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Sexta-feira, 20 de Março de 2009

Por que o Sol e a Lua têm o mesmo tamanho no céu?


Esse é o tipo de coisa que todo mundo vê, mas nunca pensa a respeito... o Sol e a Lua aparecem no céu com o mesmo tamanho, certo? Certo. Mas também é sabido por todo mundo que o Sol é muito, muito maior que a Lua.

Então, como isso acontece?

Acontece por causa de uma coincidência fantástica: o diâmetro do Sol é cerca de 400 vezes maior que o da Lua - mas ao mesmo tempo o Sol está cerca de 400 vezes mais distante da Terra do que a Lua. Ou seja, as diferenças são anuladas, e ambos parecem ser do mesmo tamanho para um observador na Terra. Interessante, não?

O tamanho idêntico de ambos no céu fica mais evidente durante os eclipses totais (como nessas imagens acima - clique para ampliar). Nessas ocasiões a Lua passa exatamente em frente ao Sol, e no auge do fenômeno a luz solar só pode ser vista ao passar pelos vales e depressões na borda do terreno lunar.

Infelizmente os eclipses totais são raros... A sombra da Lua tem poucos quilômetros de raio, então um observador tem que estar exatamente no caminho da sombra para poder apreciar o espetáculo. Eu verifiquei a ocorrência de eclipses totais do Sol que pudessem ser vistos do Brasil, mas não encontrei nenhum pela próxima década. De qualquer forma, assista o vídeo abaixo e veja o eclipse total de 2006, filmado na Líbia.



E, para fechar o assunto, veja abaixo essa imagem fantástica de um "eclipse" filmado do espaço. Bom, tecnicamente não é bem um eclipse, mas sim um trânsito da Lua em frente ao Sol, captada por uma das naves STEREO (Solar TErrestrial RElations Observatory) da NASA.



Existem duas naves STEREO, a STEREO A e a STEREO B, e ambas estão em órbita do Sol - uma está à frente da Terra e a outra está atrás, ou seja, mais longe do Sol.

Essa imagem foi feita pela nave STEREO B, que está mais longe do Sol (ela orbita a cerca de 1,6 milhão de quilômetros da Terra). Como ela está mais distante, a Lua parece ser 4,4 vezes menor do que aparenta para nós, aqui na Terra.


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Quarta-feira, 4 de Março de 2009

Hubble captura um "cabo-de-guerra" entre galáxias


Uma nova imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble mostra três galáxias disputando um "cabo-de-guerra" gravitacional.

A cerca de 100 milhões de anos-luz, na constelação de Piscis Austrinus (Peixe Austral), três galáxias estão interagindo de tal forma que podem acabar formando um único - e gigantesco - objeto celeste. Essa imagem acima, captada pela "Advanced Camera for Surveys" a bordo do Telescópio Espacial Hubble, permite a visualização do movimento dos gases entre as galáxias, e revela o intrincado equilíbrio entre elas.


Clique na imagem para ampliar. As três galáxias em questão - NGC 7173 (à esquerda, no centro), NCG 7174 (à direita, no centro) e NGC 7176 (à direita, mais abaixo) - são parte do Grupo Compacto Hickson 90, nomeado em homenagem ao astrônomo Paul Hickson, que primeiro catalogou esses pequenos aglomerados de galáxias na década de 1980.

As galáxias NGC 7173 e NGC 7176 parecem galáxias elípticas comuns, cheias de gás e de poeira. Já a NGC 7174 é uma galáxia em espiral que praticamente está sendo destroçada pelas suas vizinhas.

A forte interação entre essas galáxias tem forçado uma número significante de estrelas a se deslocarem de suas galáxias originais, e essas estrelas agora estão espalhadas, formando um tênue componente luminoso nesse grupo de galáxias.

Os astrônomos acreditam que as estrelas da NGC 7174 serão redistribuídas durante esse processo, que pode culminar com a formação de uma galáxia gigante, dezenas ou centenas de vezes mais massiva que a nossa Via Láctea.

Fonte: ESA

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Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

Hubble e o "cabelo da rainha"


Essa fantástica imagem (acima, clique para ampliar), obtida pelo Telescópio Espacial Hubble e divulgada hoje pela Agência Espacial Européia (ESA), mostra a Galáxia NGC 4921 em detalhes. Essa galáxia faz parte do aglomerado de galáxias Abell 1656, que se localiza na Constelação Coma Berenices - ou Cabeleira de Berenice.

A expressão "Cabeleira de Berenice" vem de uma lenda antiga sobre a Rainha Berenice II do Egito: ela prometeu seus longos cabelos para a deusa Afrodite em troca de proteção ao seu marido, Ptolomeu III Evérgeta, que travava guerra contra os assírios. A deusa atendeu ao pedido de Berenice e Ptolomeu III retornou ao Egito são e salvo. Cumprindo a promessa, ela cortou seus cabelos e os ofereceu no altar dedicado à deusa. No dia seguinte, contudo, seus cabelos sumiram do altar, e o astrônomo da corte afirmou que Afrodite ficara tão encantada com a oferenda que a levou para o céu.

O aglomerado de galáxias onde está a NGC 4921 fica a 320 milhões de anos-luz da Terra, e contém mais de 1000 galáxias.

Galáxias localizadas em aglomerados "populosos" como esse tendem a passar por muitas interações e fusões, e tendem a transformar gradualmente suas espirais ricas em gases em sistemas elípticos com menor atividade de formação de estrelas - e é por isso que existem muito mais galáxias elípticas do que galáxias em forma de espiral em Abell 1656.

A NGC 4921 é uma das raras espirais na "Cabeleira" - e é também uma espiral "anêmica", pois o ritmo de formação de estrelas nela é menos acelerado, o que a levou a ter os "braços" menos definidos: há apenas um delicado disco de poeira em volta da galáxia, acompanhado de algumas estrelas azuis jovens.

A longa exposição permitiu não apenas a captura em detalhes da imagem da NGC 4921, mas também nos permitiu ver zonas longínquas do Universo: ao redor e através da imagem dessa galáxia, milhares de outras galáxias de todas as cores e formatos são visíveis.

A imagem abaixo é uma cópia da imagem no topo, com a diferença de que nela constam algumas anotações sobre os objetos que aparecem.



Fonte: ESA



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Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

Como em Matrix: nosso mundo pode ser um gigantesco holograma


Pode parecer estranho, mas cientistas sérios levam essa hipótese em consideração.

Segundo essa teoria eu, você, o planeta, a Lua, o Sol e tudo mais podemos ser todos projeções holográficas de eventos que acontecem em outro local do Universo.

A melhor parte é que um experimento chamado Geo600 pode ter captado, sem querer, os "grãos" de espaço-tempo que podem comprovar a Teoria Holográfica.

Mas vamos por partes...


O Geo600 está instalado ao sul de Hannover, na Alemanha, e é um experimento que conta com dois detetores de 600 metros de comprimento, desenvolvidos para procurar ondas gravitacionais - oscilações no espaço-tempo provocadas por objetos astronômicos ultra-densos, como estrelas de nêutrons e buracos negros.

Durante os últimos sete anos ele não captou nenhuma dessas ondas gravitacionais, mas sem querer pode ter feito a mais importante descoberta na física em mais de meio século.

Durante muitos meses os pesquisadores do GEO600 quebraram a cabeça para entender um ruído inexplicável que assolava o imenso detetor. Então, de repente, um pesquisador chegou uma possível explicação. Na verdade, esse pesquisador havia previsto esse ruído ANTES que a equipe do Geo600 começasse a captá-lo.

De acordo com Craig Hogan, um físico no Fermilab Particle Physics Laboratory, o GEO600 tinha tropeçado no limite fundamental entre o espaço-tempo: o ponto em que o espaço-tempo pára de se comportar como fluxo contínuo descrito por Einstein e passa, ao invés disso, a se dissolver em "grãos", tal como uma fotografia de jornal se dissolve em pontos quando você se aproxima demais da foto. Segundo o pesquisador, "parece que o GEO600 está sendo alimentado pelas convulsões quânticas microscópicas do espaço-tempo".

Se isto ainda não fez você cair da cadeira, em seguida esse pesquisador (que acaba de ser nomeado diretor do Centro de Astrofísica de Partículas do Fermilab) tem uma surpresa ainda maior na manga: "Se os resultados do GEO600 são o que eu suspeito que são, então estamos todos vivendo em um holograma cósmico gigante".

A idéia de que vivemos em um holograma provavelmente soa absurdo, mas é uma extensão natural da nossa melhor compreensão dos buracos negros, e tem uma base teórica bem firme. Essa idéia também tem sido surpreendentemente útil para físicos lutando com teorias sobre como o universo funciona em seu nível mais fundamental.

Os hologramas que você encontrará em cartões de crédito são gravados em filmes plásticos de duas dimensões. Quando luz bate e reflete neles, ela recria a aparência de uma imagem 3D. Na década de 1990 os físicos Leonard Susskind e Gerard Hooft (ganhador do Prêmio Nobel) sugeriram que o mesmo princípio pode se aplicar ao universo como um todo. A nossa própria experiência quotidiana pode ser uma projeção holográfica dos processos físicos que ocorrem em uma distante superfície 2D (duas dimensões).

