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Segunda-feira, 9 de Março de 2009

O Homem de Gelo em 3D


O Homem de Gelo, também conhecido como Ötzi (por causa do nome da geleira na qual foi encontrado, em 1991, que se chama Ötztal) é uma múmia humana que foi preservada pelo gelo por cerca de 5300 anos. A importância dessa múmia se deve ao fato de que seu bom estado de conservação permitiu aos pesquisadores compreender melhor como era a vida na Europa durante a Idade do Bronze.

Ötzi foi profundamente estudado (tanto que até as suas últimas refeições foram descobertas - antes de morrer ele havia comido carne de bode da montanha e carne de veado, com acompanhamento de alguns cereais), assim como seus apetrechos e roupas. E agora o Instituto Europeu de Pesquisas Eurac criou e disponibilizou online uma ferramenta de visualização de imagens dedicada inteiramente a essa múmia.

A múmia pode ser vista sob iluminação natural ou ultra-violeta, em 360 graus, e é possível aplicar zoom em qualquer imagem. Além disso é possível visualizar Ötzi em três dimensões, desde que você tenha à mão óculos 3D (se não tiver, aprenda como fazer neste LINK).

Uma curiosidade: a múmia tem 57 tatuagens espalhadas pelo corpo, e todas elas são visíveis através dessa ferramenta do Eurac.

Para acessar, vá ao endereço http://www.icemanphotoscan.eu, ou clique AQUI.


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Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

Parecem alienígenas, mas é apenas maisena com água


Olhando de perto parece uma cena de filme de ficção científica, mas é apenas maisena misturada com água, colocada sobre um alto-falante.

Essa mistura que todo mundo conhece é um "fluido não-Newtoniano", isto é, ele é um fluido cuja viscosidade varia de acordo com o grau de deformação aplicado (a viscosidade desses fluidos não é constante). No caso desse vídeo, as deformações são causadas pelas ondas sonoras que saem do alto-falante.



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Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

Água-viva imortal está dominando os oceanos


O hidrozoário da imagem acima é tecnicamente imortal, pois consegue retornar à forma juvenil após chegar à maturidade sexual. Essa espécie de água-viva se chama Turritopsis Nutricula, e de acordo com pesquisadores o seu número está aumentando de forma alarmante nos oceanos.

Já que esse ser não "precisa" morrer, a sua população pode aumentar ininterruptamente. E é isso que está acontecendo: esses animais são originários do Caribe, mas já se espalharam por todo o mundo.

O Turritopsis Nutricula é um hidrozoário, e é o único animal capaz de se reverter completamente para um estágio mais jovem (pólipo), através de um processo de desenvolvimento celular chamado transdiferenciação.

Cientistas acreditam que ele pode repetir indefinidamente esses ciclo, o que o torna imortal. Por isso, essa criatura de apenas 5mm de comprimento é o foco de uma série de estudos biológicos e genéticos que visam entender exatamente como lidar com essa potencial "fonte da juventude"...

Fontes: Wikipedia, Telegraph



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Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

Como em Matrix: nosso mundo pode ser um gigantesco holograma


Pode parecer estranho, mas cientistas sérios levam essa hipótese em consideração.

Segundo essa teoria eu, você, o planeta, a Lua, o Sol e tudo mais podemos ser todos projeções holográficas de eventos que acontecem em outro local do Universo.

A melhor parte é que um experimento chamado Geo600 pode ter captado, sem querer, os "grãos" de espaço-tempo que podem comprovar a Teoria Holográfica.

Mas vamos por partes...


O Geo600 está instalado ao sul de Hannover, na Alemanha, e é um experimento que conta com dois detetores de 600 metros de comprimento, desenvolvidos para procurar ondas gravitacionais - oscilações no espaço-tempo provocadas por objetos astronômicos ultra-densos, como estrelas de nêutrons e buracos negros.

Durante os últimos sete anos ele não captou nenhuma dessas ondas gravitacionais, mas sem querer pode ter feito a mais importante descoberta na física em mais de meio século.

Durante muitos meses os pesquisadores do GEO600 quebraram a cabeça para entender um ruído inexplicável que assolava o imenso detetor. Então, de repente, um pesquisador chegou uma possível explicação. Na verdade, esse pesquisador havia previsto esse ruído ANTES que a equipe do Geo600 começasse a captá-lo.

De acordo com Craig Hogan, um físico no Fermilab Particle Physics Laboratory, o GEO600 tinha tropeçado no limite fundamental entre o espaço-tempo: o ponto em que o espaço-tempo pára de se comportar como fluxo contínuo descrito por Einstein e passa, ao invés disso, a se dissolver em "grãos", tal como uma fotografia de jornal se dissolve em pontos quando você se aproxima demais da foto. Segundo o pesquisador, "parece que o GEO600 está sendo alimentado pelas convulsões quânticas microscópicas do espaço-tempo".

Se isto ainda não fez você cair da cadeira, em seguida esse pesquisador (que acaba de ser nomeado diretor do Centro de Astrofísica de Partículas do Fermilab) tem uma surpresa ainda maior na manga: "Se os resultados do GEO600 são o que eu suspeito que são, então estamos todos vivendo em um holograma cósmico gigante".

A idéia de que vivemos em um holograma provavelmente soa absurdo, mas é uma extensão natural da nossa melhor compreensão dos buracos negros, e tem uma base teórica bem firme. Essa idéia também tem sido surpreendentemente útil para físicos lutando com teorias sobre como o universo funciona em seu nível mais fundamental.

Os hologramas que você encontrará em cartões de crédito são gravados em filmes plásticos de duas dimensões. Quando luz bate e reflete neles, ela recria a aparência de uma imagem 3D. Na década de 1990 os físicos Leonard Susskind e Gerard Hooft (ganhador do Prêmio Nobel) sugeriram que o mesmo princípio pode se aplicar ao universo como um todo. A nossa própria experiência quotidiana pode ser uma projeção holográfica dos processos físicos que ocorrem em uma distante superfície 2D (duas dimensões).

O "princípio holográfico" desafia nossa mente. Parece difícil de acreditar que você acorda, escova os dentes e agora está lendo este artigo por causa de algo acontecendo no limite do Universo. Ninguém sabe o que isso significaria para nós se realmente estamos vivendo em um holograma, mas mesmo assim teóricos têm boas razões para acreditar que muitos aspectos do princípio holográfico são verdadeiros.

A idéia notável desses dois físicos foi motivada por um trabalho radicalmente inovador sobre buracos feito por Jacob Bekenstein, da Universidade Hebraica de Jerusalém (em Israel) e Stephen Hawking, da Universidade de Cambridge. Em meados da década de 1970, Hawking mostrou que buracos negros não são, de fato, totalmente "negros", mas sim que emitem radiação, o que faz com que lentamente evaporem e eventualmente desapareçam.

Isto criou um enigma, porque a radiação prevista por Hawking não transmite qualquer informação sobre o interior de um buraco negro. Quando o buraco negro já acabou, todas as informações sobre a estrela que colapsou para formar esse buraco negro desapareceriam, o que contradiz o princípio amplamente aceito de que informações não podem ser destruídas. Isto é conhecido como o "paradoxo de informações do buraco negro".

O trabalho de Bekenstein forneceu uma dica importante para a resolução do paradoxo. Ele descobriu que a entropia de um buraco negro - que é sinônimo de seu conteúdo informativo - é proporcional à superfície do seu "evento horizonte" - a superfície teórica que disfarça o buraco negro e marca o ponto de não-retorno para a matéria ou a luz que esteja entrando no buraco negro. Teóricos já demonstraram que ondulações quânticas microscópicas no evento horizonte podem codificar as informações no interior do buraco negro; portanto, não há um perda misteriosa de informações enquanto o buraco negro evapora.

Essencialmente isto fornece um conceito físico profundo: informações 3D sobre uma estrela precursora (ou seja, que originou o buraco negro ou foi consumida por ele) podem ser completamente codificadas em 2D no horizonte do buraco negro posterior - da mesma forma que a imagem 3D de um objeto pode (e é) codificada em um holograma 2D. Susskind e Hooft alargaram a visão do universo como um todo no sentido de que o cosmos tem um horizonte também - a fronteira além da qual a luz ainda não teve tempo para chegar até nós nestes 13,7 bilhões de anos de existência do universo.

De acordo com Hogan, a princípio holográfico muda radicalmente a nossa imagem do espaço-tempo. Físicos teóricos há muito acreditam que efeitos quânticos façam o espaço-tempo convulsionar nas escalas mais ínfimas.

Nesta escala, o tecido do espaço-tempo se torna granulado e, em última instância, é feito de pequenas unidades comparáveis a pixels, mas cerca de cem bilhões de vezes menor que um próton. Esta distância é conhecida como a comprimento de Planck, equivalente 1,6 × 10 elevado a -35 metros. O comprimento de Planck está muito além do alcance de qualquer experimento atual, então ninguém até então se atreveu a sonhar que a granulação do espaço-tempo poderia ser discernível.

Isto é, até que Hogan percebesse que o princípio holográfico muda tudo.

Se o espaço-tempo é um holograma granulado, então você pode pensar o universo como uma esfera cuja superfície exterior é formada por quadrados do tamanho do comprimento de Planck, cada um contendo uma ínfima quantidade de informação. O princípio holográfico diz que a quantidade de informação existente na superfície exterior desse universo deve corresponder à quantidade de informação contida dentro de todo o universo.

Uma vez que o volume desse universo esférico é muito maior do que a sua superfície exterior, como isso pode ser verdade? Hogan percebeu que, a fim de ter a mesma quantidade de informação dentro do universo e na superfície exterior do universo, o mundo interior deve ser formado por grãos de tamanho maior que o comprimento de Planck. "Ou, dito de outro modo, um universo holográfico é embaçado, desfocado", diz Hogan.

Esta é uma boa notícia para quem pensa em analisar a menor unidade do espaço-tempo. "Contrariamente a todas as expectativas, isto traz a estrutura microscópica quântica ao alcance das experiências atuais", diz Hogan. Portanto, embora o comprimento de Planck seja muito pequeno para ser detectado em experiências, a "projeção" holográfica da granulação poderia ser muito, muito maior: cerca de 10 elevado a -16 metros. "Se você vivesse no interior de um holograma, você saberia apenas medindo o embaçamento", diz ele.

Ao imaginar isso, Hogan começou a se perguntar se algum experimento poderia ser capaz de detectar esse "embaçamento" do espaço-tempo. E é aí que entra em cena o GEO600.

Detetores de ondas gravitacionais como o GEO600 são essencialmente réguas fantasticamente sensíveis. A idéia é que se uma onda gravitacional atravessa o GEO600, ela vai alternadamente esticar o espaço em uma direção e espremê-lo em outra. Para medir isso a equipe do GEO600 dispara um único laser através de um espelho chamado divisor de feixes. Isto divide a luz em dois feixes, que percorrem os 600 metros dos braços do instrumento e depois retornam à origem. Os feixes que retornam se juntam no divisor de feixes, e assim é criado um padrão de interferências de regiões escuras e iluminadas, onde as ondas de luz ou cancelam ou reforçam umas às outras. Qualquer mudança na posição dessas regiões demonstra que o comprimento relativo dos braços do instrumento mudou.

"O fundamental é que essas experiências são sensíveis a mudanças muito menores do que o diâmetro de um próton", diz Hogan.

O pesquisador enviou, em junho, suas previsões para a equipe do GEO600. "Incrivelmente, eu descobri que o experimento estava captando um ruído inesperado", disse Hogan. A pesquisadora Karsten Danzmann, do Instituto Max Planck de Física Gravitacional, em Potsdam, na Alemanha, admite que o excesso de ruído, com freqüências de entre 300 e 1500 Hertz, vinha incomodando a equipe por um longo tempo. Ela respondeu a Hogan e enviou-lhe uma amostra do ruído. "Parecia exatamente igual a minha previsão", diz Hogan. "Era como se o feixe divisor tivesse uma pequena variação lateral".

Ninguém - incluindo Hogan - pode ainda afirmar que GEO600 tenha encontrado provas de que vivemos em um universo holográfico. É muito cedo para dizer isso: esse ruído poderia ser causado por uma fonte desconhecida, mas mundana.

Detetores de ondas gravitacionais são extremamente sensíveis, por isso aqueles que os exploram têm de trabalhar mais do que a maioria para afastar ruídos (interferências). Eles têm de levar ter em conta nuvens passando, tráfego distante, ruídos sísmicos e muitas, muitas outras fontes que poderiam mascarar um verdadeiro sinal. "O trabalho diário de melhorar a sensibilidade destes experimentos sempre cria algum excesso de ruído", diz Danzmann. "Trabalhamos para identificar suas causas, se livrar delas e atacar a próxima fonte de excesso de ruído." Atualmente, não existem candidatas claras às fontes do ruído que o GEO600 está enfrentando. "Eu consideraria a situação atual desagradável, mas não é realmente preocupante."

Por um tempo, a equipe achou que o ruído no qual Hogan estava interessado poderia ter sido causado pelas variações de temperatura encontradas ao longo dos feixes de luz. No entanto, a equipe determinou que isso poderia representar apenas um terço do ruído, no máximo.

Danzmann afirma que várias atualizações planejadas devem melhorar a sensibilidade do GEO600 e eliminar algumas possíveis fontes de excesso de ruído. "Se o ruído permanecer como está agora, após estas medidas, então nós temos que pensar de novo", diz ela.

Se realmente o Geo600 tiver descoberto o ruído holográfico das convulsões quânticas do espaço-tempo, isto será uma faca de dois gumes para estudiosos de ondas gravitacionais. Por um lado, o ruído vai impedir suas tentativas para detetar ondas gravitacionais. Por outro lado, isto poderia representar uma descoberta ainda mais fundamental.

Seria irônico se um instrumento construído para detetar algo tão grande como fontes astrofísicas de ondas gravitacionais inadvertidamente se deparasse com a minúscula granulação do espaço-tempo...

Fontes: Wikipedia, Newscientist, Cambridge University, Geo600.

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Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

Sinestésicos

Sabe o que é sinestesia? Muita gente acabou descobrindo que pode "escutar estímulos visuais" com esse post, que é um dos melhores. Você já sabe se é sinestésico/sinestésica? Descubra...

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Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

Veja isso: um pé dentro do cérebro de um bebê


Dentro do cérebro de um bebê com três dias de vida foram encontrados dois pés, uma mão e uma coxa. Tudo bem pequenininho, mas com formas perfeitas.

Como a imagem pode chocar algumas pessoas, a versão "limpa" está na continuação do post (junto com o resto da história).



Inacreditável, não? Esse caso ocorreu em Colorado Springs, Estados Unidos, com o bebê Sam Esquibel.

Quando a mãe dele fez um exame de ultra-som os médicos perceberam que havia fluido dentro do cérebro do garoto, e resolveram que a melhor opção seria apressar o parto através de uma cesariana de emergência. O nascimento ocorreu normalmente, e o bebê parecia saudável, mas os médicos queriam ter certeza de que não havia nada de errado, e um exame de ressonância magnética foi feito.

Segundo a mãe, "se eles não tivessem feito o teste, o hospital disse que mandaria Sam para casa comigo. Ele parecia totalmente saudável."

A ressonância magnética revelou um tumor no cérebro do bebê, e com apenas 3 dias de vida ele foi submetido a uma cirurgia para retirá-lo.

O ponto é que dentro do pequeno tumor havia uma surpresa: dois pés, uma mão e uma coxa.

Segundo os médicos, "essa vai para os livros de medicina": a descoberta dessas estruturas dentro do cérebro de Sam pode ajudar a entender melhor o mecanismo de funcionamento de células-tronco.

Esse evento ocorreu há dois meses e meio, e o bebê Sam está praticamente recuperado, embora deva ser submetido a tratamento para aperfeiçoar o uso do lado direito do seu pescoço e cabeça.

Fonte: Denver Post

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Os cabelos da medusa...


Este é um outro post que fez bastante barulho desde a publicação original. Os "cabelos de medusa" parecem surgir do nada (é uma reação química ultra interessante).

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Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

Gotas d'água, átomos e buracos negros


O que uma gota d'água tem em comum com átomo e com um buraco negro?

Curiosamente, uma gota d'água girando enquanto levita pode simular a dinâmica tanto de um átomo quanto de um buraco negro.


Por que? Porque a força de tensão superficial da água - que mantém as gotas unidas - pode ser usada como modelo de estudo para outras forças. Por exemplo, o horizonte de eventos de um buraco-negro é considerado por muitos pesquisadores como uma espécie de membrana com tensão superficial. Forças semelhantes impedem que os átomos simplesmente se separem.

Para esse estudo, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, levitou as gotas de água usando um efeito chamado diamagnetismo: quando um campo magnético externo foi aplicado às gotas, elas criaram seus próprios campos magnéticos opostos, iniciando um movimento repulsivo que foi forte o suficiente para anular a gravidade - e daí elas levitaram. E para fazê-los girar, a equipe implantou dois pequenos eletrodos em cada gota, os quais geraram os campos elétricos necessários ao movimento.

