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Segunda-feira, 4 de Agosto de 2008

Seis graus de separação


Ontem à noite li um artigo sobre uma pesquisa que concluiu que quaisquer duas pessoas estão conectadas por 6.6 outras pessoas, em média. Ou seja, você e, digamos, o Bill Gates, estão conectados em média por 6.6 pessoas. Você (e eu) e o "sem teto que uiva" que mora na minha rua também estão conectados por 6.6 pessoas...

Essa era uma idéia antiga, que até gerou um filme em 1993, e baseia-se na teoria de que quaisquer pessoas do mundo estão ligadas por uma sequência de relacionamentos extremamente pequena: no "primeiro grau" de separação estão as pessoas que você conhece; no "segundo grau" de separação estão as pessoas conhecidas das pessoas que você já conhece, e assim sucessivamente.

Essa nova pesquisa foi feita por pesquisadores da Microsoft (no que é chamado "Microsoft Messenger Project") e monitorou por um mês 30 bilhões de mensagens instantâneas, que foram transmitidas por 180 milhões de pessoas do mundo todo.

Nela, os pesquisadores verificaram que a maioria das pessoas usando mensagens instantâneas estão conectadas por 6.6 outras pessoas, em média (algumas estão conectadas diretamente, outras por 2 ou 3 pessoas, mas algumas pessoas estão conectadas por até 29 outras - daí a média de 6.6).

A pesquisa anterior - que originou a crença nesse elo entre as pessoas - foi feita na década de 60, e estimava que quaisquer pessoas estariam conectadas por 6.2 outras. E ela foi feita através de cartas comuns: na época, 296 pessoas foram instruídas a enviar, via seus conhecidos, cartas a uma determinada pessoa (um corretor americano), e a média obtida foi 6.2.

Na pesquisa atual esse número aumentou um pouco, como se vê. Mas ainda assim é assombroso ver o quanto todos nós estamos ligados, ainda que indiretamente.

Quem seriam as 6.6 pessoas que poderiam fazer o seu telefone chegar à Giselle Bündchen (ou à contraparte masculina, para as moças)?

Fonte: The Washington Post.

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