O "princípio holográfico" desafia nossa mente. Parece difícil de acreditar que você acorda, escova os dentes e agora está lendo este artigo por causa de algo acontecendo no limite do Universo. Ninguém sabe o que isso significaria para nós se realmente estamos vivendo em um holograma, mas mesmo assim teóricos têm boas razões para acreditar que muitos aspectos do princípio holográfico são verdadeiros.

A idéia notável desses dois físicos foi motivada por um trabalho radicalmente inovador sobre buracos feito por Jacob Bekenstein, da Universidade Hebraica de Jerusalém (em Israel) e Stephen Hawking, da Universidade de Cambridge. Em meados da década de 1970, Hawking mostrou que buracos negros não são, de fato, totalmente "negros", mas sim que emitem radiação, o que faz com que lentamente evaporem e eventualmente desapareçam.

Isto criou um enigma, porque a radiação prevista por Hawking não transmite qualquer informação sobre o interior de um buraco negro. Quando o buraco negro já acabou, todas as informações sobre a estrela que colapsou para formar esse buraco negro desapareceriam, o que contradiz o princípio amplamente aceito de que informações não podem ser destruídas. Isto é conhecido como o "paradoxo de informações do buraco negro".

O trabalho de Bekenstein forneceu uma dica importante para a resolução do paradoxo. Ele descobriu que a entropia de um buraco negro - que é sinônimo de seu conteúdo informativo - é proporcional à superfície do seu "evento horizonte" - a superfície teórica que disfarça o buraco negro e marca o ponto de não-retorno para a matéria ou a luz que esteja entrando no buraco negro. Teóricos já demonstraram que ondulações quânticas microscópicas no evento horizonte podem codificar as informações no interior do buraco negro; portanto, não há um perda misteriosa de informações enquanto o buraco negro evapora.

Essencialmente isto fornece um conceito físico profundo: informações 3D sobre uma estrela precursora (ou seja, que originou o buraco negro ou foi consumida por ele) podem ser completamente codificadas em 2D no horizonte do buraco negro posterior - da mesma forma que a imagem 3D de um objeto pode (e é) codificada em um holograma 2D. Susskind e Hooft alargaram a visão do universo como um todo no sentido de que o cosmos tem um horizonte também - a fronteira além da qual a luz ainda não teve tempo para chegar até nós nestes 13,7 bilhões de anos de existência do universo.

De acordo com Hogan, a princípio holográfico muda radicalmente a nossa imagem do espaço-tempo. Físicos teóricos há muito acreditam que efeitos quânticos façam o espaço-tempo convulsionar nas escalas mais ínfimas.

Nesta escala, o tecido do espaço-tempo se torna granulado e, em última instância, é feito de pequenas unidades comparáveis a pixels, mas cerca de cem bilhões de vezes menor que um próton. Esta distância é conhecida como a comprimento de Planck, equivalente 1,6 × 10 elevado a -35 metros. O comprimento de Planck está muito além do alcance de qualquer experimento atual, então ninguém até então se atreveu a sonhar que a granulação do espaço-tempo poderia ser discernível.

Isto é, até que Hogan percebesse que o princípio holográfico muda tudo.

Se o espaço-tempo é um holograma granulado, então você pode pensar o universo como uma esfera cuja superfície exterior é formada por quadrados do tamanho do comprimento de Planck, cada um contendo uma ínfima quantidade de informação. O princípio holográfico diz que a quantidade de informação existente na superfície exterior desse universo deve corresponder à quantidade de informação contida dentro de todo o universo.

Uma vez que o volume desse universo esférico é muito maior do que a sua superfície exterior, como isso pode ser verdade? Hogan percebeu que, a fim de ter a mesma quantidade de informação dentro do universo e na superfície exterior do universo, o mundo interior deve ser formado por grãos de tamanho maior que o comprimento de Planck. "Ou, dito de outro modo, um universo holográfico é embaçado, desfocado", diz Hogan.

Esta é uma boa notícia para quem pensa em analisar a menor unidade do espaço-tempo. "Contrariamente a todas as expectativas, isto traz a estrutura microscópica quântica ao alcance das experiências atuais", diz Hogan. Portanto, embora o comprimento de Planck seja muito pequeno para ser detectado em experiências, a "projeção" holográfica da granulação poderia ser muito, muito maior: cerca de 10 elevado a -16 metros. "Se você vivesse no interior de um holograma, você saberia apenas medindo o embaçamento", diz ele.

Ao imaginar isso, Hogan começou a se perguntar se algum experimento poderia ser capaz de detectar esse "embaçamento" do espaço-tempo. E é aí que entra em cena o GEO600.

Detetores de ondas gravitacionais como o GEO600 são essencialmente réguas fantasticamente sensíveis. A idéia é que se uma onda gravitacional atravessa o GEO600, ela vai alternadamente esticar o espaço em uma direção e espremê-lo em outra. Para medir isso a equipe do GEO600 dispara um único laser através de um espelho chamado divisor de feixes. Isto divide a luz em dois feixes, que percorrem os 600 metros dos braços do instrumento e depois retornam à origem. Os feixes que retornam se juntam no divisor de feixes, e assim é criado um padrão de interferências de regiões escuras e iluminadas, onde as ondas de luz ou cancelam ou reforçam umas às outras. Qualquer mudança na posição dessas regiões demonstra que o comprimento relativo dos braços do instrumento mudou.

"O fundamental é que essas experiências são sensíveis a mudanças muito menores do que o diâmetro de um próton", diz Hogan.

O pesquisador enviou, em junho, suas previsões para a equipe do GEO600. "Incrivelmente, eu descobri que o experimento estava captando um ruído inesperado", disse Hogan. A pesquisadora Karsten Danzmann, do Instituto Max Planck de Física Gravitacional, em Potsdam, na Alemanha, admite que o excesso de ruído, com freqüências de entre 300 e 1500 Hertz, vinha incomodando a equipe por um longo tempo. Ela respondeu a Hogan e enviou-lhe uma amostra do ruído. "Parecia exatamente igual a minha previsão", diz Hogan. "Era como se o feixe divisor tivesse uma pequena variação lateral".

Ninguém - incluindo Hogan - pode ainda afirmar que GEO600 tenha encontrado provas de que vivemos em um universo holográfico. É muito cedo para dizer isso: esse ruído poderia ser causado por uma fonte desconhecida, mas mundana.

Detetores de ondas gravitacionais são extremamente sensíveis, por isso aqueles que os exploram têm de trabalhar mais do que a maioria para afastar ruídos (interferências). Eles têm de levar ter em conta nuvens passando, tráfego distante, ruídos sísmicos e muitas, muitas outras fontes que poderiam mascarar um verdadeiro sinal. "O trabalho diário de melhorar a sensibilidade destes experimentos sempre cria algum excesso de ruído", diz Danzmann. "Trabalhamos para identificar suas causas, se livrar delas e atacar a próxima fonte de excesso de ruído." Atualmente, não existem candidatas claras às fontes do ruído que o GEO600 está enfrentando. "Eu consideraria a situação atual desagradável, mas não é realmente preocupante."

Por um tempo, a equipe achou que o ruído no qual Hogan estava interessado poderia ter sido causado pelas variações de temperatura encontradas ao longo dos feixes de luz. No entanto, a equipe determinou que isso poderia representar apenas um terço do ruído, no máximo.

Danzmann afirma que várias atualizações planejadas devem melhorar a sensibilidade do GEO600 e eliminar algumas possíveis fontes de excesso de ruído. "Se o ruído permanecer como está agora, após estas medidas, então nós temos que pensar de novo", diz ela.

Se realmente o Geo600 tiver descoberto o ruído holográfico das convulsões quânticas do espaço-tempo, isto será uma faca de dois gumes para estudiosos de ondas gravitacionais. Por um lado, o ruído vai impedir suas tentativas para detetar ondas gravitacionais. Por outro lado, isto poderia representar uma descoberta ainda mais fundamental.

Seria irônico se um instrumento construído para detetar algo tão grande como fontes astrofísicas de ondas gravitacionais inadvertidamente se deparasse com a minúscula granulação do espaço-tempo...

Fontes: Wikipedia, Newscientist, Cambridge University, Geo600.

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Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

A Lua em 3D: veja a cratera Tycho como se você estivesse lá


Isto é divertido: dê uma volta pela Lua em 3D. A Agência Espacial Japonesa (JAXA) criou um vídeo com imagens em terceira dimensão da cratera Tycho, na Lua, feitas com imagens captadas pela missão Kaguya.

Para ver o filme, clique na imagem do alto. Você precisará de óculos 3D (se não tiver nenhum por perto e você quiser fazer um, há instruções neste LINK).

Essa grande cratera fica no hemisfério sul lunar e é facilmente visível a olho nu (especialmente com a Lua cheia) - mas dificilmente você poderia ter uma visão 3D de perto, a não ser que você vá até lá, é claro... Na imagem ao lado (clique para ampliar) ela é a cratera mais proeminente.

Falando nisso, você chegou a ver estas fantásticas imagens de Marte em 3D?