Os pesquisadores descobriram que quando uma gota com 1 centímetro de diâmetro atingia a velocidade de 3 revoluções por segundo, a sua forma se tornava triangular, quando vista de vima - um efeito nunca antes observado em laboratórios (Physical Review Letters, DOI: 10.1103/PhysRevLett.101.234501). A velocidade de revolução, quando modificada, modifica também a forma da gota (várias formas foram observadas: pentagonal, hexagonal, cilíndrica, etc) e é essa característica que permitirá que os cientistas imitem o comportamento de um buraco negro em uma gota d'água.

Essa descoberta vai acelerar uma enorme quantidade de estudos que envolvem a dinâmica de fluidos e, consequentemente, poderá impactar tanto nas teorias cosmológicas sobre buracos-negros quanto no estudo das propriedades e forças presentes em objetos subatômicos.

Veja um vídeo sobre essa descoberta (e note os formatos que a água adquiriu).



Via newscientist

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Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

Cientistas extraem imagens diretamente do cérebro



Foi anunciado ontem que pesquisadores japoneses do ATR Computational Neuroscience Laboratories desenvolveram uma nova tecnologia de análise cerebral que pode reconstruir as imagens que estão dentro do cérebro de uma pessoa e fazê-las aparecer em um monitor.

De acordo com os pesquisadores, essa tecnologia pode futuramente permitir que os pensamentos e sonhos das pessoas sejam assistidos por terceiros, como um filme.


Os pesquisadores conseguiram reconstruir várias imagens previamente vistas por pessoas participando das experiências, através da análise das mudanças no fluxo sanguíneo cerebral. Usando equipamentos de ressonância magnética funcional (fMRI), eles primeiro mapearam as mudanças no fluxo sanguíneo do córtex visual enquanto participantes da pesquisa visualizavam várias imagens mantidas em frente aos seus olhos.

Foram mostradas aleatoriamente 400 figuras em preto e branco, com tamanho de 10 x 10 pixels, por 12 segundos cada. Enquanto o equipamento de fMRI monitorava as mudanças na atividade cerebral, um computador analisava os dados e associava todas as mudanças às diferentes imagens mostradas.

Então, quando eram mostradas sequências de novas imagens aos sujeitos da pesquisa, o sistema conseguiu reconstruir e mostrar na tela o que os participantes estavam vendo, baseando-se apenas na atividade cerebral de cada um.

Por enquanto o sistema consegue apenas reproduzir imagens simples em preto e branco, mas espera-se que a reprodução de imagens coloridas mais complexas seja possível com o aperfeiçoamento do sistema.

Uma outra coisa interessante: os pesquisadores sugerem que uma futura versão seja desenvolvida com foco nas artes, que servirá para ver as imagens que existem dentro das mentes de artistas e designers...


Via pink tentacle

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Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

Emagrecimento = $$$


Pessoas tendem a emagrecer mais se receberem dinheiro como recompensa para cada quilo perdido, em comparação com pessoas que simplesmente recebem instruções de dieta.

Parece lógico, certo? Mas só agora isso foi demonstrado na prática.


Um estudo da Universidade da Pennsylvania verificou, durante um estudo de 16 semanas, que pessoas perdem mais peso se receberem dinheiro em troca de cada quilo emagrecido.

O ponto negativo é que muitos dos participantes do estudo acabaram engordando de novo assim que o programa de incentivos acabou. Para que os resultados sejam mais duradouros os pagamentos mensais (alguns chegando a várias centenas de dólares) deverão ser feitos por períodos mais longos...

O estudo demonstrou que a obesidade poderá integrar, no futuro, a lista de problemas sociais ou doenças (como o pagamento aos pais para que seus filhos frequentem escolas, ou alcoólatras que recebem ajuda financeira contanto que não bebam).

Ou seja, no futuro talvez você passe a considerar a sua pança como uma poupança. Bastará perdê-la (e permanecer sem ela) para que você ganhe dinheiro...

Referência: Journal of the American Medical Association, vol 300, p 2631


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Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008

Como seria uma se uma bomba atômica caísse na sua cidade?

Isto é bem interessante - e preocupante.

Já imaginou o que aconteceria se uma explosão nuclear ocorresse na sua cidade? Você estaria em segurança ou morreria?

Dá para saber usando o Google Maps e um pouquinho de Javascript.

É só digitar o nome da sua cidade (ou coloque o endereço do seu chefe, para simular que a bomba caiu em cima da casa dele...).


INSTRUÇÕES: Digite o nome da cidade ou ou endereço, depois escolha a bomba que você quiser no campo "Select a Weapon" (tem várias bombas verdadeiras, com diferentes potências - e tem até um meteoro enorme, como o que acabou com os dinossauros).

Depois de escolher a arma, clique no botão "NUKE IT", e veja o que aconteceria com cidade. Depois tente com as outras armas, e veja as diferenças.


LEGENDA - Efeitos Físicos:

Área mais escura: Conflagração - a maior parte das pessoas nessa área morreria em até 24 horas;

Área roxa: Pessoas nessa área sofrem queimaduras de terceiro grau, com carbonização e necrose da pele;

Área rosa: Pessoas nessa área sofrem queimaduras de segundo grau, com formação de bolhas (queimaduras semelhantes àquelas feitas por água fervendo);

Área laranja: Pessoas nessa área sofrem queimaduras de primeiro grau, que causam vermelhidão e desconforto, similares àquelas queimaduras de sol.

E, claro, todo mundo receberia uma dose maciça de radiação. Ou seja, se uma bomba cair na sua cidade, melou.

Já que estamos falando de bombas, depois disso tudo dê uma olhada nesse nosso artigo sobre a Tsar Bomba (uma das bombas que você pode "jogar" aí em cima), que está neste LINK.

Desenvolvido por Carlos Labs

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Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

Neutralizando furacões com vôos supersônicos



Furacões e tufões causam prejuízos e mortes em várias partes de planeta, todos os anos. A postura sempre foi de desenvolver métodos mais precisos para prever a ocorrência desses eventos para que pessoas tenham capacidade de fugir das áreas que serão atingidas - mas não seria uma boa idéia tentar acabar com os furacões e tufões?

Bom, alguém teve essa idéia - e até registrou uma patente sobre isso.


Segundo a idéia proposta, duas aeronaves supersônicas voariam em círculos concêntricos a baixas altitudes, ao redor do olho de um furacão, na direção oposta à da rotação do furacão em questão.

As ondas de choque geradas pelo vôo supersônico das aeronaves diminuiriam a velocidade de rotação do furacão e aumentaria dramaticamente a pressão do ar dentro da zona central, quebrando o fluxo de ar ascendente que dá força à tempestade (veja imagens de ondas de choque supersônicas nestes dois vídeos).

Segundos os inventores Arkadii Leonov e Atanas Gagov da Universidade de Akron, dois caças F-4 voando a aproximadamente Mach 1.5 são o necessário para duprimir, mitigar ou até destruir um furacão ou tufão de tamanho regular.

O pedido original de patente dessa idéia está neste LINK.


Via newscientist

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Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

Horóscopo: seu signo astrológico pode não ser aquele que você pensa...


"Qual é o seu signo?" é uma pergunta que todo mundo já ouviu. Mas ninguém (ainda) escutou a resposta "sou do signo de Ophiuchus", certo?

Bom, sob um ponto de vista prático, isso faz sentido. Por que? Porque os signos conforme considerados atualmente refletem o posicionamento do Sol nas constelações há mais de 2.000 anos - e esse posicionamento mudou durante esse tempo todo...

E daí? Daí que você pode não ser do signo que você pensa (veja a tabela no final do post) ou pode até ser de um signo que hoje não existe.


As Constelações do Zodíaco

A eclíptica - ou órbita aparente, que é a posição do Sol conforme observamos da Terra - passa pelas constelações que formam o Zodíaco - Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes. Os signos são determinados pela posição do Sol - a constelação em que o Sol estivesse no momento do seu nascimento determina o seu signo.

Astrônomos antigos (é, astrônomos - a astrologia tem raízes na astronomia antiga) observaram que o Sol caminha pelos signos do Zodíaco durante o correr de cada ano, permanecendo cerca de um mês em cada constelação. Daí calcularam que cada constelação corresponde a 30 graus da eclíptica.

Mas um fenômeno chamado precessão modificou a posição das constelações...

Precessão e astrologia

O "ponto zero" do Zodíaco era determinado no primeiro dia da primavera no hemisfério Norte - que é o equinócio de primavera, e ocorre na interseção da órbita aparente da Terra (a eclíptica) com o equador celestial.

Por volta do ano 600 AC o "ponto zero" estava em Áries e era chamado de "primeiro ponto de Áries" (figura abaixo).


A constelação de Áries ocupava os primeiros 30 graus da eclíptica; entre os graus 30 e 60 ficava Touro; de 60 a 90 ficava Gêmeos, e assim sucessivamente para todas as 12 constelações do Zodíaco.

Ninguém sabia na época, mas a Terra continuamente movimenta seu eixo de rotação em ciclos de 25.800 anos. Esse movimento é a precessão, e é causado pela atração gravitacional da Lua sobre a zona equatorial da Terra (figura à esquerda).

Durante os últimos 2.500 anos esse "bamboleio" fez com que o ponto de interseção entre a eclíptica e o equador celeste se movesse 36 graus para oeste ao longo da eclíptica, o que dá cerca de 1/10 da volta completa.

Isso significa que os signos "escorregaram" cerca de 1/10, ou quase um mês, para o oeste.

Por exemplo, aqueles que nasceram entre 21 de março e 19 de abril consideram-se de Áries. Hoje, o Sol não está mais na constelação de Áries durante a maior parte desse período: entre 11 de março e 18 de abril o Sol está, na verdade, na constelação de Peixes (figura abaixo).


Veja a precessão dos equinócios entre os anos 600 AC e 2600 DC, na figura abaixo.


Seu signo "real"

A tabela abaixo mostra as datas em que o Sol está realmente passando pelas constelações do Zodíaco, de acordo com os limites atuais das constelações e levando em consideração a correção da precessão (essas datas podem variar um dia, de ano a ano).

Você deverá notar que quando a precessão é levada em conta o seu signo pode mudar. E tem mais: se você nasceu entre 29 de novembro e 17 de dezembro seu signo é na verdade um que você nunca viu nos jornais: Ophiuchus. A eclíptica passa através da constelação de Ophiuchus (ou Serpentário) logo após passar por Escorpião.

Veja na tabela abaixo o seu signo "real".

Capricórnio - Jan 20 a Fev 16
Aquário - Fev 16 a Mar 11
Peixes - Mar 11 a Abr 18
Áries - Abr 18 a Mai 13
Touro - Mai 13 a Jun 21
Gêmeos - Jun 21 a Jul 20
Câncer - Jul 20 a Ago 10
Leão - Ago 10 a Set 16
Virgem - Set 16 a Out 30
Libra - Out 30 a Nov 23
Escorpião - Nov 23 a Nov 29
Ophiuchus - Nov 29 a Dez 17
Sagitário - Dez 17 a Jan 20

Via livescience

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Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008

Voando sem uma asa? Não exatamente...

Você deve ter visto ou ouvido falar desse vídeo abaixo, que mostra um avião voando (e pousando) com uma só asa, que tem circulado na internet nas últimas semanas.



Eu não havia postado sobre ele porque de cara notei que era absolutamente falso... É apenas um vídeo viral para promover um website. De qualquer forma, muita gente acreditou que fosse verdade, então resolvi falar a respeito.

Voar sem uma asa é possível, mas em condições absolutamente específicas - e existe um estudo sério sobre isso, para que aviões de combate consigam voltar à base mesmo seriamente danificados.

Na imagem abaixo (e no vídeo na sequência) você vê exatamente um desses testes, no qual um modelo de caça F-18 Hornet 'perde' 60% de uma das asas, e continua voando perfeitamente.




Esse modelo em escala de F-18 foi utilizado pela empresa Rockwell Collins para demonstrar que aviões que perdem partes significativas das asas podem continuar voando, através da ajuda de um computador de bordo que corrija as forças aerodinâmicas envolvidas no vôo de aviões danificados. Logicamente um avião danificado dessa forma se comportará de forma completamente instável - e portanto numerosas correções têm que ser implementadas no padrão de vôo.

Isso seria possível de se fazer manualmente, mas o fato é que a vasta maioria das pessoas não consegue agir rápido o suficiente. Veja só: um piloto consegue, em geral, reagir em 200 milissegundos após uma modificação no padrão de vôo - mas esse computador reage em apenas 20 milissegundos... e isso faz a diferença entre controlar o avião e continuar voando, ou se estraçalhar em pleno vôo.



Esse teste, contratado pelo governo norte-americano, utilizou um modelo pequeno controlado remotamente, e demonstrou que é possível voar mesmo sem uma parte importante de uma asa, mas há um registro verdadeiro de um caça F-15 que perdeu uma asa INTEIRA, e continuou voando.

Esse F-15 em questão, da Força Aérea Israelense, colidiu com outro avião no meio de uma batalha aérea em 1983 e perdeu uma das asas. O que o fez continuar voando? Duas coisas: primeiro, a fuselagem do avião, que é larga e aerodinâmica - e funcionou como uma asa pequena; em segundo lugar, a velocidade: por voar muito rápido, o avião conseguiu criar sustentação à partir da fuselagem - se ele voasse devagar, isso não seria possível.

Abaixo, cenas de um documentário do History Channel sobre o 'vôo milagroso' desse F-15.




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Meteoro sobre o Canadá

O belo meteoro que você vê abaixo foi filmado sobre o Canadá, pela câmera de um carro de polícia (o primeiro vídeo) e por uma câmera de segurança (o segundo vídeo). O evento ocorreu às 17:35h (hora local) do dia 20 de novembro.

Inicialmente essa 'bola de fogo' foi atribuída à reentrada na atmosfera de alguma parte de um foguete russo (em tese, da missão Soyuz lançada em 14 de novembro, que lançou o satélite de reconhecimento Kosmos-2445).

Contudo, aparentemente os detritos desse lançamento estão sendo monitorados em órbita e ainda não reentraram, então a 'bola de fogo de Saskatchewan' - como está sendo chamada - passou a ser considerada como um meteoro normal, provavelmente do tamanho de uma laranja grande um carro (a estimativa inicial mudou...).






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Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008

Antimatéria feita em laboratório



Parece papo de ficção científica, mas não é: bilhões de partículas de antimatéria foram criadas no Laboratório Lawrence Livermore (Estados Unidos), segundo um comunicado liberado nesta semana - LINK.

Na experiência, uma amostra de ouro do tamanho da cabeça de um alfinete foi bombardeada com lasers, e subitamente mais de 100 bilhões de partículas de antimatéria apareceram.

A antimatéria, também conhecida como pósitrons, foi ejetada do alvo (a amostra de ouro) em um jato de plasma em forma de cone.

Essa nova habilidade de criar um grande número de partículas de antimatéria abre portas para diversas possibilidades de estudo, incluindo um maior entendimento sobre a física que envolve fenômenos astrofísicos como buracos negros e fluxos de raios gama.

O comunicado não caracterizou o laser usado no experimento, mas de acordo com o pessoal do slashdot pode ser este aqui.

Legal, não?



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Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008

Aurora boreal

Aurora boreal, vista do espaço (em movimento!).

Esse vídeo foi produzido pelo astronauta Don Petit à partir de imagens estáticas, tiradas a bordo da Estação Espacial Internacional.





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Aranhas dopadas


Já imaginou como seria a teia construída por uma aranha viajando de LSD? Ou de uma aranha que consumiu muita cafeína?

Veja na sequência do post...


A imagem do alto é a teia de uma aranha 'careta' comum. Abaixo, teias formadas por aranhas que ingeriram moscas embebidas nas seguintes substâncias (nessa ordem): haxixe, mescalina, LSD, cafeína.

Notaram que a teia construída sob o efeito da cafeína é a mais imperfeita? Vai entender...






Imagens do livro "Spider Communication: Mechanisms and Ecological Significance".

Via indiemall

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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008

A melhor defesa? Cuspir uma nuvem azul brilhante...


E isso é verdade no caso dos camarões do gênero Heterocarpus laevigatus. Esse camarão, que habita zonas profundas e escuras, emprega um método "brilhante" de defesa: quando ameaçado ele solta uma nuvem brilhante de fluidos azuis pela boca, cegando temporariamente seu predador para que consiga escapar.




Via pinktentacle



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Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

Acredite se quiser: o durex que você usa emite raios-x



Quer tirar um raio-x de alguma coisa? Basta desenrolar um pedaço de fita adesiva, como o durex que você usa todos os dias, e colocar um filme para radiografias do outro lado. A pegadinha: isso tem que ser feito no vácuo, ou não funciona...

