auroras, mesmo sem que uma grande atividade solar esteja ocorrendo. Essas tempestades menores, chamadas "subtempestades", geram correntes de um a dois milhões de amperes, por uma ou duas horas (que é a energia equivalente a um terremoto de magnitude 5 ou 6).

Durante essas subtempestades ocorre uma modificação na borda do campo magnético da Terra, e é sabido que dois eventos contribuem para esse acontecimento: uma ruptura na corrente de partículas carregadas vindas do Sol, ocorrendo a cerca de 1/6 da distância entra a Terra e a órbita da Lua; e a separação das linhas do campo magnético terrestre, que ocorre a cerca de 1/3 da distância entre a Terra e a Lua. Não era claro, contudo, qual evento ocorria primeiro.

Para responder essa questão, foram lançados cinco satélites (no que convencionou chamar de Missão Themis) idênticos, cada um do tamanho de uma máquina de lavar, para medir os campos elétricos e magnéticos, assim como as partículas que atingem a Terra, em diferentes zonas do espaço. Com isso, em fevereiro, os cientistas conseguiram descobrir a ordem dos eventos - e assim entender melhor o que acontece durante as subtempestades: a separação das linhas do campo magnético ocorrem primeiro, seguidas pelo aparecimento das auroras.

Surpreendentemente, a quebra na corrente de partículas carregadas ocorre somente após a aurora. Anteriormente, alguns pequisadores acreditavam que a separação das linhas do campo magnético causava uma modificacão na corrente de partículas carregadas - e que essa modificação na corrente é que causava as auroras.

Agora, os cientistas querem descobrir exatamente onde as linhas do campo magnético terrestre se separam. Com o maior conhecimento dessas subtempestades, os pesquisadores esperam conhecer melhor as grandes tempestades - e assim obter métodos de detecção melhores antes do próximo pico de tempestades solares de grande porte, que vai ocorrer entre 2010 e 2012.

Veja mais imagens de auroras abaixo.



Fonte: nytimes



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