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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

O pólo norte de Marte tem água pura - muita água pura

O pólo norte de Marte tem um enorme depósito de água pura, segundo um estudo internacional cujos resultados foram publicados no jornal Geophysical Research Letters.

Marte tem uma grande quantidade de água em forma de calotas de gelo similares às da Antártida e Groenlândia: combinados, os pólos norte e sul contêm entre 2 e 3 milhões de quilômetros cúbicos de gelo - e agora ficou demonstrada a pureza da água existente no pólo norte marciano (antes acreditava-se que o gelo marciano era feito de dióxido de carbono).

Segundo os cientistas franceses do Instituto de Ciências do Universo (Insu), os dados coletados demonstram que a água que forma o gelo no pólo norte marciano é 95% pura.

O estudo foi feito utilizando o radar de subsuperfície SHARAD (Shallow Subsurface Radar), que consegue procurar água líquida ou em estado sólido a até 1 km da crosta marciana utilizando ondas de radar de 15 a 25 megahertz.



Fonte: Physorg


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Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

Meteorito na Suécia

Lembra da "Bola de Fogo Canadense"? Agora foi a vez da Suécia.

No sábado (17 de janeiro), às 16:09h (hora de Brasília) um meteorito entrou na atmosfera terrestre sobre a Suécia, e iluminou todo o céu (o brilho foi de magnitude superior a -10) por cerca de 4 segundos.



Por sorte algumas câmeras registraram o evento, da mesma forma que ocorreu no Canadá antes. Será que os detritos deste meteorito também serão encontrados? Vamos torcer...



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Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009

Seres vivos podem estar gerando metano em Marte


Ontem (15 de janeiro) foi anunciada a confirmação da existência dos gás metano em Marte. Existem duas causas possíveis para a presença desse gás na atmosfera marciana: atividade geológica ou atividade biológica.


Uma equipe de pesquisadores da NASA e de cientistas de universidades encontrou metano na atmosfera marciana ao observarem o planeta ao longo de vários anos através do Telescópio Keck. A equipe utilizou espectrômetros nos telescópios para separar a luz refletida em Marte em suas cores componentes, como um prisma separa a luz branca em um arco-íris, e assim conseguiu detectar as três características espectrais (chamadas de linhas de absorção), que juntas são uma assinatura definitiva do metano.

"O metano é rapidamente destruído na atmosfera marciana, e a nossa descoberta de nuvens de metano no hemisfério norte de Marte em 2003 indica que algum processo em curso esteja liberando o gás ", segundo Michael Mumma, um dos principais pesquisadores envolvidos.

O metano - quatro átomos de hidrogênio ligados a um átomo de carbono - é o principal
componente do gás natural na Terra. Astrobiólogos estão interessados nesses dados porque grande parte dos organismos da Terra libera metano ao digerir nutrientes. A oxidação do ferro também libera metano, contudo.

"No momento não temos informações suficientes para dizer se a biologia ou a geologia - ou ambos - estão produzindo o metano em Marte", continua o pesquisador, "mas isso nos diz que o planeta está vivo, pelo menos em no sentido geológico. É como se Marte estivesse nos desafiando, dizendo: "ei, descubra o que isso significa."

Se vida microscópica estiver produzindo o metano em Marte, é provável que ela esteja muito abaixo da superfície, onde é quente o suficiente para água líquida existir.

"Na Terra, microorganismos prosperam entre 2 e 3 km abaixo da Bacia de Witwatersrand na África do Sul, onde radioatividade natural quebra moléculas de água em hidrogênio e oxigênio molecular. Os organismos usam o hidrogênio para a energia. Pode ser
possível a sobrevivência de organismos semelhantes abaixo da camada do solo congelado de Marte (permafrost), onde a água é líquida, a radiação natural fornece a energia e o dióxido de carbono fornece o carbono necessário."

Também é possível que um processo geológico marciano tenha produzido o metano. Na Terra, a oxidação do ferro gera metano, e em Marte esse processo poderia estar ocorrendo ao utilizar água, dióxido de carbono e o calor interno do planeta. Embora não haja evidências de vulcanismo em Marte atualmente, antigos depósitos de metano podem estar sendo liberados agora.

Novos estudos e novas missões a Marte, como o Laboratório Mars Express, serão necessários para elucidar esse quebra-cabeças... Mas uma coisa é certa: Marte não está tão morto como todos pensavam.

Fonte: NASA

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Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

Curiosidades: órbitas e velocidades


A Lua orbita a Terra, e a Terra orbita o Sol. Mas você sabia que o Sol orbita a Via Láctea?

Astrônomos calcularam que o Sol leva 226 milhões de anos para dar uma volta completa em torno do centro da Via Láctea - ou seja, desde que o Sol foi criado ele deu apenas 20 órbitas completas, e da última vez que o Sol esteve nesta mesma posição em que se encontra hoje (ou seja, 226 milhões de anos atrás), a raça humana ainda estava (muito, mas muito) longe de começar a existir.

O Sol está a 26.000 anos-luz do centro da galáxia, e orbita a nada menos que 782.000 km/h. Ao mesmo tempo, a Terra gira (rotação) a 1.770 km/h, e orbita o Sol a 108.000 km/h.

Rápido, não?


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Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

2009 é o Ano Internacional da Astronomia



2009 é o Ano Internacional da Astronomia!

Este ano foi proclamado pela União Astronômica Internacional e pela UNESCO como o Ano Internacional da Astronomia em comemoração aos 4 séculos que transcorreram desde as primeiras observações telescópicas do céu feitas por Galileu Galilei. Durante todo o ano eventos ocorrerão no mundo todo para celebrar a astronomia através de atividades nas quais todos podemos participar.

Aliás, oportunidades para você participar não faltarão: há uma verdadeira enxurrada de eventos em várias cidades brasileiras ao longo de todo o ano. Há atrações para todos os gostos: observações públicas com telescópios, palestras, exibições multimídia, sessões especiais de planetários, exposições, eventos artísticos e muito mais.

A programação brasileira está neste LINK.

Veja abaixo um vídeo sobre este ano especial aos amantes da astronomia:



Segundo o site oficial do Ano Internacional da Astronomia no Brasil, os objetivos a serem alcançados são os seguintes:

•Difundir na sociedade uma mentalidade científica.
•Promover acesso a novos conhecimentos e experiências observacionais.
•Promover comunidades astronômicas em países em desenvolvimento.
•Promover e melhorar o ensino formal e informal da ciência.
•Fornecer uma imagem moderna da ciência e do cientista.
•Criar novas redes e fortalecer as já existentes.
•Melhorar a inclusão social na ciência, promovendo uma distribuição mais equilibrada entre os cientistas provenientes de camadas mais pobres, de mulheres e minorias raciais e sexuais.

Independentemente desses objetivos, eu acho o seguinte: vai ser muito legal. Tanto para astrônomos profissionais quanto para amadores ou entusiastas da astronomia.

Participe. Você aumenta seus conhecimentos, estreita seus laços com o Universo e, claro, se diverte.

(p.s.: já que estamos falando de astronomia e do Brasil, você sabia que Tarsila do Amaral é agora o nome de uma cratera no planeta Mercúrio?)


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Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

As 10 melhores fotos espaciais de 2008


A National Geographic compilou as 10 melhores fotos de 2008 sobre o espaço. Há imagens muito boas, como essa da lua marciana Phobos.

Vale a pena. Para acessar, use este LINK.


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Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

A nossa perspectiva X a realidade

Interessante perceber como aquilo que percebemos como "enorme" depende, na verdade, da nossa perspectiva momentânea.

Veja essas animações que comparam o nosso "enorme" Sol a outras estrelas realmente grandes.

Clique na imagem à direita para acessar o primeiro vídeo.

No fim, esse artigo oferece um link para o segundo vídeo, que é muito bom também.


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Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

Imagens 3D de Marte!


Isso é bem legal...

Nada menos que 362 imagens em 3D de Marte, todas com resolução extremamente elevada (dá para ver qualquer coisa com tamanho superior a 1 metro) feitas pelo Mars Reconnaissance Orbiter estão disponíveis para consulta.

É quase como estar lá...


A imagem do alto mostra os cânions de Arabia Terra, uma região planáltica no norte de Marte.

Tudo o que você precisa para aproveitar o espetáculo dessa e de todas as outras imagens é de óculos 3D, como esses aqui ao lado (feitos de cartolina e acetato). Para fazer o seu, há instruções claras e simples neste LINK.

As imagens foram feitas pela câmera HiRISE (High Resolution Imaging Science Experiment), que está em órbita de Marte a bordo do Mars Rennaissance Orbiter, e elas permitem que você veja detalhes estonteantes do terreno marciano.

Essas imagens não são feitas para visualização sem óculos 3D - senão elas parecem desfocadas, como você deve ter notado (afinal elas são o resultado da sobreposição de duas images tiradas de ângulos ligeiramente diferentes - e é esse detalhe que dá a sensação de profundidade). Mas elas ficam dramaticamente interessantes quando visualizadas corretamente.