De qualquer forma desenrolar fita adesiva emite raios-x, embora nenhuma teoria atual explique totalmente o motivo (que provavelmente está ligado a um fenômeno chamado triboluminescência).

É sabido que desenrolar durex ou outras fitas desse tipo emite luz (tente fazer isso no escuro, e veja o pequeno brilho que surge), e agora detectaram que junto com essa luz também são emitidas quantidades suficientes de raios-x para tirar uma pequena radiografia de objetos (veja a foto da radiografia do dedo de um pesquisador, abaixo), se a fita estiver no vácuo.


O detalhe de a emissão de raios-x só funcionar no vácuo é explicado pelo fato de que no vácuo os elétrons aceleram sem colidir com as partículas de gás que ficam entre o rolo de fita e a fita recém desenrolada (que é onde surgem os raios-x) - ao ar livre, essas colisões impedem a formação desse tipo de radiação.




Observação para os neuróticos: não há risco de contaminação radioativa (a menos que você viva no vácuo e use toneladas de durex todos os dias).

Via nature



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Quarta-feira, 22 de Outubro de 2008

Botox nada... LEDs vão ser usados contra rugas


Se um estudo alemão sobre redução de rugas estiver correto, logo mais o uso de Botox será coisa do passado. Esse estudo revela que a luz intensa de LEDs (diodos emissores de luz - aquelas luzinhas pequenas que estão em sinais de trânsito, na ponta do seu controle remoto, etc) aplicada diariamente e por várias semanas resulta em pele rejuvenescida, com redução de rugas e aumento da resiliência da pele.

E isso não é obtido com LEDs especiais - são aqueles LEDs comuns que vemos no dia-a-dia. Eles só precisam ser potentes.

Aparentemente a luz penetra e modifica a estrutura molecular da água contida na elastina (a proteína que confere elasticidade à pele), fazendo com que as rugas diminuam - como efeito da recuperação da elasticidade da pele.

Via engadget



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Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

Já viu uma galinha (viva) sem penas?



Essas galinhas (e galos) sem penas são o resultado de experiências com cruzamentos sucessivos entre diversas variedades de "galináceos". Os pesquisadores envolvidos acreditam que essas aves terão melhores condições de adaptação em países com clima muito quente.

Ok... mas vai ser horrível ver uma coisa dessas andando por aí. Bichinho feio, hein?



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Terça-feira, 7 de Outubro de 2008

Polvo imitador

Esse é o Thaumoctopus mimicus, ou Polvo Imitador da Indonésia. Essa criatura, que foi descoberta em 1998 na costa de Sulawesi, na Indonésia, tem a habilidade de imitar as características de várias espécies (mais de 15, incluindo águas vivas, o peixe linguado, serpentes marinhas, arraias, caranguejos e anêmonas).

Ele é tão inteligente que distingue as criaturas que podem atacá-lo, e passa a se comportar como o predador dessas criaturas - e assim as mantém longe.

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Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008

Figuras sonoras

Dê uma olhada nessas formas, criadas unicamente com vibrações sonoras.

Esses padrões são chamados "Figuras Sonoras de Chladni", e são obtidos à partir de vibrações (em uma placa de metal ou vidro) causadas por frequências sonoras. Ao serem modificadas, as frequências sonoras alteram seus padrões de propagação na superfície da placa de metal ou vidro.

Para visualizar esses padrões de vibração, basta jogar sal (ou areia, ou qualquer outro pó) sobre a placa em questão. Os grãos formam nódulos conforme os padrões de ressonância na superfície. Bonito, não?

Na continuação, mais imagens.






E uma curiosidade: o mesmo efeito pode ser alcançado usando um arco de violino. Se você por acaso tiver um, dá para experimentar em casa (só precisa de uma placa de metal suspensa por um parafuso afixado bem no meio...).



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Terça-feira, 30 de Setembro de 2008

Primeiras fotos da reentrada do Jules Verne




O Jules Verne era um cargueiro espacial automatizado (ATV - Automated Transfer Vehicle) que foi destruído em uma reentrada controlada na atmosfera, ao fim de sua vida útil de 6 meses. Veja a sequência de imagens do fim da Jules Verne em seguida.


Ele havia sido lançado ao espaço em 9 de março de 2008, à partir da Espaçoporto Europeu da Guiana Francesa, para levar mantimentos e servir como "rebocador" à Estação Espacial Internacional.

Nos seis meses de vida útil da Jules Verne, além de entregar (automaticamente) 6 toneladas de carga à ISS (incluindo combustível, água, oxigênio, comida e roupas) ele demonstrou os outros aspectos de sua importância: em quatro ocasiões ele empurrou a Estação Espacial a órbitas mais elevadas (para evitar o arrasto atmosférico), além de ter manobrado a ISS para evitar a colisão dela com lixo espacial. E, por fim, se auto-dirigiu à destruição carregando 2½ toneladas de lixo produzido pela ISS.

Ontem (29/09) a Jules Verne reentrou na atmosfera a uma altitude de 120km. Quando atingiu 75km de altitude se desintegrou, e os fragmentos que não foram desintegrados na reentrada caíram sobre uma área desabitada do Oceano Pacífico.







Via ESA.

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Aperitivo: ecranoplano



Já ouviu falar em ecranoplanos? São veículos que voam a apenas alguns centímetros de altura sobre um colchão de ar criado pelas pequenas asas (o efeito solo).

Esse vídeo acima mostra um enorme ecranoplano da era soviética, conhecido como o Monstro do Mar Cáspio.

Se você gostou e quer saber mais, amanhã haverá um (enorme) artigo sobre ecranoplanos... então esse vídeo serve como um aperitivo. (CORREÇÃO: DEPOIS de amanhã...)



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Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008

Caminhada espacial chinesa



O vídeo acima mostra a primeira caminhada espacial chinesa (EVA - Extra Vehicular Activity), que aconteceu no último sábado.

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Space X: Falcon 1 foi lançado (finalmente)

O foguete Falcon 1, da Space Exploration Technologies, finalmente conseguiu decolar (essa foi a quarta tentativa).

Após as explosões e erros que destruíram as versões anteriores, o Falcon 1 finalmente chegou ao espaço, dando continuidade ao sonho de um programa espacial 100% privado.

Com o sucesso do lançamento de ontem já programaram o próximo lançamento, que levará o satélite RazakSat (da Malásia) ao espaço. Caso esse próximo lançamento também seja um sucesso, uma versão maior do foguete será lançada em 2009 (o Falcon 9).

O vídeo abaixo mostra desde o lançamento até a entrada em órbita (com a ejeção do primeiro estágio e tudo mais...). Tem quase 10 minutos, mas vale a pena. Ao fundo, você escuta expressões de felicidade da equipe da Space X, que acompanhou o lançamento ao vivo.



Via gizmodo.br



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Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008

Fluxo escuro


Primeiro a matéria escura, depois a energia escura... e agora, o fluxo escuro.

Centenas de aglomerados de galáxias estão se dirigindo a uma determinada região no limite do universo observável - e a surpresa é que esse fluxo de galáxias não segue o movimento normal de expansão do universo... Essa correnteza foi denominada "fluxo escuro".

Uma equipe liderada pelo pesquisador Alexander Kashlinsky, do Goddard Space Flight Center da NASA, deparou-se com esse fluxo enquanto estudava como os aglomerados de galáxias afetam os fótons das microondas cósmicas de fundo (CMB: cosmic microwave background), que é a radiação residual do Big Bang.

Kashlinsky cunhou o nome "fluxo escuro", para alinhá-lo com as outra características (ainda) inexplicáveis do universo: matéria escura e energia escura.

A descoberta aconteceu porque o movimento dos aglomerados de galáxias alterou a frequência dos fótons do CMB, criando um efeito Doppler, que é característico de corpos em movimento.

De acordo com as observações, os aglomerados estão se movendo em direção a uma zona que fica entre entre as constelações de Vela e Centauro. Algumas estão se movendo a cerca de 1000km por segundo, e aparentemente que o fluxo continua até o limite observável do universo.

"Esse movimento se estende até, pelo menos, um bilhão de anos-luz," afirma o pesquisador. "Se ele (o fluxo) já foi tão longe, seria muito curioso se ele de repente parasse."

Ninguém sabe o que causa o fluxo. A melhor idéia, por enquanto, é que o empuxo gravitacional de algo com muita massa está atraindo esses aglomerados de galáxias para além do nosso universo observável. "Eu não sei se posso chamar isso de matéira. Isso poderia ser alguma singularidade gigante", afirma Kashlinsky.

Se há alguma coisa com tanta massa além do limite do universo visível, isso poderia dar suporte à "teoria da inflação cósmica", que sugere que o nosso universo passou por um período de expansão exponencial logo após o seu início. Essa teoria sugere que estruturas extremamente maciças, mas não visíveis para nós, podem existir além do "nosso horizonte".

O fluxo escuro não é a primeira anomalia de CMB a dar uma dica da existência dessas estruturas maciças que não podem ser explicadas (ainda). O pesquisador Hans Kristian Eriksen, da Universidade de Oslo (Noruega), que desenvolveu uma pesquisa semelhante, afirma que esse novo estudo "sugere a existência de estruturas em escalas maiores do que as pessoas têm acreditado até agora".

Via newscientist, astrophysical jounal.

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Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

Dreamachine


Quer brincar com suas ondas cerebrais? Já ouviu falar em Dreamachine?

Dreamachines (ou Dream Machines) são sistemas que emitem luzes (flashes) em frequências específicas para induzir alterações nas ondas Alfa do cérebro. Eu encontrei uma Dreamachine online, mas antes vamos falar um pouco mais sobre isso...

Então, vamos lá... Dreamachines são sistemas estroboscópicos que produzem estímulo visual em frequências que alteram o padrão elétrico cerebral.

As primeiras Dreamachines foram criadas por Brion Gysin e Ian Sommerville, após terem conhecimento (por uma pesquisa dos cientistas John Smythies W. Grey Walter) que luzes emitindo flashes de 8 a 13 vezes por segundo contra os olhos (fechados) de voluntários aparentemente causavam uma diminuição na taxa de pulsos elétricos cerebrais, levando-os a um estado de consciência alterada conhecido como "estado alfa".

Na forma antiga (original), uma dreamachine consistia em um cilindro com uma lâmpada dentro, e construído com cortes nas laterais, que girava a 45 ou 78 rotações por minuto (como o da foto acima). Ao girar, ele emitia padrões de flashes luminosos que variavam conforme a velocidade de rotação - e esses flashes eram emitidos exatamente em frequências de 8 a 13hz, que correspondem às ondas alfa - ondas que estão presentes quando o cérebro humano está em relaxamento.

Uma dreamachine é "vista" de olhos fechados, sempre. Os pulsos luminosos estimulam o nervo ótico, e assim alteram as oscilações elétricas cerebrais.

O "usuário" experimenta padrões crescentes de brilho e cor através de seus olhos fechados. Os padrões vão criando cores e formas (na sua mente), e alguns usuários relatam diversas experiências interessantes: que a imaginação se torna extremamente vívida, que se sentem rodeados de cores, que se sentem relaxados, etc.

Cada pessoa pode ter uma experiência diferente... MAS PESSOAS COM EPILEPSIA NÃO DEVEM FAZER ISSO.

Outra coisa: mesmo que não exista diagnóstico de epilepsia, teoricamente 1 em cada 10.000 adultos pode ter um ataque causado por uma dreamachine (e em crianças essa taxa dobra).

Então, só prossiga se estiver confortável com essas informações.

Há uma dreamachine online (e grátis, claro...) NESTE LINK.

Ela está regulada para 10hz. Escolha a cor que você quiser, altere a velocidade conforme necessário e clique em START.

Não se esqueça de fechar os olhos, senão não funciona. Só abra para fazer as alterações necessárias na velocidade e na cor.

É ideal que você deixe seu rosto perto do monitor, e melhor ainda se estiver em um ambiente com pouca luz...

Se começar a se sentir mal, abra os olhos.

Se estiver tudo OK, deixe sua mente fluir...

Via nyt, wikipedia, netliberty.




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Ilusão: mecanismo compreendido


O mecanismo por trás dessa ilusão de ótica foi finalmente compreendido.

Essa figura acima é chamada "Enigma", e foi pintada em 1981. Observando-a, você deve perceber que há uma ilusão de movimento, ou de fluxo, nos círculos. Neurocientistas demonstraram que esse efeito se deve aos pequenos - e imperceptíveis - movimentos que nossos olhos fazem.

Pesquisadores do Barrow Neurological Institute, de Phoenix, Arizona, pesquisaram se o efeito se devia a pequenos movimentos involuntários dos olhos, não totalmente compreendidos, cuja intensidade varia naturalmente.

No experimento em questão, enquanto três voluntários olhavam para a "Enigma", câmeras gravavam os movimentos dos olhos deles 500 vezes por segundo. Os voluntários também foram instruídos a apertar um botão todas as vezes em que o movimento da ilusão parecesse diminuir ou cessar.

Levando em consideração o tempo necessário para que os botões fossem apertados, os resultados demonstraram que a ilusão parece mais forte quando aqueles pequenos movimentos oculares estavam ocorrendo com mais velocidade. Quando o movimento dos olhos diminuía ou parava, a ilusão desaparecia.

Esses resultados vão contra estudos anteriores, que sugeriam que o movimento dos olhos não era responsável pelo efeito.

Um estudo anterior consistia em fornecer a voluntários lentes de contato com pequenas versões impressas dessa ilusão, garantindo que ela estaria sempre estacionária em relação aos olhos dos observadores, mas os voluntários continuaram a ver a ilusão - o que sugeriu aos pesquisadores que era o cérebro que gerava o efeito.

Mas o efeito dos pequenos - e rápidos - movimentos oculares não foi levado em consideração nesse caso, pois as lentes de contato não acompanham imediatamente movimentos e abruptos dos olhos.

Apesar de estar demonstrado que o cérebro não cria o efeito da ilusão, os pesquisadores ainda não compreendem o processo cerebral que liga os movimentos oculares à percepção da ilusão. Mais pesquisas serão feitas...

Via newscientist

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Shenzhou 7: a China no espaço


A terceira missão espacial tripulada da China será lançada nesta quinta-feira, dia 25/9, às 10:10h (horário de Brasília).

A missão Shenzhou 7 é a mais ambiciosa investida chinesa no caminho de sua consolidação como potência espacial: pela primeira vez levará ao espaço uma tripulação completa de três astronautas, um dos quais fará a primeira "caminhada espacial" do programa espacial chinês.



A "caminhada espacial", ou atividade extra-veicular (EVA, de Extra-Vehicular Activity) ajudará os chineses da dominar algumas das técnicas necessárias à construção de uma futura estação espacial chinesa (já existem planos nesse sentido). Essa EVA será executada pelo astronauta-líder, Zhai Zhigang, e deverá durar cerca de 40 minutos.

O foguete CZ-2F Long March (também chamado "Shenjian") impulsionará a nave Shenzhou, levando os astronautas Liu Boming e Jing Haipeng, além ao líder Zhigang, ao espaço.

Esse foguete, fabricado pela CALT (China Academy of Launch Vehicle Technology) tem 2 estágios, 62 metros de altura, peso de 464 toneladas e capacidade de carga de 8.600kg, e teve seu vôo inaugural em 19.11.1999, quando lançou ao espaço a nave Shenzhou 1.


O lançamento será à partir do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan (imagem interna do Centro, abaixo), que fica a 1.600km de Beijing, no meio do deserto de Gobi.


O mesmo modelo de foguete foi utilizado nos dois vôos tripulados anteriores, em 15 de outubro de 2003 (Shenzhou 5) e em 12 de outubro de 2005 (Shenzhou 6).

A missão Shenzhou 7 é especialmente notória porque:

1- será a primeira missão espacial chinesa a levar três astronautas ao espaço ao mesmo tempo;

2- será a primeira oportunidade real de testar as roupas espaciais chinesas (para a EVA), que foram desenvolvidas especialmente para a missão Shenzhou 7, chamadas Feitian, provavelmente desenvolvidas à partir dos trajes espaciais Orlan (imagens abaixo), cujos conectores são compatíveis com os equipamentos chineses;


3- pela primeira vez será utilizado um pequeno satélite de monitoramento, lançado manualmente, que fornecerá imagens em 3D da nave e do astronauta em EVA;

4- como já falamos acima, a missão Shenzhou 7 terá a primeira atividade extra-veicular espacial protagonizada por um astronauta chinês: dois dos astronautas entrarão no módulo orbital da nave, e um deles sairá para o exterior, onde praticará tarefas de construção/manutenção, como apertar parafusos, etc. O segundo astronauta fica apenas observando, totalmente equipado (mas dentro do módulo orbital), apenas para o caso de alguma emergência acontecer com o astronauta do lado de fora;

5- não poderia faltar alguma bizarrice... Segundo uma norma política chinesa, em qualquer lugar em que haja pelo menos 3 membros do Partido Comunista Chinês, pode-se instalar uma "filial" do Partido - e na nave estarão três astronautas comunistas... daí, uma coisa leva a outra, e eles pretendem estabelecer a primeira filial extraterrestre do PC chinês.