Por isso, eu recomendo fortemente que você vá até uma papelaria e compre duas folhas de acetato (uma vermelha e uma azul - custam apenas alguns centavos). Se você não tiver vontade ou paciência de fazer a armação dos óculos como nas instruções acima, simplesmente corte um pedaço de cada cor e coloque cada uma em frente a um olho, e a questão está resolvida.

Para acessar essas imagens, vá até a página do HiRISE e escolha as imagens que quer ver. Este é o LINK.

Quando você clica, a imagem escolhida abre em um tamanho pequeno, e as opções de visualização com resolução total ficam do lado direito: você pode fazer download (clicando em Full Resolution JPEG2000 download) ou pode visualizar usando o IAS Viewer (clicando em Full Resolution JPEG2000 IAS Viewer - nesse caso você deverá aceitar quando o seu computador solicitar permissão para continuar).

Aproveite!


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Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

15 novos pulsares emissores de raios-gama


No dia 08 de dezembro foram divulgados os primeiros dados coletados pelo novo observatório espacial da NASA, o Fermi Gamma Ray Telescope (Telescópio de Raios Gama Fermi, nomeado em honra de Enrico Fermi, físico italiano ganhador do Prêmio Nobel de Física de 1938), e nessa ocasião foi divulgado o mapa do alto da página, que identifica vários pulsares recém-descobertos.


O Telescópio de Grande Área (LAT - Large Area Telescope) do Telescópio Fermi captou 15 pulsares na nossa galáxia, que até então eram desconhecidos.

Essas estrelas de nêutrons são remanescentes extremamente densos de estrelas que explodiram, e sempre acreditou-se que elas emitem pulsos de ondas de rádio (como os cerca de 1800 pulsares conhecidos atualmente fazem - e dentre eles uma minoria também emite raios-x) e não "apenas" raios gama, como essas recém-descobertas.

No mapa acima, os círculos mostram os pulsares recém-descobertos pelo Fermi, e os demais símbolos marcam pulsares encontrados utilizando outros instrumentos (clique para ampliar).

O LAT do Fermi escaneia todo o céu a cada três horas e detecta fótons com energia variando entre 20 milhões e 300 bilhões de vezes a energia da luz visível.

O primeiro pulsar emissor de raios-gama foi descoberto pelo Telescópio Fermi em outubro/2008 - ou seja, em menos de 2 meses ele encontrou 15 novos pulsares. Se o Fermi continuar a encontrar pulsares emissores de raios-gama com essa velocidade, rapidamente população catalogada de pulsares deverá dobrar.

Fonte: NASA

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Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

A Lua: maior, mais perto, mais brilhante


A Lua cheia do dia 12 de dezembro será a maior e mais brilhante Lua do ano! Ela estará cerca de 14% maior e cerca de 30% mais brilhante que outras Luas cheias ocorridas em 2008.


Isso porque a órbita da Lua não é redonda: é uma elipse. E ela fica 50.000km mais próxima da Terra em uma das pontas de essa elipse. As duas posições extremas (ou seja, o ponto mais próximo e o ponto mais distante) da órbita da Lua são chamados de apogeu (ponto mais distante) e perigeu (ponto mais próximo).

Provavelmente aquela ilusão comum de que a Lua está enorme quando ela está baixa no horizonte (já notou isso?) ficará amplificada com essa proximidade extrema da Lua com a Terra.

A diferença é bem notória, como você pode ver na figura do topo, feita pelo astrônomo amador grego Anthony Ayiomamitis em 2004, que mostra a Lua no apogeu e no perigeu para demonstrar a diferença de tamanho aparente entre os pontos extremos da órbita lunar.

Via NASA

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Dióxido de carbono encontrado em planeta extra-solar


A NASA e a Agência Espacial Européia anunciaram ontem à noite que o Telescópio Espacial Hubble descobriu dióxido de carbono na atmosfera de um planeta orbitando uma outra estrela.

Por que isso é importante? Porque esse é o primeiro passo para encontrar traços químicos de vida extraterrestre.


A equipe de astrônomos usou instrumentos para analisar a radiação infravermelha do planeta (NICMOS - Near Infrared Camera and Multi-Object Spectrometer), que fica a 63 anos-luz da Terra.

Esse planeta, chamado HD 189733b tem o tamanho de Júpiter, e é quente demais para abrigar vida - mas essa observação do Hubble demonstrou que a química básica da vida pode ser procurada e medida mesmo em planetas extra-solares, pois compostos orgânicos podem ser subprodutos da existência de serem vivos (como os concebemos hoje), e a sua detecção em planetas semelhantes à Terra poderá provar pela primeira vez a existência de vida extraterrestre.

Observações anteriores do HD 189733b já haviam demonstrado a presença de vapor de água e metano na atmosfera do planeta, e agora sabe-se que ela também possui monóxido e dióxido de carbono em sua composição.

Fonte: ESA

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Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

Visualizador do Sistema Solar



Esse aplicativo é bem interessante: o Solar System Visualizer permite que você veja as órbitas de satélites naturais de todos os planetas do nosso Sistema Solar (e de alguns outros sistemas extra-solares também, mas esses são menos interessantes - na minha opinião).


O que eu mais gostei no SSV foi de poder visualizar os desenhos e as escalas das órbitas (como na figura do alto, que mostra os 63 satélites de Júpiter).

O Solar System Visualizer está neste LINK.

O funcionamento é extremamente simples: entrando no SSV você acessa dois menus, um na parte superior à esquerda e outro na parte inferior à direita. No menu superior você escolhe o planeta que será o centro da observação, e no menu inferior você dá play ou pausa na velocidade das órbitas, além de controlar o zoom e a inserção dos nomes dos satélites.

Simples, fácil, objetivo e divertido...

O SSV é um projeto de Michael VanDaniker e Andrew Lund, da Universidade de Maryland, e no futuro permitirá também a visualização 3D dos satélites (será algo como este mapa estelar em 3D).


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Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

Viagem no tempo: assistindo uma explosão que aconteceu há mais de 400 anos


Uma equipe de astrônomos do Subaru Telescope (Japão) conseguiu re-assistir à explosão de uma estrela 436 anos depois que ela foi assistida "originalmente" aqui da Terra.

Em 11 de novembro de 1572 o astrônomo dinamarquês Tycho Brahe observou o surgimento de uma estrela muito brilhante na Constelação de Cassiopéia, que era na verdade uma supernova (um evento raro, no qual a explosão de uma estrela emite uma violenta, enorme e brilhante carga de energia). Ele estudou essa "nova estrela" por meses, até que ela desapareceu. O que restou dessa explosão é visto hoje nessa foto do topo do artigo (o "remanescente" da supernova de Tycho, que tem 25 anos-luz de diâmetro). E agora a luz dessa explosão voltou à Terra.


Uma equipe de astrônomos completou recentemente um estudo sobre os "ecos de luz" da supernova de Tycho, para determinar a origem e o tipo exato dessa supernova. Os "ecos de luz" são criados pela luz da explosão da supernova original quando ela reflete em partículas de poeira interestelar e retornam à Terra anos depois da passagem direta da luz: nesse caso, a luz passou pela Terra originalmente em 1572 - e o eco 436 anos depois.

A luz original chegou à Terra em 1572 (seta azul). A luz foi refletida nas nuvens de poeira interestelar, e retornou à Terra em 2008 (setas amarelas).

Essa mesma equipe usou um método similar para encontrar a origem do que restou da supernova Cassiopeia A em 2007. O líder do projeto, Dr. Tomonori Usuda, afirmou que “usando os ecos de luz para analisar remanescentes dessa supernova é, de certa forma, viajar no tempo; isso nos permite voltar centenas de anospara observar a primeira luz da supernova. Podemos reviver um momento histórico importante e ver o que o astrônomo Tycho Brahe viu há centenas de anos. E, mais importante, podemos ver como uma supernova se comporta desde a sua origem."

Em 24 de setembro de 2008 os ecos de luz foram observados pelo Telescópio Subaru, e os pesquisadores conseguiram analisar todo o espectro dessa luz, o que fez com que as "assinaturas atômicas" - o espectro original (figura abaixo) - fossem discernidas. Ao conseguirem "ler" essas assinaturas atômicas eles puderam verificar a composição da emissão gerada na explosão, e assim classificar o evento. Nesse caso, a supernova de Tycho está agora classificada como sendo do Tipo Ia (provavelmente formada por um sistema binário de estrelas, sendo uma delas do tipo Anã Branca).



Além de estabelecer como os ecos de luz podem ser utilizados para analisar o espectro das emissões de uma supernova que ocorreu centenas de anos atrás, esse estudo observacional também verificou que os ecos luminosos, quando observados de diferentes posições e ângulos, geram uma imagem 3D da supernova original, e no futuro essa visualização tridimensional poderá acelerar o estudo de outras supernovas, levando em consideração as suas estruturas espaciais - o que, até hoje, é impraticável com supernovas que estejam fora da Via Láctea.

Fonte: National Astronomical Observatory of Japan

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Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

Cometa "estrangeiro" no nosso sistema solar?

Cometa 96P/Machholz (à esquerda, embaixo) se aproximando do Sol em 2002
(Imagem: SOHO/LASCO/ESA/NASA)



Um cometa em órbita do nosso Sol pode ser um visitante de outro sistema solar.

O cometa Machholz 1 não é como os outros: a composição química dele é radicalmente diferente de outros 150 cometas com os quais ele foi comparado. Em todos os cometas do nosso sistema solar foram encontrados níveis semelhantes do composto químico cianogênio, mas o cometa Machholz 1 tem menos de 1.5% do nível normal.

Existem três explicações possíveis para isso:


A primeira é que o Machholz 1 tenha sido formado em uma região extremamente fria do sistema solar (o frio extremo poderia, em tese, fazer o cianogênio de sua composição diminuir drasticamente), a segunda é que a órbita peculiar do Machholz 1 faz com que ele se aproxime demais do Sol (mais perto do que Mercúrio), e é possível que essa exposição repetida a temperaturas extremamente altas tenha removido a maior parte do seu cianogênio.

Mas é a terceira hipótese a mais interessante: ele pode ser um alienígena, no sentido original da palavra. Ele pode ter sido formado em outro sistema solar, o que explicaria a sua composição estranha.

É possível que alguns cometas sejam expelidos dos seus sistemas estelares originais pela ação gravitacional de planetas gigantes - e esse cometas ficam vagando até serem capturados pela atração gravitacional de algum outro sistema. E esse pode ser o caso aqui. O Machholz 1 pode ter sido atraído (e mantido no nosso sistema solar) pela gravidade de Júpiter.

O cometa Machholz 1 voltará a se aproximar do Sol em 2012, quando os astrônomos poderão voltar a estudar com profundidade a composição química da sua cauda de gases - e assim analisar se ele é mesmo um "estrangeiro" que acabou sendo capturado pelo nosso sistema solar.

Via astronomical journal

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Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

É hoje!



Lembra da Conjunção do Ano? É hoje! E a previsão do tempo é boa...




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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008

Tarsila do Amaral agora é nome de uma cratera de Mercúrio!


No último dia 20 de novembro a União Astronômica Internacional (IAU - International Astronomical Union) atribuiu a nomenclatura "Amaral" a uma cratera do planeta Mercúrio, em homenagem à pintora brasileira Tarsila do Amaral.

A cratera Amaral tem 106km de diâmetro, e localiza-se nas coordenadas 26.4°S (latitude) e 242.3°W (longitude) (veja a imagem acima - clique para ampliar).

Tarsila do Amaral (1886-1973) foi a pintora mais representativa da primeira fase do movimento modernista brasileiro, ao lado de Anita Malfatti. Seu quadro Abaporu, de 1928, inaugurou o movimento antropofágico nas artes plásticas (a obra está exposta no MALBA – Museu de Arte Latinoamericano de Buenos Aires).

Outros 14 artistas, músicos e escritores foram homenageados pela IAU, e também batizaram crateras de Mercúrio. Entre eles (o primeiro nome, em cada frase, é o nome atribuído a cada cratera):

# Dali, em homenagem a Salvador Dali, o pintor espanhol que liderou o Movimento Surrealista;
# Glinka, em homenagem a Mikhail Glinka, compositor russo;
# Beckett, em homenagem a Clarice Beckett, uma das mais importantes artistas modernistas da Austrália;
# Munch, em homenagem a Edvard Munch, pintor norueguês ("O Grito" é de sua autoria);
# Poe, em homenagem a Edgar Allan Poe, poeta, crítico, editor e escritor americano.

O lote de 15 crateras de Mercúrio foi batizado neste mês porque as crateras somente foram fotografadas pela primeira vez neste ano, durante o primeiro sobrevôo da espaçonave Messenger (o segundo sobrevôo aconteceu no dia 06 de outubro; veja imagens AQUI).

Os nomes dos homenageados foram sugeridos à IAU pela equipe de pesquisadores da missão Messenger:

"Nós estamos felizes com o fato de que a IAU aprovou prontamente esse conjunto de nomes para crateras importantes de Mercúrio," disse o pesquisador Sean Solomon, da Carnegie Institution de Washington. "Os nomes homenageiam alguns dos mais destacados contribuidores para as maiores aspirações humanas. E eles também facilitarão a referência de cientistas planetários aos elementos mais importantes de Mercúrio em palestras e publicações."

Fonte: The Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory e NASA



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Terça-feira, 25 de Novembro de 2008

A conjunção do ano


Nos próximos dias ocorre uma conjunção extremamente bonita no céu: Júpiter, Vênus e a Lua serão vistos bem próximos uns dos outros.

Hoje à noite Júpiter e Vênus já serão vistos bem próximos, e a cada dia a distância aparente entre eles será menor. À partir do dia 30 a Lua crescente também estará visível (10%), mas é no dia seguinte que a conjunção fica mais bonita.

O ponto alto é o dia primeiro de dezembro. A parte iluminada da Lua estará um pouco maior, e ela passará em frente aos dois planetas, que estarão realmente próximos (quer dizer, aqui da Terra parecerá que estão próximos...).

Essa imagem acima representa o céu do Oeste, logo acima do horizonte, às 20:30h do dia primeiro de dezembro. É exatamente assim que você deve ver essa tripla conjunção... (clique na imagem para ampliar).

Outro ponto interessante é que você poderá prestar atenção a outro fenômeno: o "brilho de Da Vinci", que é chamado assim porque a primeira pessoa a explicar o fenômeno foi Leonardo Da Vinci.

Trata-se de uma luminosidade tênue na parte mais escura da Lua (o restante da Lua, fora do crescente iluminado), que é causado pela reflexão da luz do Sol pela Terra. Você verá uma luminosidade pálida nessa parte mais escura, mas mesmo assim verá a Lua praticamente inteira, ao contrário do que normalmente ocorre, quando toda a parte fora do crescente iluminado fica escura (e, portanto, difícil de enxergar...).

Enfim, vai ser uma beleza. Marque na agenda: dia primeiro de Dezembro, logo após o pôr do sol, dê uma olhada no céu na direção Oeste.



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Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008

Meteoro sobre o Canadá

O belo meteoro que você vê abaixo foi filmado sobre o Canadá, pela câmera de um carro de polícia (o primeiro vídeo) e por uma câmera de segurança (o segundo vídeo). O evento ocorreu às 17:35h (hora local) do dia 20 de novembro.

Inicialmente essa 'bola de fogo' foi atribuída à reentrada na atmosfera de alguma parte de um foguete russo (em tese, da missão Soyuz lançada em 14 de novembro, que lançou o satélite de reconhecimento Kosmos-2445).

Contudo, aparentemente os detritos desse lançamento estão sendo monitorados em órbita e ainda não reentraram, então a 'bola de fogo de Saskatchewan' - como está sendo chamada - passou a ser considerada como um meteoro normal, provavelmente do tamanho de uma laranja grande um carro (a estimativa inicial mudou...).






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Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008

As 50 melhores fotografias da NASA


Galeria com as 50 melhores imagens da NASA, compilada pela Air & Space Magazine do Smithsonian Institution.

Todas as imagens são acompanhadas por um pequeno texto explicativo.

Se você gosta desse tema, é imperdível. Para acessar, use este LINK.



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Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

A aurora misteriosa do hexágono de Saturno



Meses atrás eu escrevi um artigo sobre um dos fenômenos mais interessantes do nosso sistema solar, o 'hexágono de Saturno' mas essa formação não é o único mistério de Saturno: recentemente descobriram, através de imagens capturadas pela sonda Cassini, que existe também uma enorme aurora sobre a zona do hexágono (foto acima, clique para ampliar).


Segundo Tom Stallard, um dos cientistas envolvidos na análise dos dados enviados pela Cassini “nós nunca vimos uma aurora como essa em lugar algum. Não é apenas um cinturão de auroras como nós vemos na Terra ou em Júpiter. Essa aurora cobre uma área enorme do pólo. Encontrar uma aurora brilhante como como essa é uma fantástica surpresa."



Não foi estabelecida, pelo menos por enquanto, qualquer relação entre o hexágono de Saturno e a aurora gigante - mas como a aurora ocorre diretamente em cima dele essa é uma possibilidade sendo estudada. O hexágono foi visto pela primeira vez em 1980, quando a sonda Voyager I sobrevoou o planeta pela primeira vez - e desde então essa forma continua lá. Não há ainda uma explicação para o fenômeno. Veja abaixo novas imagens comparando os pólos Norte e Sul de Saturno.



A existência dessa aurora sobre o hexágono de Saturno junta-se ao outro aspecto curioso desse planeta: o enorme ciclone no pólo Sul, que você vê à direita na foto acima, e nas fotos abaixo (todas tiradas pela sonda Cassini durante este ano - a última foto mostra um close do 'olho' do ciclone).




Finalmente, veja um vídeo extremamente interessante sobre os pólos Norte e Sul de Saturno, feito pelo Jet Propulsion Laboratory.



Fonte: NASA

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Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

Google Moon e Google Mars



Talvez você não saiba, mas o Google tem aplicativos similares ao Google Earth para a Lua e para Marte. Ainda não são completos, mas jáz faz algum tempo que há material para dar uma olhada.