A missão está prevista para durar três dias - o pouso na Terra deverá ocorrer em 28 de setembro, às 06:00h (horário de Brasília).



Via cnn, xinhua,

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Terça-feira, 23 de Setembro de 2008

Futebol? Não... Nano-futebol!


“Imagine um David Beckham robotizado, 6 vezes menor que uma ameba, jogando com uma bola mais fina que um fio de cabelo... em um campo menor que um grão de arroz".

É assim que o U.S. National Institute of Standards and Technology (NIST) descreve o “nano-futebol” — o mais recente esporte para universidades com programas de estudo sobre sistemas micro-eletro-mecânicos (MEMS: micro-electro-mechanical systems).

Competições de nano-futebol acontecem na RoboCup, e neste ano várias universidades enviaram times:Carnegie-Mellon University, Academia Naval dos Estados Unidos, o Instituto Suíço de Tecnologia, Simon Fraser University (Canadá), e a University of Waterloo (Canadá).

Os nano-robôs jogadores são operados por humanos através de sinais elétricos e campos magnéticos controlados remotamente, e "chutam" (empurram, na verdade...) pequenos discos (as "bolas") em um campo com 2,5mm por 2,5mm (a figura do alto).

A competição consiste de três eventos:

1) manuseio de "bola": os nano-robôs devem fazer tantos "gols" quanto possível em 3 minutos;
2) corrida de dois milímetros: os nano-robôs correm o mais rápido possível através do campo; e
3) slalom: os nano-robôs devem percorrer um caminho determinado em campo, e contornar o bloqueio de "goleiros".



Dezesseis campos de nano-futebol são construídos em um único chip (foto à esquerda, acima), e o chip com os campos é montado em uma pequena placa de circuitos, com os conectores (foto à direita, acima).

Cada "bola" (foto à direita) é um disco de dióxido de silício com o diâmetro aproximado de um fio de cabelo. Cada disco tem uma marca em forma de "T", para ajudar os jogadores humanos a encontrá-los em campo. Ah, e toda a "ação em campo" é acompanhada pelos humanos (controladores e público) através de microscópios...

O vídeo abaixo, feito pelo NIST, demonstra a tecnologia do nano-futebol, assim como a competição de nano-futebol na RoboCup, e algumas aplicações potenciais para essa tecnologia.



A próxima grande competição de nano-futebol está marcada para a RoboCup 2009, que ocorrerá de 29 de junho a 05 de julho em Graz, na Áustria.

Via deviceguru, NIST.

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Segunda-feira, 22 de Setembro de 2008

Proporções II

Você deve ter visto um post anterior sobre a proporção da Terra em relação a outros corpos celestes - se não viu, ele está AQUI. Esse vídeo abaixo tem a mesma temática, e é tão interessante quanto o primeiro.



Há uma ressalva necessária: o vídeo acima refere-se à estrela VV Cephei como a maior estrela conhecida, mas isso não é totalmente verdade. Supõe-se que a maior estrela conhecida seja a VY Canis Majoris - mas as duas não foram medidas com 100% de certeza: a VV Cephei tem entre 1600 e 1900 diâmetros solares, enquanto a VY Canis Majoris tem entre 1800 e 2100 diâmetros solares.

Ou seja, tudo indica que a VV Cephei é menor, mas ainda há não consenso sobre isso.

Veja uma lista com as maiores estrelas neste LINK.


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Sexta-feira, 19 de Setembro de 2008

"Medusa" de mercúrio



Esse vídeo mostra o que acontece quando você queima tiocianato (ou sulfocianeto) de mercúrio... Parece que "cabelos de Medusa" brotam do nada. Bem interessante.

Se você tem interesse em fazer isso em casa, na sequência tem a receita. Mas é perigoso para burro...

A receita está aqui porque eu acredito que todo conhecimento (mesmo inútil ou deliberadamente perigoso) deve ser compartilhado.

Não tente reproduzir se não tiver conhecimento suficiente para não fazer besteira. E, claro, não me responsabilizo se algo der errado...

Vai lá:

Material:
1. ácido nítrico concentrado (HNO3);
2. mercúrio (Hg) ou nitrato de mercúrio (você pode arrumar quebrando termômetros);
3. sódio ou tiocianato de potássio (NaSCN ou KSCN).

Dissolva o mercúrio em ácido nítrico para fazer uma solução de nitrato de mercúrio.

Com o ácido nítrico o seu nitrato de mercúrio deve cristalizar. Adicione então água para dissolver os cristais (cerca de 10 vezes a quantidade de ácido nítrico utilizada).

Em um recipiente separado, dissolva o sódio (ou o tiocianato de potássio) em água.

Misture essa solução ao nitrato de mercúrio que você fez no início (misture bem).

Uma suspensão cinzenta de mercúrio se formará. Espere decantar. Se houver mais material ainda não misturado, adicione água, agite, espere separar, e repita o quanto for necessário.

Coloque um filtro de café em um funil e filtre tudo. O que ficar no filtro é o tiocianato de mercúrio. Espere (muito tempo) para secar... se não estiver REALMENTE seco, não funciona.

Segurança:

Ácido nítrico é perigoso, e vapores emitidos pelo mercúrio são ULTRA perigosos.

Use luvas, óculos e se fizer, faça ao ar livre. Se pingar algo na sua mão, lave correndo.

Quando dissolver o mercúrio em ácido nítrico, o vapor que sobe NÃO PODE SER RESPIRADO.

Se tiver alguma pergunta sobre isso, mande um email.

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Haumea: planeta anão no nosso sistema solar


O planeta anão 2003 EL61 foi batizado oficialmente, anteontem (17.09), com o nome de Haumea, em homenagem à deusa havaiana da maternidade e da fertilidade.

Esse era o último planeta anão do sistema solar que não tinha ainda um nome, pois havia uma disputa entre dois times de pesquisadores sobre quem, de fato, havia descoberto o planeta em dezembro de 2004 (e que poderia, portanto, batizá-lo).


No fim, a União Astronômica Internacional decidiu que a descoberta foi mesmo feita pelos pesquisadores do Observatório de Sierra Nevada, na Espanha (e não pelo time do Instituto de Tecnologia da California, que era a outra instituição envolvida na disputa).

O nome Haumea foi dado pela equipe que "perdeu" a disputa, como uma forma de equilibrar os interesses... Daí, apesar de não serem os descobridores, pelo menos puderam batizar o planeta. O comunicado oficial da UAI à imprensa está neste LINK.

O nome que a equipe espanhola sugeria era Ataecina, uma deusa antiga, adorada na Península Ibérica, e que era associada à deusa grega do submundo, Persephone.


Haumea agora junta-se a Plutão, Ceres, Eris e Makemake como os únicos planetas-anões conhecidos no sistema solar. Ele tem o tamanho aproximado de Plutão, e gira totalmente em seu eixo em apenas 4 horas, o que o torna um dos objetos celestes com rotação mais rápida do sistema solar.

Esse movimento aparentemente ocorre graças a uma colisão que ocorreu bilhões de anos atrás, e que também serviu para criar as duas luas de Haumea (além de 7 outros corpos menores, com a mesma órbita ao redor do Sol).

As luas de Haumea foram batizadas de Hi'iaka e Namaka - nomes de duas das filhas da deusa Haumea, que teria formado sua prole utilizando partes do seu corpo.

Fontes: UAI, newscientist, wikipedia.

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Quinta-feira, 18 de Setembro de 2008

Quer ver o Hubble?


Não, não estou falando dessa foto...

Dá para ver o Telescópio Espacial Hubble (assim como vários outros satélites em órbitas baixas) a olho nu.

Se você estiver afim de ver, aqui vão os horários em que ele passará, assim como informações sobre onde procurá-lo.

Ok... é inútil? É. Mas é diferente...

Amanhã (dia 19): às 18:42h ele aparece no horizonte na direção NNW (entre o Norte e o Oeste, mas mais perto do Norte), e o momento em que ele será mais visível será às 18:45h (ele estará a cerca de 35 graus de elevação máxima; para saber onde é isso, pense que o chão é 0 graus e exatamente sobre sua cabeça fica a marca de 90 graus - daí a metade é 45 graus, e 35 fica um pouco abaixo...);

Sábado(dia 20): aparece às 18:40h; direção: WNW (entre Oeste e Norte, mas mais perto do Oeste); momento mais visível: 18:44h; elevação: 51 graus (pouco acima da marca dos 45 graus, que falei acima);

Domingo (dia 21): aparece às 18:38h; direção: WNW (entre Oeste e Norte, mas mais perto do Oeste); momento mais visível: 18:42h; elevação: 73 graus (entre o meio do céu e a marca dos 45 graus).

O Hubble estará mais brilhante a cada dia, nesses três dias. Ou seja, no domingo a chance de vê-lo é bem mais alta.

As direções que escrevi acima são referentes a observadores da região sudeste. Se você está em outra região do país essas direções mudam um pouco (mas se quiser, mande um email falando o nome da sua cidade, que eu adapto e aviso...).

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Síndrome de Kessler


Essa síndrome não tem nada a ver com doenças... A Síndrome de Kessler (Kessler Syndrome) é um cenário proposto pela NASA no qual o volume de detritos espaciais em órbita terrestre seja tão grande que objetos em órbita seriam frequentemente atingidos por esses detritos - o que geraria mais detritos, e aumentaria ainda mais o risco de futuros impactos.

Essa reação em cadeia poderia, teoricamente, impedir a exploração espacial - e até mesmo o uso de satélites, no futuro... Afinal, mesmo uma partícula do tamanho da cabeça de um alfinete pode danificar ou mesmo destruir um satélite ou uma espaçonave, pois muitos detritos permanecem voando a velocidades superiores a 30.000km/h.

O lixo espacial é composto das mais variadas coisas, desde satélites desativados e estágios inteiros de foguetes a parafusos, estilhaços criados por explosões, cascas de tinta, ferramentas perdidas por astronautas e uma infinidade de pequenos objetos e partículas.

A maioria dos detritos espaciais atualmente em órbita foi criada por explosões - intencionais ou não - de satélites e foguetes: aproximadamente 100 toneladas de fragmentos gerados por cerca de 200 explosões espaciais continuam em órbita.

Um dos mais graves incidentes de criação de detritos ocorreu em janeiro de 2007, quando o governo chinês explodiu um de seus satélites em órbita, para testar um míssil anti-satélite. Essa explosão, sozinha, criou mais de 800 pedaços "detectáveis" de detritos (partículas muito pequenas não são rastreáveis). Mais recentemente, em janeiro de 2008, um míssil americano também destruiu um satélite antigo, mas a posição em que o satélite se encontrava fez com que a maior parte dos detritos reentrasse na atmosfera em questão de semanas...


Atualmente existem mais de 600.000 objetos com pelo menos 1cm em órbita...

Quando detritos colidem entre si, eles muitas vezes são fragmentados em outros pedaços - e esses novos detritos acabam colidindo com outros, replicando o processo. Esse é o perigo da Síndrome de Kessler: talvez um dia não possamos mais manter um satélite em órbita por muito tempo, antes que ele seja destruído.

Fora os danos aos satélites e naves espaciais, há também o risco de danos aqui na Terra. Atualmente têm ocorrido incidentes com lixo espacial que reentra a atmosfera sem controle e coloca vidas em risco.

Um exemplo recente ocorreu com um Airbus A340 da Lan Chile, voando entre Santiago (Chile) e Auckland (Nova Zelândia), no início de 2007, quando pedaços de um satélite russo passaram perigosamente perto do avião antes de caírem no Oceano Pacífico.

Por sorte, há apenas um caso documentado de pessoa atingida por lixo espacial: uma mulher americana, de Oklahoma, foi atingida no ombro por um pedaço do tanque de combustível de um foguete Delta II (ela sobreviveu).

Pelo perigo - presente e futuro - dessa situação, várias nações do mundo têm discutido a questão do lixo espacial, para que métodos e limites sejam criados e obedecidos por todos, limitando assim a proliferação de lixo espacial "novo".

Os dejetos que já estão em órbita, contudo, além de serem monitorados (especialmente pela Agência Espacial Européia, pela NASA e pela Força Aérea Norte-Americana) têm inspirado a criação de soluções inovadoras para a "limpeza" da órbita terrestre. Alguns métodos propostos são (veja a figura ao lado - clique para ampliar):

1. Aerogel - painéis enormes de um material semelhante ao poliestireno seriam colocados em órbita; eles receberiam os impactos e acumulariam os detritos e, quando "carregados" o suficiente, seriam trazidos de volta à Terra, sendo destruídos na reentrada.

2. Lasers - uma solução teórica (mas não viável, atualmente) seria a colocação de canhões laser em órbita, que poderiam atirar nos detritos e fazê-los modificar suas órbitas (modificando-as para que reentrassem na atmosfera).

3. Coletor orbital - engenheiros da Universidade do Arizona propõem que seja construída uma espécie de nave não-tripulada, guiada por radares e câmeras, e equipada com braços robóticos para coletar os detritos e destruí-los.

4. Redes - Um sistema chamado "GRASP" (de 'grapple, retrieve, and secure payload') usaria uma grande rede conectada a cones infláveis para agarrar detritos. Segundo uma empresa que está testando o sistema, uma frota de micro-satélites equipados com GRASP poderiam voar ao encontro de nuvens de detritos, aprisionando-os antes que causem mais danos.

5. Espuma - segundo a NASA, um painel maciço de espuma porosa poderia ser colocado no caminho em que dejetos passarão - e esses dejetos diminuirão de velocidade ao atravessa a espuma, que faria com que eles reentrassem na atmosfera e fossem destruídos.

6. Condutores - cabos condutores de cobre ou outros materiais condutores poderiam ser instalados em satélites antigos e, uma vez estendidos, eles reagiriam com o campo eletromagnético da Terra e se tornariam uma espécie de âncora supercondutora, que diminuiria a velocidade orbital do satélite e faria com que se precipitasse no inferno da reentrada.

De qualquer maneira, esses são planos teóricos para o futuro. Atualmente só nos resta não aumentar a quantidade de lixo orbital - e desviar dos pedaços quando possível.

Neste outro POST nós mostramos um aplicativo da NASA para que você possa rastrear satélites (ativos ou inativos), mas ele não mostra o lixo espacial.

Se você tiver o Google Earth instalado no seu computador e quiser ver toda a camada de lixo espacial na órbita terrestre, há um aplicativo grátis interessante: o Space Junk Catalog (para baixar o arquivo tipo KMZ, use este LINK), desenvolvido por Saso Sedlacek.


Essa imagem acima é do Google Earth usando o layer do Space Junk Catalog.

Eu testei, e é legal... Usando o Google Earth, que é fácil de manusear, você vê o lixo espacial em órbita, e acessa informações clicando nos objetos.

Referências: wikipedia, universe today, universidade do colorado, wired, new york times,


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Terça-feira, 16 de Setembro de 2008

Planeta orbitando uma estrela semelhante ao Sol - a primeira imagem

Astrônomos conseguiram obter uma fotografia do que poderá ser confirmado como o primeiro planeta orbitando uma estrela semelhante ao Sol.

Se confirmada, essa descoberta poderá mudar todas as estimativas sobre quão longe planetas podem estar em relação às 'suas' estrelas.

O planeta em questão tem 8 vezes a massa de Júpiter e aparece perto de umaestrela jovem, que possui um pouco menos massa que o Sol. Ambos objetos estão a cerca de 500 anos-luz da Terra.



Até agora mais de 300 planetas foram encontrados orbitando estrelas distantes - a maioria foi descoberta através da observação de pequenas modificações nas posições de suas estrelas (modificação na posição de uma estrela sugerem que a gravidade de um corpo celeste próximo está atuando, 'empurrando' a estrela).

Mas a obtenção de uma fotografia desses planetas nunca pôde ser obtida, pois eles tendem a estar próximos das suas estrelas, e o forte brilho dessas estrelas impede que o brilho (muito mais fraco) desses planetas seja observável.

Para contornar esse problema, pesquisadores resolveram centrar observações em estrelas jovens - pois estrelas jovens podem estar acompanhadas de planetas jovens, que retêm calor desde o momento da sua formação e são, portanto, mais brilhantes enquanto jovens do que mais tarde em suas vidas.

Em uma pesquisa de mais de 85 estrelas usando o telescópio Gemini North, no Hawaii, os astrônomos encontraram esse planeta potencial, que tem 8 vezes a massa de Júpiter, é 10 vezes mais quente e cerca 30.000 vezes mais brilhante (que Júpiter) e está próximo a uma estrela chamada 1RXS J160929.1-210524.

Essa estrela tem cerca de 85% da massa do Sol, mas apenas 0,1% da sua idade - cerca de 5 milhões de anos.