As imagens acima são do Google Moon (a do alto) e do Google Mars (a de baixo). Clique nas imagens para acessar os sites. Em ambos há a possibilidade de escolher o tipo de visualização, zoom, navegar por pontos de interesse, etc.


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Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008

Chuva de meteoros!



Oba... outra chuva de meteoros. Desta vez, os meteoros Taurídeos, que devem ser bem visíveis aqui no hemisfério Sul nos próximos dias (mas especialmente por volta da meia-noite de hoje, quarta-feira, que é o pico da chuva).

Os Taurídeos têm esse nome porque aparentam entrar na atmosfera da Terra vindos da direção da constelação de Touro, e são originários de um fluxo de detritos formado por um antigo cometa que se desintegrou (e que formou, além desse cinturão de detritos, o cometa 2P/Encke, que visita a Terra a cada 3,31 anos).

Para o pico do dia 5 de novembro (hoje!) são esperados meteoros grandes, que podem ter brilho mais intenso que Vênus. Esse pico deve ter de 3 a 5 horas de duração, com até 20 meteoros por hora.

Como já escrevi acima, o melhor período para observá-los é por volta da meia-noite, que é quando a constelação de Touro já estará acima do horizonte - mas a chance de vê-los começa por volta de 22:00h e vai até cerca de 03:00h da manhã.

Para facilitar, criei essa imagem acima (clique para ampliar e dar zoom), representando o céu às 23:30h de hoje. Veja a constelação de Touro - ela é localizável na direção Nordeste (mais perto do Leste que do Norte), logo acima do horizonte.

Bom divertimento!



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Mapa 3D interativo da nossa vizinhança estelar



Adorei esta... dê uma olhada neste belo trabalho de Krystian Majewski:

Uma representação espacial de todas as estrelas no raio de 14 anos-luz de distância do Sol, em projeção ortográfica.

A cor de cada estrela representa seus tipos espectrais, e não necessariamente as cores reais. No mapa, cada quadrado representa 1 ano-luz - e os planetas do nosso sistema solar não foram incluídos, pois seriam invisíveis na escala em que o mapa foi feito.

Clique neste LINK para acessar o mapa interativo.



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Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

Hubble voltou a funcionar



Essa notícia acaba de ser liberada pela Agência Espacial Européia: o telescópio espacial Hubble voltou a funcionar e já enviou uma fantástica imagem (acima - clique para ampliar).

Apenas dois dias após volta a operar, o Hubble mirou sua câmera principal (a Wide Field Planetary Camera 2 - WFPC2) em um alvo intrigante: um par de galáxias que interagem gravitacionalmente, chamado Arp 147.

O par Arp 147 está localizado na constelação de Cetus (Baleia), e nessa imagem as galáxias que o compõem aparecem em um belo alinhamento.

Via esa



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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008

Como é a Terra vista à partir de Marte?

Assim... (clique para ampliar)



Via Boston College



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Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

Sons do espaço


Um time francês de sismologistas espaciais, usando o Telescópio Espacial Corot, converteu oscilações estelares em padrões sonoros - que resultam em sons pulsantes, meio assombrados (mas interessantes). Quer dizer, interessantes pelo aspecto diferente: quando mais você poderia escutar "ecos de meteoros Leonídeos", ou "Sons dos pulsares no aglomerado globular 47 Tuc"?

Nerd até o último fio de cabelo... Esses sons podem ser acessados no site do Jodrell Bank Center for Astrophysics, neste LINK.

Via slashdot





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Terça-feira, 21 de Outubro de 2008

Enceladus: fotos da lua gelada de Saturno

Essas imagens foram capturadas pela nave Cassini à caminho da lua (de Saturno) Enceladus (ou Encélado) antes do início do mergulho da nave em direção à superfície desse satélite (a Cassini chegou a apenas 35km da superfície no ponto mais próximo).



Os cientistas consideram possível a existência de água líquida, e até mesmo de um oceano, sob a superfície de Enceladus. Para colocar essa teoria à prova, eles coletaram a composição dos vapores de água emanados por gêiseres de Enceladus, que lançam material a cerca de 150km de altitude. Os resultados da análise devem sair no final de novembro ou início de dezembro.


Os gêiseres de Enceladus foram descobertos pela própria Cassini em 2005, e sempre foram uma incógnita para os pesquisadores. Por isso, outros 4 "mergulhos" da nave estão previstos para ocorrer nos próximos dois anos.


A nave Cassini está orbitando Saturno desde 2004, e está sob o comando da missão Cassini-Huygens (um projeto cooperativo entre a NASA, a Agência Espacial Européia e a Agência Espacial Italiana).



Via dailymail

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Terça-feira, 14 de Outubro de 2008

Imagens do Sol



Atualmente o Sol está no período mais tranqüilo do seu ciclo de atividade de 11 anos - já são cerca de 200 dias sem manchas solares, e até mesmo o vento solar caiu para o menor nível dos últimos 50 anos.

Calmaria antes de uma tempestade? Não dá para saber ao certo... mas, de qualquer forma, o que importa é que a seção The Big Picture, do Boston Globe, publicou uma coleção de imagens fenomenais do Sol (em épocas 'menos calmas').

Para acessar, use este LINK.



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Terça-feira, 7 de Outubro de 2008

Fotos inéditas de Mercúrio


Ontem (06 de outubro) a nave Messenger sobrevoou o planeta Mercúrio a apenas 200km distância da superfície, e imediatamente começou a transmitir imagens em alta resolução que foram captadas pelas suas câmeras.

Essa imagem acima mostra a região da Cratera de Kuiper (no centro da imagem), que já havia sio fotografada pela sonda Mariner 10, da década de 1970 - mas tudo que está à direita de Kuiper é novo: nunca havia sido fotografado antes.

A imagem acima foi a primeira a chegar à Terra, e as duas que vieram na sequência estão a seguir.




Via nasa.

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Segunda-feira, 6 de Outubro de 2008

Jupiter: a melhor imagem feita à partir da Terra



Essa é a melhor imagem do planeta Jupiter feita à partir da Terra, e foi conseguida através de um telescópio chileno de 8.2 metros de diâmetro.

A resolução é boa o suficiente para mostrar detalhes que tenham tamanho superior a 300km - o que é muito, em se tratando de um telescópio terrestre. Isso porque os telescópios terrestres têm que enfrentar as distorções causadas pela atmosfera - e normalmente fazem isso em tempo real, utilizando um espelho deformável.

Mas nesse caso foi utilizada uma nova técnica conhecida como MAD (Multi-Conjugate Adaptive Optics Demonstrator), que utiliza um programa de computador para analisar as distorções atmosféricas na luz de duas ou mais estrelas conhecidas (o brilho dessas estrelas conhecidas, assim como suas distorções causadas pela atmosfera, determinam o grau de correção de imagem que será aplicado ao objeto de estudo, que neste caso foi o planeta Jupiter).

Via national geographic

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Segunda-feira, 22 de Setembro de 2008

Proporções II

Você deve ter visto um post anterior sobre a proporção da Terra em relação a outros corpos celestes - se não viu, ele está AQUI. Esse vídeo abaixo tem a mesma temática, e é tão interessante quanto o primeiro.



Há uma ressalva necessária: o vídeo acima refere-se à estrela VV Cephei como a maior estrela conhecida, mas isso não é totalmente verdade. Supõe-se que a maior estrela conhecida seja a VY Canis Majoris - mas as duas não foram medidas com 100% de certeza: a VV Cephei tem entre 1600 e 1900 diâmetros solares, enquanto a VY Canis Majoris tem entre 1800 e 2100 diâmetros solares.

Ou seja, tudo indica que a VV Cephei é menor, mas ainda há não consenso sobre isso.

Veja uma lista com as maiores estrelas neste LINK.


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Sexta-feira, 19 de Setembro de 2008

Haumea: planeta anão no nosso sistema solar


O planeta anão 2003 EL61 foi batizado oficialmente, anteontem (17.09), com o nome de Haumea, em homenagem à deusa havaiana da maternidade e da fertilidade.

Esse era o último planeta anão do sistema solar que não tinha ainda um nome, pois havia uma disputa entre dois times de pesquisadores sobre quem, de fato, havia descoberto o planeta em dezembro de 2004 (e que poderia, portanto, batizá-lo).


No fim, a União Astronômica Internacional decidiu que a descoberta foi mesmo feita pelos pesquisadores do Observatório de Sierra Nevada, na Espanha (e não pelo time do Instituto de Tecnologia da California, que era a outra instituição envolvida na disputa).

O nome Haumea foi dado pela equipe que "perdeu" a disputa, como uma forma de equilibrar os interesses... Daí, apesar de não serem os descobridores, pelo menos puderam batizar o planeta. O comunicado oficial da UAI à imprensa está neste LINK.

O nome que a equipe espanhola sugeria era Ataecina, uma deusa antiga, adorada na Península Ibérica, e que era associada à deusa grega do submundo, Persephone.


Haumea agora junta-se a Plutão, Ceres, Eris e Makemake como os únicos planetas-anões conhecidos no sistema solar. Ele tem o tamanho aproximado de Plutão, e gira totalmente em seu eixo em apenas 4 horas, o que o torna um dos objetos celestes com rotação mais rápida do sistema solar.