Esse planeta orbita a estrela a uma distância de 330 Unidades Astronômicas (UA - sendo que 1 UA equivale à distância entre a Terra e o Sol). Como comparação, o planeta mais distante no nosso sistema solar, Netuno, orbita a apenas 30 UA do Sol.

Essa distância é tão grande que contradiz os modelos atuais de formação de planetas, que sugerem que esses corpos são formados à partir de discos de gás e poeira que resultam da formação das estrelas: até agora, pensava-se que esses discos conteriam muito pouco material, em distâncias tão grandes, para formar planetas.

Por isso, os pesquisadores se dedicarão a verificar se o objeto em questão é mesmo um planeta, ou se trata-se de uma anã marrom (estrela pequena, com pelo menos 13 vezes a massa de Júpiter).

Via newscientist.

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Ovos



Uvas suculentas? Não exatamente...

Essa foto retrata ovos de Tectocoris diophthalmus, um besouro que costuma aparecer nas plantas do tipo hibiscus.

Veja mais neste LINK - há uma bela (e diferente...) sequência de imagens de ovos de insetos.

Via presurfer.

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Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

Hubble encontra objeto misterioso

Aqui você não vê, e aqui você vê...

Como era de se esperar, ainda não encontramos todos os objetos que existem no universo... e por isso às vezes aparecem novidades, como agora: astrônomos do "Supernova Cosmology Project" reportaram - em um trabalho que será publicado no Astrophysical Journal - que foi encontrado um novo objeto astronômico, e eles não fazem idéia do que seja.

O "Projeto Supernova" usa o Telescópio Espacial Hubble para monitorar galáxias distantes, procurando por supernovas, e o evento em questão ocorreu em 21 de fevereiro de 2006, quando o Hubble foi apontado para um aglomerado de galáxias chamado CL 1432.5+3332.8 - e notaram que algo se iluminou.

O que quer que tenha sido, permaneceu emitindo luz por 100 dias, e depois foi enfraquecendo e desapareceu, também em cerca de 100 dias.

Esse objeto não se comportou como um estrela ou como qualquer espécie conhecida de supernova... De qualquer forma, esse objeto - que não estava em nenhuma galáxia observável - provavelmente é um tipo desconhecido de supernova. Mas ninguém tem certeza.

O trabalho dos pesquisadores do Supernova Cosmology Project está neste LINK (é um pdf).

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Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008

10 coisas sobre o Large Hadron Collider que você (provavelmente) não sabe...

1. Bom, em primeiro lugar, por que ele é chamado de Large Hadron Collider?

Essa é fácil: o Large Hadron Collider (Grande Colisor de Hadrons, em português) é realmente grande. Ele é um enorme túnel circular com circunferência de 27km, enterrado no solo a 100m de profundidade....

Quanto ao termo 'Hadron': em física de partículas, hadron é uma família de partículas subatômicas, que compreende os prótons e os nêutrons, entre outras partículas.

Finalmente, o termo 'Collider' (ou 'Colisor') vem do fato de que o LHC acelera feixes de prótons em direções opostas, e os faz colidir - e assim obter informações sobre o resultado dessas colisões.

2. Por que ele está enterrado?

A proteção conferida pela terra e pelas rochas sob as quais o LHC está enterrado é importante para que a radiação natural não influa nos detetores dos equipamentos do LHC.

E, claro, tem o fato de que o LHC usa o túnel que havia sido escavado originalmente para um outro colisor, cujo projeto foi abandonado em 2000 (ele se chamava Large Electron Positron Collider).

3. A Lua influi no LHC.

Essa é boa. Assim como a lua causa as marés, a crosta terrestre também sofre influência da Lua. Quando a Lua está cheia, a crosta terrestre efetivamente levanta cerca de 25cm...

Esse movimento natural da crosta terrestre faz com que a circunferência do LHC varie 1mm - mas isso é o suficiente para que os pesquisadores tenham que levar em conta essa variação durante os experimentos.

4. O LHC é um lugar REALMENTE frio.

O LHC também é o maior sistema de refrigeração do mundo, que mantém temperaturas inferiores a 1.9 K (-271.3°C).

Para manter os equipamentos supercondutores funcionando, o LHC precisa manter essas temperaturas extremamente baixas (ou a supercondutividade não acontece). Para isso, são utilizadas 10.000 toneladas de nitrogênio líquido (o que faz a temperatura dos ímãs atingir -193.2°C), e em seguida são adicionadas 90 toneladas de hélio líquido, e daí a temperatura cai mais ainda, e chega aos desejados -271.3°C.

5. O que é o CERN, afinal?

Em 1952, onze nações européias criaram um conselho para pesquisas nucleares, chamado 'Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire' (em francês) - o que gerou o acrônimo CERN.

Dois anos depois ele foi renomeado para 'Organisation Européenne pour la Recherche Nucléaire', ou Organização Européia para Pesquisas Nucleares - mas ninguém gostou das iniciais 'OERN', então permaneceram usando CERN, mesmo com o novo nome...

6. Quanto custou e quem pagou?

O LHC custou cerca de 5.5 bilhões de dólares, pagos pelas nações que fazem parte do Conselho Europeu para Pesquisas Nucleares - e por outras nações participantes, como os Estados Unidos, que contribuíram com 531 milhões de dólares.

O Brasil tem pesquisadores trabalhando no LHC, mas não contribuiu financeiramente para sua construção.

7. Quanto energia é necessária para operar o LHC?

São necessários 120 MW - aproximadamente o necessário para ligar 1.200.000 lâmpadas. O gasto anual de energia do LHC (estimado) é de 26.8 milhões de dólares.

8. Em termos de quantidade de dados, o que se espera obter do LHC?

Os experimentos do LHC necessitam que cerca de 150 milhões de seus sensores enviem dados 40 milhões de vezes por segundo. O fluxo de dados é de 700 megabytes por segundo, ou cerca de 15 petabytes por ano. Se fossem estocar esses dados em CDs, a pilha formada a cada ano seria de 20km de altura...

Para lidar com essa quantidade de dados, o CERN construiu uma espécie de internet privada, que conecta cerca de 80.000 computadores para análise dos dados.

9. A dúvida de muita gente: o LHC vai criar destruir o mundo?

Pessoas têm falado sobre as mais variadas formas de destruição pelo mundo através do LHC: micro buracos negros, strangelets, monopólos magnéticos e bolhas de vácuo (ou falso vácuo):

Micro buracos negros: basicamente, buraco negro é uma região do espaço em que a gravidade é tão forte que nada, nem mesmo a luz, consegue escapar - e são criados quando estrelas realmente grandes se consomem (o Sol não é considerado uma estrela grande... para a criação de um buraco negro seriam necessários pelo menos 10 sóis).

A possibilidade de que o LHC crie micro buracos negros é remota. E mesmo que fosse criados, seriam evaporados entre 10 e 42 segundos após surgirem. Esses micro buracos negros hipotéticos teriam entre 10 e 35 metros de diâmetro, e muito pouca massa (mesmo que tivessem a massa do Monte Everest, continuariam tendo esse tamanho pequeno). Eles teriam dificuldade de "engolir" um único próton, então nem se fala quanto a engolir o planeta...

Strangelets: Como você deve ter visto no link para a wikipedia, acima, são pequenos fragmentos de 'matéria estranha'. Eles tornariam qualquer coisa que os toque em strangelets também... Parece coisa de ficção, mas não é. O ponto é que ninguém nunca viu um strangelet - ele é uma partícula hipotética.

Monopólos magnéticos: são partículas hipotéticas com carga magnética única, com apenas um pólo (daí o nome) positivo ou negativo, mas nunca os dois. Essas partículas teriam a capacidade de destruir prótons... Apesar de serem buscados há muito tempo, nenhum físico conseguiu encontrá-los - provavelmente porque têm massa tremendamente grande, e daí nunca puderam ser produzidos em experimentos.

Bolha de vácuo: é uma teoria interessante da física quântica que propõe que tudo no universo está fora da configuração mais estável possível, e daí que perturbações causadas pelo LHC poderiam nos 'empurrar' para um estado mais estável - fazendo com que tudo o que conhecemos seja modificado e, claro, que todos sejamos mortos. O ponto é que a mesma teoria que propõe a possível existência dessa 'bolha de vácuo' explica que qualquer aumento no tamanho da bolha iria diminuir proporcionalmente sua energia potencial...

Seja como for, se qualquer um desses eventos fosse ocorrer, ele já teria ocorrido naturalmente, por ação da radiação cósmica...

10. Posso dar uma mãozinha aos caras do LHC?

Pode! O projeto LHC@home utiliza qualquer computador do mundo para auxiliar na análise dos dados coletados pelo LHC. Enquanto você não estiver usando a capacidade de processamento do seu computador, um sistema do CERN passa a utilizá-lo para processar os dados deles. Ou seja, você ajuda cedendo a capacidade ociosa do seu computador... Se você quiser entrar nesse projeto, dê uma olhada neste LINK.

Via neatorama, newscientist, CERN.

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Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008

Marte e Vênus


Hoje à noite, dê uma olhada para o céu na direção oeste (para os distraídos, é a direção onde o Sol se põe), logo após o pôr-do-sol.

Você vai ver o planeta Vênus, que é grande e brilhante, perto de um ponto menor, vermelho. Esse é Marte. Para quem nunca "olhou" para Marte, talvez seja uma boa oportunidade...

É possível ver a olho nu, mas se você tiver um binóculo ou uma luneta vai ser mais legal - vai parecer que Marte está orbitando Vênus.

E depois conte aqui se conseguiu ver...


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O buraco negro do Large Hadron Collider

Veja imagens dessas câmeras de segurança no CERN, que mostram o nascimento do buraco negro criado pelos testes de ontem.

Clique na imagem abaixo para acessar. E se a imagem estiver escura, clique na frase "webcam offline - click to reset" para atualizar a imagem.


Nada disso aconteceu e nem vai acontecer.
É uma piada, claro... O LHC é seguro (ou quase...).




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Quarta-feira, 10 de Setembro de 2008

Eu sobrevivi ao LHC!!!


Heheh... já há camisetas sendo vendidas nos Estados Unidos com os dizeres:

"Eu sobrevivi ao Large Hadron Collider. Hooray! Nada de buracos negros! Viva a ciência!"

Será que nenhum fabricante de camisetas aqui teve alguma idéia parecida?

Se você estiver afim de comprar uma, neste LINK estão vendendo (por US$ 9,95).

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A primeira imagem gerada pelo experimento de hoje no LHC


Continuando com o nosso "LHC day", vai aqui a primeira imagem produzida pelo experimento de hoje.


Como vocês sabem, hoje não houve colisão entre partículas: estava prevista apenas a circulação, nos dois sentidos, de feixes de prótons (cada um circulando sozinho, desta vez) para testar o equipamento e iniciar a operação de forma segura.

Essa imagem representa o momento em que alguns dos primeiros prótons acelerados colidiram e foram absorvidos por um equipamento de medição dentro do LHC (a colisão ocorreu em velocidade próxima à da luz).

No momento dessa colisão dos primeiros prótons com o equipamento de medição (colimador), foi produzida a "chuva" de detritos gravada nessa imagem.

Veja esse vídeo produzido minutos atrás:



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Terça-feira, 9 de Setembro de 2008

Large Hadron Collider: ao vivo

Encerrada a transmissão ao vivo às 13:00h (horário brasileiro)





Assista ao vivo o primeiro teste no Large Hadron Collider. Clique no botão play, acima à esquerda.

Devido ao alto volume de tráfego previsto para hoje, é provável que os servidores do CERN fiquem lentos... Por isso, se as imagens demorarem para carregar, não desista.

Update: Os servidores do CERN estão literalmente entupidos desde as 3:30h da manhã... As imagens da sala de controle Atlas, por outro lado, estão sendo transmitidas e atualizadas a cada dois minutos. Para acessar a mais recente, clique na imagem abaixo (abre em outra janela).


Update 2: São 5:15h e os servidores continuam fora do ar pelo excesso de visitas.

Update 3: A transmissão foi normalizada...

Alternativamente você pode acompanhar (em inglês) o que está acontecendo no LHC através da transmissão da BBC Radio 4 - usando Real Player ou Windows Media Player, simplesmente digite o endereço da rádio no sintonizador: http://www.bbc.co.uk/radio4/

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Conhecendo o LHC

Assista a esses vídeos sobre a "estréia" do Large Hadron Collider. Valem a pena.








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Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

Furacões vistos do espaço




Imagens fenomenais de furacões observados de cima, em imagens captadas por satélites e astronautas.

Clique para ampliar. Estas três imagens fazem parte de um conjunto de maior, que você encontra neste LINK.

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O satélite militar do Google

Aqui vai mais um prego no caixão da nossa privacidade...

Foi lançado no sábado o satélite GeoEye-1, que é o satélite comercial de mais alta resolução orbitando o planeta até o momento. Na verdade ele não é um satélite comercial qualquer: ele é inteiramente controlado pela Agência de Inteligência Geoespacial do Departamento de Defesa dos EUA. E por dois caras chamados Larry e Sergei.

Como parte do programa NextView da Agência, o GeoEye-1 – que é do tamanho de uma picape – foi lançado no sábado em um foguete Delta II 7326, a partir da Base Aérea de Vandenberg, na Califórnia. Horas mais tarde, a estação terrestre do GeoEye na Noruega confirmou que o foguete deixou a carga exatamente no objetivo. O satélite estava vivo e operante, orbitando a 680 km acima da Terra.

Construído pela General Dynamics, o GeoEye-1 é equipado com uma câmera de próxima geração feita pela ITT. Esta câmera pode facilmente distinguir objetos com 40cm de comprimento com 11 bits por cor de pixel. Em outras palavras, esta coisa pode enxergar a cor da sua bermuda.

Obviamente, não há nada de novidade nesta notícia até você notar o gigantesco logo do Google no foguete, indicando que Sergei e Larry detêm os direitos exclusivos das imagens do GeoEye-1.

Isso mesmo, nenhuma outra empresa terá acesso a estas informações, só o Google. E elas estarão lá, disponíveis para o público no Google Maps e no Google Earth.

Via gizmodo/br, cnet

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Terceiro braço


Precisando de uma "mãozinha"? Essa mão artificial, que pode ser acoplada ao seu braço direito, tem movimentos independentes (ativados pelos músculos abdominais e das pernas) e até mesmo um sistema rudimentar que imita o sentido de tato. Ela não é desenhada para substituir um membro faltante (como uma prótese), mas sim para ser utilizada como um membro extra.

Se esse conceito for alterado para funcionar com ondas cerebrais, no futuro, eu tenho a impressão de que vários empregadores ficarão felizes... Imagine só se cada funcionário ganhar uma mão extra - a produtividade aumenta drasticamente. Pensando bem, já não estou gostando desse equipamento...

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Quinta-feira, 4 de Setembro de 2008

Esse navio NÃO está afundando...


Esse navio se chama FLIP (Floating Instrument Platform), e tem a notável característica de se encher parcialmente de água - e com isso afundar toda a parte traseira e inclinar-se 90 graus para cima. Veja uma animação da "virada", AQUI.

Ele é usado como plataforma de pesquisas oceanográficas sobre altura de ondas, sinais acústicos, temperatura das águas e coleta de dados meteorológicos.

O FLIP tem 108 metros de comprimento (17 metros, ou cerca de 5 andares, quando ele está "em pé") e 700 toneladas de deslocamento.

Esse navio não tem motores - para evitar interferências acústicas durante as pesquisas - então ele tem que ser rebocado até a área onde as pesquisas serão feitas, daí pode ser ancorado ou deixado à deriva.

Esse navio é operado por cinco tripulantes, e pode acomodar até onze cientistas em suas instalações: banheiros e mesas da cozinha, por exemplo, são duplicados - além de instalados no chão, como normalmente, são instaladas "cópias" nas paredes também (para que possam ser utilizados enquanto o navio está "em pé"). Outras partes das instalações são feitas de forma a girar junto com o navio.

Curiosamente, a "virada" é feita com todos os tripulantes e cientistas a bordo do navio: enquanto ele começa a virar, gradualmente o chão vai se tornando uma parede, e as paredes se transformam no chão...

Ele foi construído em 1962 (e modernizado em 1995) para o Laboratório de Física Marinha do Instituto de Oceanografia Scripps da Universidade da California.



Fontes: ucsd, wikipedia

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Terça-feira, 2 de Setembro de 2008

Rastreando satélites


A NASA disponibiliza um aplicativo em Java para que qualquer pessoa possa rastrear todos os satélites que estão em órbita da Terra, chamado J-Track 3D.

É extremamente interessante, porque além de ser possível visualizar a "nuvem" de satélites ao redor da Terra (se movimentando em tempo real!), você pode selecionar qualquer satélite específico e obter informações sobre a órbita dele, assim como outros dados relacionados.

Por exemplo, clicando no Brasilsat B4, você fica sabendo em uma janela pop-up que ele é um satélite brasileiro de comunicações, lançado por um foguete Ariane 44P, à partir da Base de Kourou, na Guiana Francesa, às 23:16h do dia 17/08/2000, etc.

Para acessar, entre neste LINK ou clique na imagem. Uma página da NASA abrirá, e em seguida uma janela menor trará o JTrack. À partir daí você escolhe no menu o que quer fazer (dar zoom, escolher satélites pela lista, etc) ou pode clicar direto nos satélites ao redor da Terra (você pode também clicar no planeta, e mudar a posição de observação).

Enfim, dê uma olhada. É interessante.

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Helicópteros que aprendem sozinhos

Pesquisadores da Universidade de Stanford desenvolveram um sistema de inteligência artificial que permite que helicópteros robotizados aprendam a fazer manobras de vôo apenas assistindo outros helicópteros demonstrando essas manobras.

O sistema de inteligência artificial usado nesses helicópteros "aprendeu" a voar e fazer manobras à partir da observação de um helicóptero de controle remoto pilotado por um expert. À partir do momento em que eles aprendem, eles desenvolvem suas próprias manobras.

A utilidade prática dessa técnica poderá ser a utilização de helicópteros autônomos para busca de minas terrestres, ou para monitoração de incêndios florestais, por exemplo.

Na foto acima você vê os helicópteros utilizados e a equipe de pesquisadores de Stanford.

Via stanford news service.

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Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008

Por que não conseguimos beber água como os cachorros?

Heheh... essa é uma dúvida realmente cruel.

Veja as imagens e entenda por que eles conseguem, e nós não.



Via xpock.

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Tribunal rejeita ação contra o Large Hadron Collider

Na manhã da sexta-feira passada (29/08), foi rejeitada pela Corte Européia de Direitos Humanos uma ação proposta por críticos do Large Hadron Collider (LHC) contra 20 países que contribuem financeiramente para o projeto, que visava impedir o funcionamento do LHC no dia 10 de setembro.

O equipamento, sobre o qual já falamos neste POST anterior, vai replicar as condições que existiram no momento imediatamente anterior ao Big Bang (frações de segundo antes) - e assim ajudar os pesquisadores a desvendar segredos que envolvem o nascimento do universo.

Mas ele poderia criar um mini-buraco negro que destruiria a Terra, segundo os oponentes do LHC.

Além dos cientistas do CERN (Centro Europeu de Pesquisas Nucleares), que classificaram de absurda essa afirmação, os juízes da Corte Européia de Direitos Humanos consideram que é segura a operação do LHC, e que não há estudo que demonstre os riscos de criação de buracos negros por experiências desse tipo.

Mas você deve estar se perguntando "por que Corte de Direitos Humanos", certo?

Bom, na falta de embasamento mais sólido, a ação havia sido impetrada para "garantir o direito à vida" dos habitantes do nosso planeta, através do cancelamento das experiências.

Na visão desses críticos, algo mais ou menos assim aconteceria (clique para assistir):





Um dos mais ativos oponentes do LHC (e um dos signatários da ação judicial que não foi acolhida), professor Otto Rössler, da Universidade Eberhard Karls, em Tübingen (Alemanha), afirmou que "o CERN admitiu que mini-buracos negros poderão ser criados quando as partículas colidirem, mas eles não consideram isso um risco."

O professor Rössler também publicou um manifesto (amalucado, na minha opinião) chamado "Um dilema racional, moral e espiritual" (A Rational, Moral and Spiritual Dilemma), atacando as futuras experiências envolvendo o LHC. Você pode acessar esse documento neste LINK (pdf, em inglês).

Agora a primeira experiência do LHC deve prosseguir sem percalços...

Anote na agenda, então: no dia 10 de setembro o CERN vai transmitir a entrada em operação do LHC, e nós retransmitiremos as imagens aqui no zootrópole ao longo de todo o dia.

Via telegraph, newscientist.


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Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

Colisão de galáxias revela separação entre matéria escura e matéria 'normal'

Uma colisão gigantesca entre dois aglomerados de galáxias revelou o que parece ser uma separação entre a matéria 'normal' e a matéria escura. Os resultados corroboram uma observação feita durante uma outra separação parecida com essa que ocorreu no Aglomerado de Bullet (Bullet Cluster) e aumentou a compreensão sobre como a matéria escura interage com outras matérias e com ela mesma.

A matéria escura é uma matéria misteriosa que exerce força gravitacional em outras matérias, e que foi proposta inicialmente para explicar como se manteriam "unidas" as galáxias em rotação, como a Via Lactea. Observações sugerem que a quantidade de matéria escura no universo é seis vezes superior à quantidade da matéria normal - aquela que nós vemos e sentimos.

Mas ninguém sabe do que ela é feita - e usualmente a matéria escura está tão bem misturada à matéria normal que é impossível estudá-la individualmente.

Agora, nuvens isoladas de matéria escura têm sido observadas graças à colisão de duas enormes galáxias, ocorrida a 5,7 bilhões de anos-luz da Terra.

Coletivamente chamados de MACS J0025, os aglomerados colidiram de frente a milhões de quilometros por hora.

Observações com o Telescópio Espacial Hubble demonstraram que o MACS J0025 agiu como uma lente gravitacional, distorcendo a luz proveniente das galáxias que ficam atrás - e isso permitiu aos cientistas determinar a localização da matéria escura desse aglomerado (que transpôs sem impedimento a zona da colisão, enquanto os gases - presentes no aglomerado - foram freados).

Os pesquisadores acreditam que a separação ocorreu porque a matéria escura não sofre o arrasto ao que os gases se submetem, que é causado pela força eletromagnética entre os átomos.

Como a matéria escura não sofre interferência de forças eletromagnéticas, e parece interagir apenas através de força gravitacional, ela se separou dos gases e do resto da matéria presente na zona de colisão.

Via newscientist, NASA.

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Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008

Quebrando a barreira do som

Dois vídeos mostrando caças Tomcat F14 quebrando a barreira do som.

Veja que imagens interessantes aparecem quando as ondas de pressão começam, no momento em que a velocidade do som é superada...





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Ondas nas nuvens


Já ouviu falar em "nuvens de gravidade"? Você já deve ter visto, mesmo sem ter prestado atenção nesse fenômeno curioso, causado pela relação entre a gravidade da Terra e a dinâmica da atmosfera.

Clique para ver esse filme em time-lapse, no qual dá para ver perfeitamente as ondas nas nuvens.



Para quem tiver curiosidade de saber como funciona: em resumo, ondas de gravidade são ondas formadas em um meio fluido (como a atmosfera ou o mar) que sofra a interferência de uma força equalizadora (a gravidade, no caso).

Fotografia de satélite de uma série de ondas de gravidade.

Quando uma determinada quantidade desse meio fluido (no caso, da atmosfera) é forçada a entrar em uma região com densidade diferente, a gravidade age equilibrando essa massa deslocada, resultando em oscilação. Ondas de gravidade possuem frequência de 1 Hz a 0.033 Hz (entre 1 e 30 segundos).

Ah, e ondas de gravidade não têm nada a ver com "ondas gravitacionais"... mas vamos deixar isso para outro post.

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Terça-feira, 26 de Agosto de 2008

O hexágono de Saturno

Saturno é conhecido como o planeta dos anéis, mas muita gente não sabe que ele tem um hexágono no pólo norte...

Uma forma de colméia, com seis lados, com o tamanho de quatro planetas Terra, fica circulando no pólo norte de Saturno, e ninguém sabe exatamente por que.

As sondas Voyager 1 e 2 já haviam fotografado essa forma há mais de duas décadas, e a sonda Cassini capturou essas imagens que demonstram que esse fenômeno continua ocorrendo.

Imagem do hexágono de Saturno captada pela sonda Cassini.

"Essa é uma forma muito estranha, pela precisão geométrica dos seis lados retos e praticamente iguais," disse Kevin Baines, pesquisador do Laboratório de Propulsão a Jato (Jet Propulsion Laboratory), da NASA. "Nós nunca vimos nada assim em nenhum outro planeta. Na verdade, a atmosfera densa de Saturno é o último lugar em que você espera encontrar uma figura geométrica de seis lados, e mesmo assim ela está lá."

O hexágono é similar ao vórtice polar da Terra, onde existem ventos circulando a região polar. Só que em Saturno esse vórtice é hexagonal, ao invés de circular.

"É fenomenal ver as diferenças entre os pólos norte e sul de Saturno." afirmou o pesquisador Bob Brown, da Universidade do Arizona, em Tucson. "No pólo sul temos o que parece ser um furacão com um 'olho' gigante, e no pólo norte essa figura geométrica."

Veja à direita uma imagem do furacão no pólo sul de Saturno. O "olho do furacão" tem 2/3 do tamanho da Terra.

Aparentemente o hexágono manteve sua posição fixa em relação à velocidade e ao eixo de rotação de Saturno desde que foi avistado pela primeira vez pela sonda Voyager, 26 anos atrás.

O hexágono de Saturno permanece sem explicação.

Abaixo, veja mais imagens. Clique para iniciar.



Via NASA, JPL, newscientist.

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NASA estaria escondendo a vida em Marte?


Um proeminente astrobiólogo afirmou nesta semana que a NASA tem evidências de vida microbiana contemporânea em Marte, e que a divulgação dessa notícia foi freada por motivos políticos.

Em notícias circulando na Ásia - mas largamente ignoradas no Ocidente - Chandra Wickramasinghe, um respeitado astrobiólogo da Universidade de Cardiff, que também é um defensor da Teoria da Panspermia (segundo a qual elementos essenciais ao desenvolvimento da vida estariam presentes em várias partes do Universo, e que a Terra poderia ter desenvolvido vida ao receber esses elementos vindos do espaço), disse:

"A descoberta de água líquida em Marte, combinada com a descoberta anterior de substâncias orgânicas em um meteorito que veio do Planeta Vermelho, além da descoberta de gás metano na atmosfera marciana - tudo aponta para a existência de vida (contemporânea) - em Marte."

Wickramasinghe, que acredita que a primeira prova de vida microbiana em Marte foi obtida pela sonda Viking em 1976, atribui o segredo com que a NASA trata a questão da vida em Marte a "considerações políticas e sociológicas" que nada têm a ver com ciência: se a NASA admitir que já sabe (e já sabia) da existência da vida em Marte, não haveria mais necessidade de gastar as elevadas somas de dinheiro envolvidas nas missões a Marte - além disso, ao admitir que há vida, a recuperação de amostras de micróbios colhidos em Marte poderia ser impedida por temores de que algum vírus mortal possa ser trazido à Terra.

Eu concordo que a NASA pode esconder - e eventualmente esconde - informações. Mas nessa época de corte de despesas eu acho que o anúncio de vida em Marte seria a maior e mais legítima desculpa para que eles conseguissem verbas gigantescas.

Ou seja, independentemente de saberem ou não sobre a existência de vida microbiana em Marte, acho pouco crível que eles deixem de divulgar a notícia pelos motivos alegados por esse cientista.

E você, o que acha?

Via estimate of the situation, ndtv.

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Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008

747 atingido por um raio



Esse 747 foi atingido por um raio logo após a decolagem. Dá para ver perfeitamente o impacto e a bola esverdeada que o raio causou.

Como já dissemos neste Post anterior, não acontece nada ao avião (nem aos passageiros) em casos assim.



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Berçário de estrelas: Cassiopeia


Fenomenal, não? Clique para ampliar.

Essa é a imagem do berçário de estrelas localizado na região W5 da constelação de Cassiopeia (ou Cassiopéia, ou Cassiopeiae, como preferir...).

Foi divulgada no final de semana para celebrar o quinto aniversário de operação do Telescópio Espacial Spitzer.


Post relacionado:
  • Stellarium - software de planetário, neste LINK.

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Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008

Ilusão: faça sua visão ficar gelatinosa


Essa ilusão faz com que sua visão fique meio gelatinosa, ou como se tudo o que você olhasse estivesse embaixo d'água.

Ela tem que estar em movimento - não funciona assim, estática: você precisa vê-la se mover.

Para isso, clique na figura para acessá-la, depois clique para iniciar, e olhe para o centro da figura em movimento por 20 segundos - e daí olhe ao redor.

É muito interessante (mas talvez isso não seja uma boa coisa para quem é epilético... então, se você for, está avisado).

Posts relacionados:


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Relâmpagos da atmosfera superior


Relâmpagos da Atmosfera Superior, ou Fenômenos Luminosos Efêmeros, como são mais conhecidos atualmente, são fenômenos luminosos que ocorrem nas partes mais altas da atmosfera.

Esses fenômenos, que começaram a ser estudados na década de 1990, ainda são largamente desconhecidos.

Na figura acima (clique para ampliar) estão mostrados os diversos tipos de FLE, e abaixo você pode ver alguns em movimento, em imagens captadas por telescópios, aviões e satélites.



Via newscientist.

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Gordura que queima gordura

Em verde, células com PRDM16 inativo; em vermelho, proteína muscular;
todos os núcleos, incluindo os das células de gordura marrom, são azuis.

E se a gordura fizesse você perder peso?

É isso que sugere uma pesquisa sobre um tipo pouco conhecido de tecido adiposo, conhecido como gordura marrom. Apesar de ser comum pensarmos que a gordura - além da quantidade necessária para acumular alguma energia e para isolamento térmico - é inequivocamente ruim, existem dois tipos diferentes: a gordura branca e a gordura marrom.

A gordura branca é aquela tradicionalmente conhecida por todos que fazem dieta. A marrom é bem diferente. Ela é cheia de mitocôndrias - as máquinas produtoras de energia do organismo - e ela queima calorias para produzir calor.

Ela é abundante em bebês, mas apenas traços dessa gordura são encontrados em adultos. Mas com uma pequena alteração genética cientistas demonstraram que células destinadas a se transformar em músculos têm potencial para se transformar em gordura marrom.

Se essa descoberta - atualmente observada em ratos - for aplicável a humanos, isso pode nos dar uma nova forma de permanecermos magros e prevenir diabetes.

Pesquisadores da Harvard Medical School observaram que algumas células precursoras de músculos evoluíram para formar células de gordura marrom. E essa transformação parou quando eles desativaram o gene PRDM16, o que sugeriu que esse gene teria um papel crítico na formação da gordura marrom. Quando outro time de pesquisadores da mesma instituição desativaram outro gene, o BMP7, os ratos novamente pararam de desenvolver gordura marrom.

Pesquisas anteriores demonstraram que adicionando o gene PRDM16 à gordura branca ela se torna marrom. Adicinar esses "gatilhos genéticos" à gordura removida em lipoaspirações ou às células precursoras de músculos poderia prover um suprimento de gordura marrom que - uma vez reimplantada no corpo - poderia rapidamente queimar excesso de calorias.

Acerca da possibilidade de que essa técnica possa comprometer a quantidade de músculos no corpo humano, os pesquisadores afirmam que as células precursoras de músculos têm a capacidade de se recompor - aquelas que são modificadas são rapidamente substituídas.

Os pesquisadores estão cautelosos, ainda. "Isso vai funcionar com uma colherada de gordura marrom, ou com uma enorme quantidade? Ainda não está claro. Mas estamos excitados", disse o pesquisador Bruce Spiegelman, biólogo da Harvard School of Medicine.

Via wired.

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Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008

Chernobyl


Na noite de 26 de abril de 1986, a equipe que estava trabalhando no reator número 4 da usina nuclear de Chernobyl recebeu um telefonema de Moscou ordenando que um teste fosse realizado. Para que o teste fosse feito, todos os dispositivos de segurança foram desligados - e a reação em cadeia que seguiu não pôde ser controlada.

A explosão do reator lançou uma quantidade enorme de material radioativo na atmosfera, mas a evacuação dos habitantes da região somente começou após 36 horas. Tempo suficiente para que o estrago fosse feito... Além disso, nenhum dos afetados pela radiação (inclusive os técnicos e bombeiros enviados para lidar com a explosão) recebeu compostos de iodo (evitam a absorção e ajudam a eliminar a radiação do organismo) por cerca de um mês.

Clicando nessa foto (que mostra o local onde a primeira bomba nuclear soviética foi detonada) você acessa o arquivo de fotos Nuclear Nightmares, que mostra os efeitos causados pela radiação nas pessoas daquela área.

Assim que o link abrir, clique em "next" para avançar nas fotos. Passando o cursor sobre as fotos, explicações sobre cada uma delas aparecem na parte de baixo.

Há imagens fortes, portanto clique se quiser...


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Terça-feira, 19 de Agosto de 2008

Fusão nuclear, feita por amadores


A produção de energia através da fusão nuclear pode estar nas mãos de amadores que constroem reatores caseiros, e não nas mãos de cientistas com enormes laboratórios (e verbas governamentais)...

A fusão nuclear, que é o processo de produção de energia que ocorre no Sol, por exemplo, consiste em aproximar dois átomos o suficiente para que eles se fundam. Esse processo, diferentemente da fissão nuclear (que ocorre em usinas nucleares, onde átomos são "quebrados" para geração de energia) não produz grande quantidade de dejetos radioativos. A fusão nuclear é considerada uma das formas mais limpas e ambientalmente conscientes de obtenção de energia.