Esse movimento aparentemente ocorre graças a uma colisão que ocorreu bilhões de anos atrás, e que também serviu para criar as duas luas de Haumea (além de 7 outros corpos menores, com a mesma órbita ao redor do Sol).

As luas de Haumea foram batizadas de Hi'iaka e Namaka - nomes de duas das filhas da deusa Haumea, que teria formado sua prole utilizando partes do seu corpo.

Fontes: UAI, newscientist, wikipedia.

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Quinta-feira, 18 de Setembro de 2008

Síndrome de Kessler


Essa síndrome não tem nada a ver com doenças... A Síndrome de Kessler (Kessler Syndrome) é um cenário proposto pela NASA no qual o volume de detritos espaciais em órbita terrestre seja tão grande que objetos em órbita seriam frequentemente atingidos por esses detritos - o que geraria mais detritos, e aumentaria ainda mais o risco de futuros impactos.

Essa reação em cadeia poderia, teoricamente, impedir a exploração espacial - e até mesmo o uso de satélites, no futuro... Afinal, mesmo uma partícula do tamanho da cabeça de um alfinete pode danificar ou mesmo destruir um satélite ou uma espaçonave, pois muitos detritos permanecem voando a velocidades superiores a 30.000km/h.

O lixo espacial é composto das mais variadas coisas, desde satélites desativados e estágios inteiros de foguetes a parafusos, estilhaços criados por explosões, cascas de tinta, ferramentas perdidas por astronautas e uma infinidade de pequenos objetos e partículas.

A maioria dos detritos espaciais atualmente em órbita foi criada por explosões - intencionais ou não - de satélites e foguetes: aproximadamente 100 toneladas de fragmentos gerados por cerca de 200 explosões espaciais continuam em órbita.

Um dos mais graves incidentes de criação de detritos ocorreu em janeiro de 2007, quando o governo chinês explodiu um de seus satélites em órbita, para testar um míssil anti-satélite. Essa explosão, sozinha, criou mais de 800 pedaços "detectáveis" de detritos (partículas muito pequenas não são rastreáveis). Mais recentemente, em janeiro de 2008, um míssil americano também destruiu um satélite antigo, mas a posição em que o satélite se encontrava fez com que a maior parte dos detritos reentrasse na atmosfera em questão de semanas...


Atualmente existem mais de 600.000 objetos com pelo menos 1cm em órbita...

Quando detritos colidem entre si, eles muitas vezes são fragmentados em outros pedaços - e esses novos detritos acabam colidindo com outros, replicando o processo. Esse é o perigo da Síndrome de Kessler: talvez um dia não possamos mais manter um satélite em órbita por muito tempo, antes que ele seja destruído.

Fora os danos aos satélites e naves espaciais, há também o risco de danos aqui na Terra. Atualmente têm ocorrido incidentes com lixo espacial que reentra a atmosfera sem controle e coloca vidas em risco.

Um exemplo recente ocorreu com um Airbus A340 da Lan Chile, voando entre Santiago (Chile) e Auckland (Nova Zelândia), no início de 2007, quando pedaços de um satélite russo passaram perigosamente perto do avião antes de caírem no Oceano Pacífico.

Por sorte, há apenas um caso documentado de pessoa atingida por lixo espacial: uma mulher americana, de Oklahoma, foi atingida no ombro por um pedaço do tanque de combustível de um foguete Delta II (ela sobreviveu).

Pelo perigo - presente e futuro - dessa situação, várias nações do mundo têm discutido a questão do lixo espacial, para que métodos e limites sejam criados e obedecidos por todos, limitando assim a proliferação de lixo espacial "novo".

Os dejetos que já estão em órbita, contudo, além de serem monitorados (especialmente pela Agência Espacial Européia, pela NASA e pela Força Aérea Norte-Americana) têm inspirado a criação de soluções inovadoras para a "limpeza" da órbita terrestre. Alguns métodos propostos são (veja a figura ao lado - clique para ampliar):

1. Aerogel - painéis enormes de um material semelhante ao poliestireno seriam colocados em órbita; eles receberiam os impactos e acumulariam os detritos e, quando "carregados" o suficiente, seriam trazidos de volta à Terra, sendo destruídos na reentrada.

2. Lasers - uma solução teórica (mas não viável, atualmente) seria a colocação de canhões laser em órbita, que poderiam atirar nos detritos e fazê-los modificar suas órbitas (modificando-as para que reentrassem na atmosfera).

3. Coletor orbital - engenheiros da Universidade do Arizona propõem que seja construída uma espécie de nave não-tripulada, guiada por radares e câmeras, e equipada com braços robóticos para coletar os detritos e destruí-los.

4. Redes - Um sistema chamado "GRASP" (de 'grapple, retrieve, and secure payload') usaria uma grande rede conectada a cones infláveis para agarrar detritos. Segundo uma empresa que está testando o sistema, uma frota de micro-satélites equipados com GRASP poderiam voar ao encontro de nuvens de detritos, aprisionando-os antes que causem mais danos.

5. Espuma - segundo a NASA, um painel maciço de espuma porosa poderia ser colocado no caminho em que dejetos passarão - e esses dejetos diminuirão de velocidade ao atravessa a espuma, que faria com que eles reentrassem na atmosfera e fossem destruídos.

6. Condutores - cabos condutores de cobre ou outros materiais condutores poderiam ser instalados em satélites antigos e, uma vez estendidos, eles reagiriam com o campo eletromagnético da Terra e se tornariam uma espécie de âncora supercondutora, que diminuiria a velocidade orbital do satélite e faria com que se precipitasse no inferno da reentrada.

De qualquer maneira, esses são planos teóricos para o futuro. Atualmente só nos resta não aumentar a quantidade de lixo orbital - e desviar dos pedaços quando possível.

Neste outro POST nós mostramos um aplicativo da NASA para que você possa rastrear satélites (ativos ou inativos), mas ele não mostra o lixo espacial.

Se você tiver o Google Earth instalado no seu computador e quiser ver toda a camada de lixo espacial na órbita terrestre, há um aplicativo grátis interessante: o Space Junk Catalog (para baixar o arquivo tipo KMZ, use este LINK), desenvolvido por Saso Sedlacek.


Essa imagem acima é do Google Earth usando o layer do Space Junk Catalog.

Eu testei, e é legal... Usando o Google Earth, que é fácil de manusear, você vê o lixo espacial em órbita, e acessa informações clicando nos objetos.

Referências: wikipedia, universe today, universidade do colorado, wired, new york times,


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Terça-feira, 16 de Setembro de 2008

Planeta orbitando uma estrela semelhante ao Sol - a primeira imagem

Astrônomos conseguiram obter uma fotografia do que poderá ser confirmado como o primeiro planeta orbitando uma estrela semelhante ao Sol.

Se confirmada, essa descoberta poderá mudar todas as estimativas sobre quão longe planetas podem estar em relação às 'suas' estrelas.

O planeta em questão tem 8 vezes a massa de Júpiter e aparece perto de umaestrela jovem, que possui um pouco menos massa que o Sol. Ambos objetos estão a cerca de 500 anos-luz da Terra.



Até agora mais de 300 planetas foram encontrados orbitando estrelas distantes - a maioria foi descoberta através da observação de pequenas modificações nas posições de suas estrelas (modificação na posição de uma estrela sugerem que a gravidade de um corpo celeste próximo está atuando, 'empurrando' a estrela).

Mas a obtenção de uma fotografia desses planetas nunca pôde ser obtida, pois eles tendem a estar próximos das suas estrelas, e o forte brilho dessas estrelas impede que o brilho (muito mais fraco) desses planetas seja observável.

Para contornar esse problema, pesquisadores resolveram centrar observações em estrelas jovens - pois estrelas jovens podem estar acompanhadas de planetas jovens, que retêm calor desde o momento da sua formação e são, portanto, mais brilhantes enquanto jovens do que mais tarde em suas vidas.

Em uma pesquisa de mais de 85 estrelas usando o telescópio Gemini North, no Hawaii, os astrônomos encontraram esse planeta potencial, que tem 8 vezes a massa de Júpiter, é 10 vezes mais quente e cerca 30.000 vezes mais brilhante (que Júpiter) e está próximo a uma estrela chamada 1RXS J160929.1-210524.

Essa estrela tem cerca de 85% da massa do Sol, mas apenas 0,1% da sua idade - cerca de 5 milhões de anos.

Esse planeta orbita a estrela a uma distância de 330 Unidades Astronômicas (UA - sendo que 1 UA equivale à distância entre a Terra e o Sol). Como comparação, o planeta mais distante no nosso sistema solar, Netuno, orbita a apenas 30 UA do Sol.

Essa distância é tão grande que contradiz os modelos atuais de formação de planetas, que sugerem que esses corpos são formados à partir de discos de gás e poeira que resultam da formação das estrelas: até agora, pensava-se que esses discos conteriam muito pouco material, em distâncias tão grandes, para formar planetas.

Por isso, os pesquisadores se dedicarão a verificar se o objeto em questão é mesmo um planeta, ou se trata-se de uma anã marrom (estrela pequena, com pelo menos 13 vezes a massa de Júpiter).