Atualmente esses reatores caseiros de fusão nuclear ainda consomem mais energia do que produzem, mas demonstram que a tecnologia é viável. E há até um grupo organizado de "fusionistas" que congrega os entusiastas do assunto (cerca de cem pessoas já teriam construído esses reatores, ao redor do mundo). A página desse grupo, chamada Fusor, está neste LINK.

O desenho desses reatores caseiros se baseia largamente em um projeto de Philo T. Farnsworth (que foi um dos inventores da televisão). Esse reator foi chamado "fusor" (daí o nome do grupo e do site da comunidade).

O vídeo abaixo mostra um desses amadores, Richard Hull, com o seu reator. É o quarto reator que ele construiu desde 1997.



Existem diversos projetos e plantas para reatores desse tipo na internet, mas extremo cuidado é necessário ao operar um deles. Em primeiro lugar, eles geram raios-X, ainda que em pequena quantidade, e eles também necessitam de voltagens extremamente altas para operar: cerca de 10.000 volts (ou seja, há risco elevado de eletrocução, se você não souber o que está fazendo...).

Se você pretende fazer um, um dia, ótimo. Mas tome as devidas precauções quanto à segurança. E me mande um email, porque eu adoraria participar.

Via The Wall Street Journal, slashdot.

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Egiptologia online


As pirâmides, a esfinge, os grandes templos e a história sempre nos fascinaram. Em maior ou menor grau todos temos alguma curiosidade a respeito. E agora há uma bela fonte de informações disponível: o Egyptology Online.

Lá você encontra notícias, tutoriais, listas de livros recomendados e uma enorme quantidade de informações sobre o Egito. Dê uma olhada neste LINK (em inglês).

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Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008

Arte em ferrofluido - esculturas cinéticas

Uma artista japonesa, chamada Sachiko Kodama, usa ferrofluidos para criar esculturas cinéticas incríveis, usando campos magnéticos controlados por computador.

Ferrofluidos (veja na wikipédia) são é líquidos compostos por partículas ferromagnéticas suspensas em água ou solventes orgânicos, e que que são altamente reativos a campos magnéticos.

Clique nesses vídeos para assistir. Ambos valem a pena. É difícil crer que não são animações computadorizadas... mas não são.




Via todayandtomorrow.

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Eclipse do Yahoo - não subestime o poder do "hype"...



É bastante provável que você tenha lido ou escutado algo sobre o eclipse lunar artificial que o Yahoo faria no dia 16 de agosto (sábado passado). Vários sites trataram do assunto, chamando a atenção também para a empresa que faria essa proeza (afinal, criar um eclipse lunar artificial é uma proeza ou não?) - a Celestial Marketing.

Bom, ocorre que no sábado um eclipse parcial da Lua ocorreu... e não teve nada a ver com o Yahoo. Clique na figura acima para ver os dados da NASA para esse eclipse.

É interessante ver o hype bem elaborado que eles criaram... A empresa Celestial Marketing não existe - é 100% fake, como tudo a respeito dessa proeza.

Mas que foi interessante, foi. Tenho certeza de que, pelo menos por alguns momentos, muita gente deve ter ficado se perguntando "como é que ele fizeram isso?".



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Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008

O que acontece quando um raio atinge um avião?

Não acontece nada... Veja o filme abaixo.



A estrutura metálica do avião recebe a carga elétrica e a distribui de forma homogênea. Essa carga elétrica não penetra na estrutura, da mesma forma que não penetra em uma Gaiola de Faraday.



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Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008

Robô com cérebro de rato



O robô que você vê no filme acima não é controlado por microchips conectados a placas de circuitos, nem por qualquer outra forma tradicional: ele é controlado por neurônios de ratos.

Dessa forma, o "cérebro" do robô está nesse pote circular da foto, contendo um caldo cor-de-rosa de nutrientes e antibióticos, dentro do qual estão 300.000 neurônios de ratos - que continuam a fazer conexões e trocas de informação entre si, da mesma forma que fariam se estivessem dentro de um organismo vivo.

Esses neurônios estão conectados a um conjunto de 80 eletrodos, que monitoram a atividade elétrica e a troca de informação entre os neurônios, que podem ser acompanhadas na tela de um computador do laboratório da Reading University, na Inglaterra.

Para a criação do "cérebro", o córtex neural de um feto de rato é removido cirurgicamente, e através de aplicação de enzimas os neurônios são desconectados uns dos outros. Esses neurônios isolados são então depositados em uma "cama" de eletrodos, em um ambiente rico em nutrientes - e eles começam a se reconectar.

Uma vez reconectados, eles são mantidos vivos e protegidos, e são ligados ao robô e a uma fonte de ultra-som (que emite os sinais elétricos que excitam a comunicação neuronal - e assim informam os neurônios sobre os obstáculos ao redor do robô). Atualmente esse robô consegue evitar colisões com paredes em 80% das experiências.

Esses pesquisadores estão procurando controlar essas trocas de informação entre os neurônios e o robô como uma forma de obter maiores conhecimentos sobre como funcionam os cérebros, para que esses conhecimentos sejam aplicados no tratamento de doenças como Alzheimer, Parkinson e epilepsia.

E eles não são os únicos pesquisadores nesse campo: em Julho, em uma conferência em Reutlingen, Alemanha, times de pesquisa de todo o mundo apresentaram projetos de conexão de culturas de material cerebral com robôs e simuladores, que são chamados agora de "animats".

Via: newscientist

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Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

Chuva de meteoros

Hoje, 12 de agosto, é o dia com maior atividade da chuva de meteoros Perseidas. Esses meteoros, que são associados ao cometa Swift-Tuttle, são assim denominados devido ao ponto do céu de onde parecem vir, a constelação de Perseu, ou Perseus.

Esse evento ocorre anualmente, quando a órbita da Terra cruza um rastro de meteoros. Neste caso o rasto é denominado "nuvem Perseida" e estende-se ao longo da órbita do cometa Swift-Tuttle: essa nuvem, na verdade, é formada pelas partículas ejetadas pelo cometa durante a sua passagem perto do Sol. Apesar de estarmos atravessando os detritos deixados pelo cometa Swift-Tuttle, ele atualmente está extremamente distante da Terra, além da órbita de Urano.

Para visualizar os meteoros procure olhar para a constelação de Perseu, que começará a aparecer no céu desta noite à 01:00h da manhã na direção nordeste. Para facilitar, Perseu fica exatamente abaixo de uma constelação na forma de um triângulo, e abaixo e à esquerda das Plêiades.

Fonte: NASA

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Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008

Estrelas nascentes

Para comemorar a centésima-milésima (100.000) órbita do Telescópio Espacial Hubble em volta da Terra, o telescópio foi direcionado a um "berçário" estelar: a nebulosa de Tarântula, próxima ao grupo de estrelas NGC 2074 (à esquerda, em cima)., que é uma região com alta quantidade de estrelas nascentes (o que se deve, possivelmente, à antiga explosão de uma supernova).

Essa bela imagem comemorativa (clique para ampliar) foi tirada no dia 10 de agosto. Quanto às cores: tons de vermelho mostram emissões de átomos de enxofre; verde, de hidrogênio; azul, de oxigênio.

Fonte: NASA

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Ilusão auditiva

Essa é de quebrar a cabeça...

Clique para ouvir. Você vai escutar uma escala de sons. Assim que acabar, clique de novo. Você vai ouvir a escala em outro tom. Clicando novamente, ela muda outra vez.

Ou seja, a cada vez ela "parece" subir uma oitava - mas na verdade essa é uma ilusão auditiva chamada Escala de Shepard (veja sobre isso na wikipedia, neste LINK).

A cada vez que a escala é tocada e reiniciada ela "soa" diferente - mas lembre-se que você está dando "replay" no mesmo arquivo...



Via geeksaresexy.

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Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008

Sinestesia - saiba se você é sinestésico

Você ouve algo vendo os pontos se movimentando no filme abaixo?



Se ouve eles se mexendo, ou escuta os pontos emitindo qualquer tipo de som, você é sinestésico ou sinestésica, segundo uma pesquisa do California Institute of Technology.

Existem diversas formas de sinestesia, mas esse é um teste de sinestesia auditiva. Sinestesia auditiva é a capacidade que algumas pessoas têm de "escutar" movimentos que são percebidos somente pela visão - ou seja, essas pessoas têm percepções sensoriais cruzadas (no caso, percepções visuais e auditivas criadas por um estímulo visual).

Essa modalidade de sinestesia foi descoberta recentemente, e por acaso. Uma pessoa olhou para o descanso de tela do monitor da pesquisadora que criou essa imagem acima, chamada Melissa Saenz, e notou que o movimento que era visto na tela emitia um chiado - mas ninguém mais conseguia escutar esse chiado além dessa pessoa.

A pesquisadora, então, entendeu que essa poderia ser uma forma de sinestesia, e desenvolveu estudos e testes sobre o assunto, que você pode acessar AQUI.

Aparentemente, cada sinestésico ouve um som diferente quando vê essa figura se movendo. Foram descritos sons como "água correndo", "algo raspando", "assovio", etc.

Se você quiser tentar em um vídeo maior, uma versão AVI pode ser acessada neste LINK.

Eu não escuto nada vendo esses pontos se mexendo. Se alguém escutar, conte depois.


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Large Hadron Collider ao vivo


O CERN (Organização Européia para Pesquisas Nucleares) anunciou oficialmente, ontem, que a primeira tentativa para circular um feixe de partículas no LHC - Large Hadron Collider - que algumas pessoas tem chamado de "a máquina do fim do mundo", vai acontecer no dia 10 de setembro.

O comunicado à imprensa do CERN está neste LINK.

A parte interessante é que essa experiência inicial vai ser transmitida ao vivo pela internet, e todos podem assistir pelo serviço de webcast do CERN, que pode ser acessado neste outro LINK.

Segundo consta, nesse primeiro teste não vai ocorrer qualquer colisão de partículas - eles precisam primeiro estabilizar a circulação dos feixes, e apenas quando isso ocorrer é que começarão as primeiras experiências envolvendo colisões.

Observação 1: caso CERN e LHC sejam expressões lunáticas e estranhas para você, há algumas explicações sobre isso nesse arquivo da wikipedia.
Observação 2: no dia 10 de setembro nós também transmitiremos a experiência ao vivo.

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Quinta-feira, 7 de Agosto de 2008

Voluntários para usar "cogumelos mágicos"

A faculdade de medicina da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, está buscando voluntários para uma pesquisa utilizando agentes enteóginos (no caso, a psilocibina - que é a substância produzida pelos "cogumelos mágicos" dos hippies).

A pesquisa busca estudar estados de consciência alterados em pessoas diagnosticadas com câncer, visando redução do stress psicológico associado à doença, utilizando a substância para induzir a auto-exploração e o auto-conhecimento dos voluntários.

Essa pesquisa é homologada pela FDA (Food and Drug Administration).

Achei interessante o primeiro parágrafo do documento que explica a proposta da pesquisa, que traduzo abaixo:

"Nos últimos anos, cientistas de algumas universidades americanas têm conduzido estudos utilizando enteóginos, retomando pesquisas em farmacologia, psicologia, criatividade e espiritualidade que foram suspensas em decorrência dos excessos relacionados às drogas na década de 1960."

O documento original (em inglês) está neste LINK.

Via boingboing.

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Terça-feira, 5 de Agosto de 2008

Para alguns, a Terra não é redonda


Essa idéia é tão absurda que me interessou a ponto de escrever a respeito: existem pessoas que acreditam que a Terra não é redonda.

Povos antigos acreditavam que a Terra era um disco chato apoiado sobre quatro elefantes, que se equilibravam sobre o casco de uma tartaruga gigante (ou algo assim) - mas os defensores contemporâneos da teoria da Terra plana incrementaram as coisas: para eles, a Terra é um disco plano com diâmetro de 40.000 km e circumferência de 126.000 km; o Sol e a Lua são discos planos, também, cada um com cerca de 52 km de diâmetro, e ficam a cerca de 4,800 km da superfície da Terra. E muitos também continuam acreditando que os elefantes e a tartaruga estão em algum lugar aí embaixo do planeta...

Ah, e as estrelas ficariam a apenas 160 km de distância do Sol.

Difícil de engolir? Calma aí. Ainda tem mais: alguns defensores da teoria acreditam que a borda exterior do disco possui uma muralha de gelo, que chamam de "A Grande Muralha", que delimita o fim do mundo - e essa muralha é fortemente protegida por agentes de segurança de todos os governos do planeta, que são os culpados pela "grande conspiração" que defende que a Terra é redonda. Essa muralha de gelo, que acreditam ter cerca de 30 metros de altura, é o que impede que a água dos oceanos caia para fora do planeta...

Quer mais? A gravidade, para eles, é uma farsa. Segundo essa teoria, a Terra não produz um campo gravitacional: o que "achamos" que é gravidade se deve ao fato de que a Terra (e o Sol, a Lua e as estrelas) estaria em um movimento ascendente com velocidade de 9,8 m/s2, daí temos a sensação de gravidade...

Com isso, parece fichinha aquela "teoria da conspiração" sobre humanos terem ido ou não ao espaço. Eu não concordo de forma alguma, mas até compreendo que algumas pessoas tenham dificuldade de acreditar que tenhamos tecnologia suficiente para enviar naves ao espaço.

Agora, acreditar que a Terra é plana (sem falar nos elefantes e tartarugas envolvidas no processo)... é demais para mim.

Para quem quiser se aprofundar mais sobre o assunto, alguns links AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI.

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Trator gravitacional


O empuxo gravitacional pode afastar um asteróide que ameace a Terra, caso uma espaçonave (o "trator gravitacional" do título) seja lançada quando o asteróide estiver a mais do que a distância de uma órbita (do asteróide) do seu potencial ponto de impacto, segundo um novo estudo. Caso o alvo seja a Terra, uma combinação de técnicas, incluindo o "trator gravitacional", pode salvar o dia.

O estudo do Laboratório de Propulsão a Jato (Jet Propulsion Laboratory) da NASA, demonstra que o empuxo gravitacional de uma espaçonave que passe perto de um asteróide pode modificar sua trajetória. Segundo o estudo, esse empuxo gravitacional, ainda que fraco, pode alterar o curso de asteróides com até 140 metros de extensão, que são grandes o suficiente para causar uma devastação em escala regional aqui na Terra.

"Antes desse estudo, a técnica de empuxo gravitacional era apenas um conceito," segundo Clark Chapman, um dos pesquisadores envolvidos no estudo. "Apesar de haver alguns poucos críticos a esse conceito, alguns de nós tínhamos a sensação de que as idéias ainda não haviam maturado o suficiente para serem cogitadas para utilização, e o estudo do JPL nos deu a confirmação sólida daquilo que já acreditávamos", afirmou.

Exatamente quanto de empuxo é necessário para modificar a trajetória de um asteróide depende de quão antes do impacto a intervenção começa, e do tipo de órbita que o objeto seguirá durante o período de intervenção.

Os fundos para esse estudo vieram da Fundação B612 (sobre a qual já falamos AQUI), presidida pelo astronauta Rusty Schweickart.

Via newscientist.
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Holograma multitouch

A empresa Obscura Digital apresentou essa performance de arte/manipulação de dados que combina seu software multi-toque com o sistema de projeção holográfica Musion Eyeliner 3D.

O efeito é impressionante, mas há uma pegadinha: não dá para manipular os dados como o cara está fazendo no filme - ele está apenas "atuando", como em uma coreografia. Aquela coisa de manipular hologramas como em Matrix ou Minority Report ainda não existe.

De qualquer forma, é um ótimo conceito. E é interessante de assistir. Dê uma olhada no filme.



Via engadget.

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Sexta-feira, 1 de Agosto de 2008

Terremotos


Nessa semana houve um terremoto de magnitude 5.4 em Los Angeles, e então eu lembrei desse site (que eu havia encontrado após aquele terremoto que foi sentido no Brasil, meses atrás).

É um site interessante, do USGS (U.S. Geological Survey), no qual você pode acompanhar dados de terremotos do mundo todo. Cada terremoto aparece como um quadrado no mapa (o tamanho do quadrado indica a magnitude, e as cores representam quando ocorreu: vermelho, na última hora; laranja, no último dia; amarelo, na semana).

Clicando em qualquer quadrado, os dados daquele terremoto específico aparecem. E em qualquer área do mapa é possível dar zoom.

Daí, dá para ficar sabendo, por exemplo, que na última semana o maior terremoto foi de magnitude 5.8, e ocorreu na China, a 1365km de Beijing (Pequim).

Talvez não seja muito útil... mas é interessante: LINK

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Droga experimental pode substituir exercícios físicos

Para muita gente, fazer exercícios é uma dureza. Então por que não pular essa parte e tomar algumas pílulas?

Esse sonho de milhões de sedentários está um pouquinho mais perto. Pesquisadores anunciaram hoje que uma droga experimental pode imitar os resultados de exercícios regulares - sem que o usuário tenha que suar por isso. Em testes laboratoriais, após quatro semanas tomando a pílula, ratos que não se exercitavam demonstraram uma melhora de 44% quanto à resistência para corridas.

"Trata-se de enganar os músculos para que eles "acreditem" que têm sido exercitados regularmente", disse o líder dos pesquisadores Ronald Evans, do Salk Institute, em um comunicado à imprensa. "Isso demonstra que é possível utilizar um equivalente farmacológico aos exercícios."

Essa droga assustou também as autoridades esportivas, pois pode trazer modificações consideráveis à performance de atletas treinados: ratos exercitados regularmente demonstraram melhora de 68% no desempenho em corridas.

Devido ao risco de que atletas humanos passem a consumir essa droga (ou que já estejam consumindo...), a mesma equipe de pesquisadores começou a preparar um método específico de teste anti-doping para essa substância - e eles pretendem testar amostras de atletas olímpicos após o término dos Jogos de Beijing (porque o teste não estará disponível a tempo para ser utilizado durante os Jogos).

Se isso funcionar e não tiver efeitos colaterais... estou dentro!


Via wired.
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Quinta-feira, 31 de Julho de 2008

Sonda capta imagem HD de lua marciana

A sonda Mars Express captou essa imagem de alta definição no dia 23 de julho, voando a apenas 97km de Phobos, uma das luas de Marte (clique para ampliar).

Phobos, que é um dos corpos celestes que menos refletem a luz solar, é uma lua extremamente pequena, com 27 × 21,6 × 18,8 km.

No site da Agência Espacial Européia também há uma versão em 3D dessa foto: LINK.

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Terça-feira, 29 de Julho de 2008

Aprendendo sobre medicamentos... com os orangotangos



Orangotangos indonésios têm demonstrado um certo grau de conhecimento sobre medicamentos, utilizando anti-inflamatórios naturais para tratar dores, segundo pequisa publicada no International Journal of Primatology.

Quatro orangotangos (Pongo pygmaeus) de Bornéu foram vistos preparando "bálsamos" pela primatologista Helen Morrogh-Bernard, da Universidade de Cambridge. A pesquisadora acompanhou como um adulto selecionou um punhado de folhas de uma planta, que foram colhidas e mastigadas - e como a pasta formada pela planta e pela saliva do animal foi, então, aplicada para cima e para baixo na parte de trás de seu braço esquerdo, desde a base do ombro até o pulso "como uma pessoa aplicando protetor solar".

Morrogh-Bernard observou que o animal "estava concentrado apenas em seu braço e foi metódica na maneira com que aplicava a pasta". Ela intuiu, então, que isso poderia ser uma forma de auto-medicação.

O orangotango finalmente largou as folhas remanescentes, o que permitiu à pequisadora identificá-las como do gênero Commelina. Significativamente, orangotangos não comem essas folhas como parte da sua dieta regular, e os habitantes locais conhecem essas plantas por suas propriedades anti-inflamatórias.

Desde a primeira constatação do uso desse "bálsamo", em 2005, a equipe de pesquisas já presenciou outros três animais utilizando a técnica. Os pesquisadores concluíram que a probabilidade de esses animais terem aprendido sobre esse medicamento ao observar os habitantes locais é remota, ao passo que o contrário é bastante provável.

Ou seja, talvez os humanos que habitam o local tenham aprendido sobre as características anti-inflamatórias daquela planta específica ao observar os orangotangos se auto-medicando...

Fonte: theregister

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Segunda-feira, 28 de Julho de 2008

Arquivo de imagens da NASA



Na semana passada a NASA disponibizou ao público uma coleção gigantesca de fotos e filmes dos seus arquivos, através de uma parceria com a organização Internet Archive.

São milhões de fotos e milhares de horas de gravações em vídeo, que você pode acessar no site NASA Images, usando este LINK.

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Astronauta da Apollo afirma que armas nucleares não são a melhor forma de parar um asteróide



Armas nucleares poderiam ser usadas para parar asteróides que estejam em rota de colisão com a Terra, mas na maioria dos casos o uso dessas armas não é a melhor opção, afirmou na semana passada o astronauta Russell Schweickart durante uma palestra pública em São Francisco.

No ano passado a NASA publicou um relatório declarando que usar armas nucleares para destruir ou modificar a rota de de asteróides ou cometas é a melhor estratégia para evitar uma colisão catastrófica, mas o respeitado cientista/astronauta explicou que a maior parte dos corpos celestes que venham em nossa direção pode ser redirecionada através de técnicas de reboque por naves não tripuladas (teoricamente, apenas os maiores corpos não podem ser empurrados ou rebocados).

Ele afirmou, ainda, que esse estudo publicado pela NASA foi não apenas equivocado, mas também uma desculpa (motivada por pressões políticas) para "preparar o caminho" para a colocação de armas nucleares no espaço.

O astronauta criou uma organização, a Fundação B612, que estuda táticas alternativas para alterar o curso de asteróides - o que ele acredita ser possível já em 2015.

Atualmente, a maior parte dos corpos que poderiam colidir com a Terra, causando danos catastróficos, não está sendo monitorada, mas nos próximos anos será possível acompanhar o movimento de um número muito maior, graças à entrada em operação de novos telescópios - o que pode nos dar tempo suficiente tanto para prever a probabilidade de impactos (e a estimativa dos danos) quanto para pensar sobre a forma adequada de lidar com eles.

Considerando que o monitoramento de asteróides contém um elemento de incerteza, certamente ocorrerá um grande número de alarmes-falsos - e, nesses casos, a melhor opção será não fazer nada, logicamente. Mas e nos demais casos? Devemos empurrá-los, rebocá-los ou simplesmente explodí-los com bombas nucleares, como prefere a NASA?

O astronauta compara nossa situação atual com um goleiro com os olhos vendados: não podemos fazer nada, mas sabemos que várias bolas estão voando em nossa direção. Mas em poucos anos, essa venda sairá dos nossos olhos, e poderemos decidir - em conjunto - como proceder, ao invés de apenas aceitar que mísseis nucleares sejam enviados ao espaço sem que saibamos quais os efeitos dessa decisão.

Via wired.

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Sexta-feira, 25 de Julho de 2008

Peixe robô para pesquisas marinhas



Engenheiros da Universidade de Kitakyushu (Japão) devenvolveram um robô de pequisas subaquáticas que realmente se parece com um peixe. O nome do robô é “Tai-robot-kun”, tem 7 kgs, pele de silicone pintada à mão e foi construído para se parecer com um pargo.

Por enquanto esse pargo-robô tem bateria para mergulhos de uma hora. E tem um sistema inovador de controle de profundidade (auto ajustável) e é tão silencioso quanto o peixe verdadeiro - o que é importante em pesquisas sobre a vida marinha, pois ele deve não espantar os outros peixes (o que acontece com mergulhadores ou submarinos de pesquisa). A equipe prepara agora uma arraia jamanta robótica, usando o mesmo sistema.

Veja a filmagem do "peixe" abaixo:

Via pinktentacle.


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Brasil: a economia do conhecimento



Um novo estudo britânico defende que o Brasil é uma "economia de conhecimento", onde a junção de conhecimento, habilidades e inovação com meio ambiente e bens naturais garante uma grande vantagem competitiva em relação a outros países.

Segundo esse estudo, o cenário brasileiro de inovação está mudando rapidamente, com o aumento da quantidade de verbas para pesquisa, presença de pesquisadores de ponta (incluindo em áreas como biocombustíveis e biotecnologia), além de abordar outros aspectos, como nossos valores, nossa democracia, diversidade e criatividade.

Outro aspecto abordado pela obra (cujo título é "Brazil: the natural knowledge ecnomy) é que na Europa a capacidade de inovação brasileira é menos compreendida que a dos outros países-membros do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) - e sugere que a Europa deve aumentar sua colaboração com esses novos "centros de excelência" brasileiros.

Essa obra é parte do "Atlas de Idéias" (The Atlas of Ideas), que é um programa de pesquisa sobre ciência e inovação, e foi construída em parceria com o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) brasileiro.

Via core77. Para o site do "Atlas of Ideas", use este LINK.



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Cientistas identificam o fator que propicia o aparecimento de auroras



Pesquisadores da NASA, estudando a interconexão de campos magnéticos e partículas carregadas emitidas pelo Sol, identificaram o fator que propicia a ocorrência das belas e coloridas tempestades elétricas nas regiões polares, conhecidas como auroras, e acreditam que essa descoberta possa ajudar no desenvolvimento de previsões confiáveis sobre as tempestades geomagnéticas que podem avariar satélites em órita e causar problemas nas linhas de transmissão de energia aqui na Terra.

Os cientistas sabem há tempos que as auroras (aurora boreal no norte, aurora austral no sul) são geradas pela interação entre partículas vindas do Sol com o campo magnético terrestre, o qual tem sua forma modificada por esse vento solar.

Tempestades violentas no Sol produzem auroras extremamente brilhantes, mas mesmo quando essas tempestades são pouco severas as luzes são produzidas - a Terra absorve e acumula essa energia, liberando-a de repente, e isso causa as auroras, mesmo sem que uma grande atividade solar esteja ocorrendo. Essas tempestades menores, chamadas "subtempestades", geram correntes de um a dois milhões de amperes, por uma ou duas horas (que é a energia equivalente a um terremoto de magnitude 5 ou 6).

Durante essas subtempestades ocorre uma modificação na borda do campo magnético da Terra, e é sabido que dois eventos contribuem para esse acontecimento: uma ruptura na corrente de partículas carregadas vindas do Sol, ocorrendo a cerca de 1/6 da distância entra a Terra e a órbita da Lua; e a separação das linhas do campo magnético terrestre, que ocorre a cerca de 1/3 da distância entre a Terra e a Lua. Não era claro, contudo, qual evento ocorria primeiro.

Para responder essa questão, foram lançados cinco satélites (no que convencionou chamar de Missão Themis) idênticos, cada um do tamanho de uma máquina de lavar, para medir os campos elétricos e magnéticos, assim como as partículas que atingem a Terra, em diferentes zonas do espaço. Com isso, em fevereiro, os cientistas conseguiram descobrir a ordem dos eventos - e assim entender melhor o que acontece durante as subtempestades: a separação das linhas do campo magnético ocorrem primeiro, seguidas pelo aparecimento das auroras.

Surpreendentemente, a quebra na corrente de partículas carregadas ocorre somente após a aurora. Anteriormente, alguns pequisadores acreditavam que a separação das linhas do campo magnético causava uma modificacão na corrente de partículas carregadas - e que essa modificação na corrente é que causava as auroras.

Agora, os cientistas querem descobrir exatamente onde as linhas do campo magnético terrestre se separam. Com o maior conhecimento dessas subtempestades, os pesquisadores esperam conhecer melhor as grandes tempestades - e assim obter métodos de detecção melhores antes do próximo pico de tempestades solares de grande porte, que vai ocorrer entre 2010 e 2012.

Veja mais imagens de auroras abaixo.



Fonte: nytimes



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Quinta-feira, 24 de Julho de 2008

Continuação: outro astronauta falando sobre OVNIs



Continuando no assunto OVNI: esse vídeo abaixo é um pedaço de um documentário sobre OVNIs, no qual o astronauta Edwin "Buzz" Aldrin Jr (que foi o segundo homem a pisar na Lua) fala sobre um objeto que acompanhou a Apollo 11 durante parte da sua viagem à Lua.

O objeto é mostrado várias vezes no vídeo. O vídeo está em inglês, mas as partes interessantes são aquelas em que esse objeto aparece (os astronautas é que filmaram).





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Astronauta da Apollo 14 afirma que OVNIs são reais



Ontem (23 de julho) o astronauta Edgar Mitchell (que foi o sexto homem a caminhar na Lua) declarou em uma entrevista que o fenômeno OVNI é real, que alienígenas contataram humanos várias vezes e que o acidente de Roswell realmente aconteceu. Além disso, afirmou que os governos têm escondido a verdade da população há mais de 60 anos.

Em resposta, um porta-voz da NASA afirmou que "a NASA não rastreia OVNIs; a NASA não está envolvida em nenhuma espécie de operação para esconder a verdade sobre vida alienígena nesse planeta ou em qualquer lugar do universo; o Dr. Mitchell é um grande americano, mas nós não concordamos com as suas opiniões nesse assunto".

Não é a primeira vez que um astronauta afirma isso. Há um documentário impressionante sobre a Apollo 11 em que o próprio filme da NASA mostra um "artefato estranho" voando ao lado da nave espacial (vou procurar esse documentário no youtube para postar depois).

Voltando ao assunto da entrevista do Edgard Mitchell, você pode ouví-la (em inglês)nesse LINK.
Via boingboing.



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Antártida pode ter sido parte da América do Norte




Um bloco de granito encontrado por acaso sobre uma geleira na Antártida deve trazer mais evidências à teoria de que partes desse continente gelado estiveram conectadas à América do Norte, há centenas de milhões de anos.

A pedra em questão foi encontrada na cordilheira conhecida como Montanhas Transantárticas (as duas fotos acima são dessa região), e pode ser decisiva para confirmar como teria sido a forma do antigo supercontinente chamado Rodinia.

Pesquisas indicam que há cerca de 700 milhões de anos uma parte desse supercontinente de Rodinia se separou da área em que hoje está a região sudoeste dos Estados Unidos, e paulatinamente essa área em questão migrou para o sul, até chegar à localização da atual Antártida (essa massa territorial ainda sofreria outra quebra, durante a transição ao sul, e um dos pedaços se tornou a atual Austrália).

A rocha encontrada na Antártida é uma espécie de granito que aparece apenas em um cinturão de rochas que pode ser encontrado na região oeste dos Estados Unidos - e esse cinturão de rochas é reconhecidamente parte do que se convencionou chamar de Laurentia, que teria sido parte do supercontinente de Rodinia.

A chave da questão, segundo pesquisadores, é que esse cinturão de Laurentia segue um caminho preciso no subsolo da região oeste americana, em direção ao norte à partir da California - mas à partir de um certo ponto, há uma gigantesca interrupção nesse padrão rochoso, como se um enorme pedaço tivesse sido arrancado.

Agora, com a descoberta dessa rocha (que não aparece em qualquer outro lugar do mundo), ganhou força a teoria de que a Antártica já esteve conectada à América do Norte, e que a parte "desaparecida" do supercontinente de Rodinia seria, na verdade, a própria Antártida.



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Proporções

Para nós na Terra, o Sol é tremendamente grande. Mas em relação a outros corpos celestes conhecidos, ele é microscópico.

Interessante perceber como aquilo que percebemos como "enorme" depende, na verdade, da nossa perspectiva momentânea.

Veja essa animação, que compara o nosso Sol à maior estrela conhecida, chamada VY Canis Majoris, localizada na constelação de Cão Maior.



Depois de assistir a esse ótimo vídeo, veja também o post "Proporções II" sobre o mesmo tema.


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Quarta-feira, 23 de Julho de 2008

Primeiras imagens da espaçonave que substituirá as Soyuz




Saíram as primeiras imagens oficiais da nova espaçonave Russa/Européia, desenvolvida para entrar em operação no lugar das antigas naves Soyuz.

Essa nova nave é reutilisável, e foi concebida para levar quatro cosmonautas para a Lua (ou seis para missões em órbita terrestre), sendo uma rival à altura do sistema Ares/Orion norte-americano (em desenvolvimento).

Além da capacidade de carga aumentada, a grande diferença dessa nova espaçonave - construída pela empresa russa RKK Energia - em relação às Soyuz é a utilização de propulsores também para as operações de pouso.

Fonte: BBC.

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Quarta-feira, 16 de Julho de 2008

Einstein explicando E=mc2

Já escutou a voz de Einstein? Então o que acha de ouvir o próprio Einstein explicando a famosa fórmula E=mc2?

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Terça-feira, 15 de Julho de 2008

Vênus em frente do Sol



Bela imagem de Vênus passando pelo Sol. Clique para ampliar.
Via haha.nu.

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Sexta-feira, 4 de Julho de 2008

Já ouviu falar em "Almiqui"?


Almiqui (Solenodon cubanus) é um animal nativo de Cuba que esteve "extinto" por anos... Em 2003 um exemplar foi capturado vivo, e após alguns dias de estudo foi devolvido à selva.
Via darkroastblend. LINK

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Sexta-feira, 27 de Junho de 2008

Holograma 3D


A USC (University of South California) desenvolveu um display holográfico 3D que apresenta objetos em movimento, e pode ser visto de qualquer ângulo, usando um espelho em alta rotação. Na foto acima, a representação de um TIE Fighter (Star Wars). Abaixo, um vídeo mostrando experiências - a parte final, que mostra um cara correndo é a melhor. Via Wired

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