Via newscientist.

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Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

Hubble encontra objeto misterioso

Aqui você não vê, e aqui você vê...

Como era de se esperar, ainda não encontramos todos os objetos que existem no universo... e por isso às vezes aparecem novidades, como agora: astrônomos do "Supernova Cosmology Project" reportaram - em um trabalho que será publicado no Astrophysical Journal - que foi encontrado um novo objeto astronômico, e eles não fazem idéia do que seja.

O "Projeto Supernova" usa o Telescópio Espacial Hubble para monitorar galáxias distantes, procurando por supernovas, e o evento em questão ocorreu em 21 de fevereiro de 2006, quando o Hubble foi apontado para um aglomerado de galáxias chamado CL 1432.5+3332.8 - e notaram que algo se iluminou.

O que quer que tenha sido, permaneceu emitindo luz por 100 dias, e depois foi enfraquecendo e desapareceu, também em cerca de 100 dias.

Esse objeto não se comportou como um estrela ou como qualquer espécie conhecida de supernova... De qualquer forma, esse objeto - que não estava em nenhuma galáxia observável - provavelmente é um tipo desconhecido de supernova. Mas ninguém tem certeza.

O trabalho dos pesquisadores do Supernova Cosmology Project está neste LINK (é um pdf).

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Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008

Marte e Vênus


Hoje à noite, dê uma olhada para o céu na direção oeste (para os distraídos, é a direção onde o Sol se põe), logo após o pôr-do-sol.

Você vai ver o planeta Vênus, que é grande e brilhante, perto de um ponto menor, vermelho. Esse é Marte. Para quem nunca "olhou" para Marte, talvez seja uma boa oportunidade...

É possível ver a olho nu, mas se você tiver um binóculo ou uma luneta vai ser mais legal - vai parecer que Marte está orbitando Vênus.

E depois conte aqui se conseguiu ver...


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Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

Colisão de galáxias revela separação entre matéria escura e matéria 'normal'

Uma colisão gigantesca entre dois aglomerados de galáxias revelou o que parece ser uma separação entre a matéria 'normal' e a matéria escura. Os resultados corroboram uma observação feita durante uma outra separação parecida com essa que ocorreu no Aglomerado de Bullet (Bullet Cluster) e aumentou a compreensão sobre como a matéria escura interage com outras matérias e com ela mesma.

A matéria escura é uma matéria misteriosa que exerce força gravitacional em outras matérias, e que foi proposta inicialmente para explicar como se manteriam "unidas" as galáxias em rotação, como a Via Lactea. Observações sugerem que a quantidade de matéria escura no universo é seis vezes superior à quantidade da matéria normal - aquela que nós vemos e sentimos.

Mas ninguém sabe do que ela é feita - e usualmente a matéria escura está tão bem misturada à matéria normal que é impossível estudá-la individualmente.

Agora, nuvens isoladas de matéria escura têm sido observadas graças à colisão de duas enormes galáxias, ocorrida a 5,7 bilhões de anos-luz da Terra.

Coletivamente chamados de MACS J0025, os aglomerados colidiram de frente a milhões de quilometros por hora.

Observações com o Telescópio Espacial Hubble demonstraram que o MACS J0025 agiu como uma lente gravitacional, distorcendo a luz proveniente das galáxias que ficam atrás - e isso permitiu aos cientistas determinar a localização da matéria escura desse aglomerado (que transpôs sem impedimento a zona da colisão, enquanto os gases - presentes no aglomerado - foram freados).

Os pesquisadores acreditam que a separação ocorreu porque a matéria escura não sofre o arrasto ao que os gases se submetem, que é causado pela força eletromagnética entre os átomos.

Como a matéria escura não sofre interferência de forças eletromagnéticas, e parece interagir apenas através de força gravitacional, ela se separou dos gases e do resto da matéria presente na zona de colisão.

Via newscientist, NASA.

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Terça-feira, 26 de Agosto de 2008

O hexágono de Saturno

Saturno é conhecido como o planeta dos anéis, mas muita gente não sabe que ele tem um hexágono no pólo norte...

Uma forma de colméia, com seis lados, com o tamanho de quatro planetas Terra, fica circulando no pólo norte de Saturno, e ninguém sabe exatamente por que.

As sondas Voyager 1 e 2 já haviam fotografado essa forma há mais de duas décadas, e a sonda Cassini capturou essas imagens que demonstram que esse fenômeno continua ocorrendo.

Imagem do hexágono de Saturno captada pela sonda Cassini.

"Essa é uma forma muito estranha, pela precisão geométrica dos seis lados retos e praticamente iguais," disse Kevin Baines, pesquisador do Laboratório de Propulsão a Jato (Jet Propulsion Laboratory), da NASA. "Nós nunca vimos nada assim em nenhum outro planeta. Na verdade, a atmosfera densa de Saturno é o último lugar em que você espera encontrar uma figura geométrica de seis lados, e mesmo assim ela está lá."

O hexágono é similar ao vórtice polar da Terra, onde existem ventos circulando a região polar. Só que em Saturno esse vórtice é hexagonal, ao invés de circular.

"É fenomenal ver as diferenças entre os pólos norte e sul de Saturno." afirmou o pesquisador Bob Brown, da Universidade do Arizona, em Tucson. "No pólo sul temos o que parece ser um furacão com um 'olho' gigante, e no pólo norte essa figura geométrica."

Veja à direita uma imagem do furacão no pólo sul de Saturno. O "olho do furacão" tem 2/3 do tamanho da Terra.

Aparentemente o hexágono manteve sua posição fixa em relação à velocidade e ao eixo de rotação de Saturno desde que foi avistado pela primeira vez pela sonda Voyager, 26 anos atrás.

O hexágono de Saturno permanece sem explicação.

Abaixo, veja mais imagens. Clique para iniciar.



Via NASA, JPL, newscientist.

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Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008

Berçário de estrelas: Cassiopeia


Fenomenal, não? Clique para ampliar.

Essa é a imagem do berçário de estrelas localizado na região W5 da constelação de Cassiopeia (ou Cassiopéia, ou Cassiopeiae, como preferir...).

Foi divulgada no final de semana para celebrar o quinto aniversário de operação do Telescópio Espacial Spitzer.


Post relacionado:
  • Stellarium - software de planetário, neste LINK.

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Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008

Estrelas nascentes

Para comemorar a centésima-milésima (100.000) órbita do Telescópio Espacial Hubble em volta da Terra, o telescópio foi direcionado a um "berçário" estelar: a nebulosa de Tarântula, próxima ao grupo de estrelas NGC 2074 (à esquerda, em cima)., que é uma região com alta quantidade de estrelas nascentes (o que se deve, possivelmente, à antiga explosão de uma supernova).

Essa bela imagem comemorativa (clique para ampliar) foi tirada no dia 10 de agosto. Quanto às cores: tons de vermelho mostram emissões de átomos de enxofre; verde, de hidrogênio; azul, de oxigênio.

Fonte: NASA

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Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008

Stellarium - software de planetário


Apaixonados por astronomia, regozijai-vos... hehe!

Stellarium é, na minha humilde opinião, o melhor/mais legal/mais completo e mais fácil de usar que existe. E é grátis!

Esse software, que é utilizado por planetários de verdade, simula um planetário no seu computador.

Você define o local em que está (a localização inicial é Paris), salva e pronto - já pode começar a usar. Ele tem um monte de funções interessantes, incluindo nomes e desenhos de constelações, paisagens, condições atmosféricas, etc.

Veja algumas funções nesse clipe abaixo. Você baixa o Stellarium neste LINK.



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Quinta-feira, 24 de Julho de 2008

Proporções

Para nós na Terra, o Sol é tremendamente grande. Mas em relação a outros corpos celestes conhecidos, ele é microscópico.

Interessante perceber como aquilo que percebemos como "enorme" depende, na verdade, da nossa perspectiva momentânea.

Veja essa animação, que compara o nosso Sol à maior estrela conhecida, chamada VY Canis Majoris, localizada na constelação de Cão Maior.



Depois de assistir a esse ótimo vídeo, veja também o post "Proporções II" sobre o mesmo tema.


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Terça-feira, 15 de Julho de 2008

Vênus em frente do Sol



Bela imagem de Vênus passando pelo Sol. Clique para ampliar.
Via haha.nu.

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Quarta-feira, 25 de Junho de 2008

Mande seu nome para a Lua!


Você pode colocar seu nome em um arquivo que vai ser mandado à Lua pela Nasa.
O LRO - Lunar Reconnaissance Orbiter é um satélite lunar de pesquisas (que vai estudar novos locais de pouso na Lua, entre outras coisas) que vai ser lançado ao espaço em novembro, e um arquivo com nomes das pessoas que se interessem vai estar dentro dele. Portanto, aos interessados, acessem a página do projeto, no link abaixo. É só inserir o nome e o sobrenome e clicar em "add name". Seu nome estará na lista e você ainda poderá imprimir um certificado de participação no programa. A data limite para submissão de nomes é dia 27 de junho! Ah, e é grátis. Via NASA. LINK

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